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O TEMPO jornal de fato

NUNCA NA NOSSA HISTÓRIA VIVENCIAMOS TANTA CORRUPÇÃO!

Professor Me. Ciro José Toaldo

Escrever sobre a nossa história política exige, antes de tudo, ter 'estômago' e estar preparado para enfrentar a dura realidade. Desde a chegada de Cabral, passando pela presença da família real no Brasil e pelas proclamações da Independência e da República, o envolvimento em escândalos e a nefasta corrupção voltada aos cofres públicos sempre estiveram presentes.

Entretanto, seja com Getúlio Vargas, JK, Jânio Quadros, presidentes militares, Sarney, Collor ou FHC, a nação não passou por um sistema gradativo de corrupção que se compare ao vivenciado a partir de 2003, quando o PT passou a comandar o governo do país. Dentro desse cenário, nunca na nossa história vivenciamos tanta corrupção que, de forma sistêmica, levou a população a se acostumar com escândalos e falcatruas, tornando-se a grande marca desse partido.

Em quase todas as esferas governamentais, este grupo consegue promover escândalos que perpassam a ordem econômica, política e até mesmo social. A essência é sempre fazer imperar esquemas de corrupção e manobras do superpartido, que se infiltrou com indicações nos principais órgãos da justiça e do alto-comando governamental. Dessa forma, conseguem alavancar imensas falcatruas, sempre procurando abafá-las com outros episódios. Quem duvida, lembre-se do que foi feito com a Operação Lava Jato.

Um dos primeiros grandes escândalos ocorre em 2005, com o famoso ‘mensalão’, esquema em que articuladores políticos compravam votos de parlamentares no Congresso Nacional para aprovar projetos de interesse do governo. Nesse escândalo, o então ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), teve seu mandato de deputado federal cassado, e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, também foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha.

Em março de 2006, Antônio Palocci renunciou ao cargo de Ministro da Fazenda, por causa do escândalo da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

O escândalo de corrupção na Petrobras, frequentemente chamado de "petrolão" e revelado a partir de 2014 pela Operação Lava Jato, envolveu um vasto esquema de desvio de dinheiro público. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal comprovaram a formação de um cartel de grandes empreiteiras — como Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e UTC. Essas empresas pagavam propinas milionárias a executivos da estatal e agentes públicos, valores que foram utilizados para enriquecimento ilícito e para o financiamento de campanhas eleitorais de partidos da base aliada. Neste esquema, o atual chefe do desgoverno foi condenado e preso em 2021; entretanto, os seus fiéis aliados do STF, após manobras, tornaram-no 'descondenado' para concorrer à eleição presidencial de 2022.

Cabe lembrar que o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) teve início em 02/12/2015 e foi encerrado em 31/08/2016 com a cassação de seu mandato; contudo, por meio de um destaque aprovado no Senado, ela manteve seus direitos políticos.

Lembro que a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, então líder do governo no Senado, foi explosiva e gerou uma grave crise política. O acordo contribuiu para o impeachment de Dilma Rousseff, criando uma situação insustentável no Palácio do Planalto, uma vez que tanto Dilma quanto Lula foram envolvidos no escândalo da Petrobras e apontados como figuras que queriam barrar a Operação Lava Jato.

Todas estas constatações, e outras tantas que deveriam ser elencadas, levam a concluir que o atual chefe do desgoverno federal brasileiro tem experiência de sobra para promover escândalos e fazer a corrupção proliferar no país.

Ele perdeu a vergonha e a compostura e tenta passar pelo ‘bom político que ajuda o pobre e o trabalhador’. Isso não corresponde à verdade, pois mantém velhas práticas políticas, beneficiando seus aliados, e faz valer seu projeto de perpetuação no poder para dar continuidade aos escândalos, como vimos recentemente com os aposentados do INSS e do Banco Master.

Os fatos narrados revelam a verdadeira identidade e a gênese implacável do superpartido que tomou conta do governo brasileiro.

Pense sobre esta questão. Até a próxima!

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