É BOM SABER...
O AUTOENGANO
A mentira mais comum é a que um homem usa para enganar a si mesmo.
O filósofo Nietzsche dizia que "enganar os outros é um defeito relativamente insignificante; o que nos transforma em monstros é o autoengano".
Uma forma de mentirmos para nós mesmos - e grande fonte de estresse - é imaginar que estamos sempre certos e que o resto do mundo está errado.
Existe uma piada que ilustra muito bem esse posicionamento: "um motorista segue em uma estrada de mão única e escuta pelo rádio que um carro está circulando na mesma via, mas na contramão, colocando todo o tráfego em perigo. Apos ouvir a advertência, o motorista diz: "Um carro, não. Todos!".
Para o ser humano, é muito mais fácil concluir que os outros estão errados do que aceitar o próprio erro. É aí que nasce a depressão, pois, quando vemos todos os outros veículos trafegando no sentido contrário, o mundo se transforma em um lugar hostil, que parece ter sido criado para frustrar nossa felicidade.
Às vezes, basta assumir humildemente que você estava errado, devemos nos questionar: será que todos os outros veículos estão na contramão, ou posso ser eu o errado!?. Como diz um aforismo indiano: "É mais fácil calçar um chinelo do que estender tapetes por toda parte".
Por não admitirmos que podemos estar errados, podem surgir muitos problemas, principalmente de relacionamentos e dificuldades em nossas vidas; por isso a necessidade do autoconhecimento (conhecer-se a si mesmo - suas virtudes e defeitos), do autoburilamento (buscar neutralizar os defeitos e desenvolver cada vez mais as virtudes), tentar encontrar nas dificuldades, nas adversidades as lições proveitosas para que não permaneçamos por muito tempo em sofrimento, porque, não obstante encontrarmos muitas adversidades em nossas vidas, a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Isto quer dizer que quando surgirem as dificuldades, os problemas enfrentemo-los com galhardia, de cabeça erguida, sem queixumes ou lamentações, Deus não castiga ninguém, a causa de nossos empecilhos certamente foram criados por nós mesmos e se hoje colhemos espinhos, certamente não semeamos flores, tudo na vida tem um propósito e sábio será aquele que conseguir extrair as boas lições das adversidades.
Saibamos amadurecer com os anos e não simplesmente passar os anos, sem aprendermos nada, pois a maturidade não é sinônimo de idade avançada, mas sim de aproveitamento das lições da vida.
Como já nos lecionava John W. Gardner - em "Personal Renewal" (Renovação pessoal):
"O que se aprende na maturidade não são coisas simples, como adquirir habilidades e informações. Aprende-se a não voltar a ter condutas autodestrutivas, a não desperdiçar energia por conta da ansiedade. Descobre-se como dominar as tensões e que o ressentimento e a autocomiseração são duas das drogas mais tóxicas. Aprende-se que o mundo adora o talento, mas recompensa o caráter. Entende-se que quase todas as pessoas não estão a nosso favor nem contra nós, mas absortas em si mesmas. Aprende-se, finalmente, que, por maior que seja nosso empenho em agradar aos demais, sempre haverá pessoas que não nos amam. Trata-se de uma dura lição no início, mas que no fim se mostra muito tranquilizadora".
Colaboração:
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