Prof. Dr. Adelcio Machado dos Santos Jornalista (MT/SC 4155)
Preliminarmente, o industrialismo norte-americano constitui um dos pilares centrais da formação econômica e política dos Estados Unidos da América, exercendo influência decisiva tanto no desenvolvimento interno da república quanto na organização da economia mundial.
Ademais, desde o final do século XIX, com a Segunda Revolução Industrial, os Estados Unidos consolidaram-se como uma potência produtiva ao combinar abundância de recursos naturais, amplo mercado consumidor, infraestrutura logística em expansão e intensa capacidade de inovação tecnológica.
No entanto, a célere urbanização, a chegada massiva de imigrantes e a formação de grandes centros industriais favoreceram o surgimento de conglomerados empresariais nos setores do aço, petróleo, ferrovias e, posteriormente, da indústria automobilística, estabelecendo as bases de um modelo industrial altamente competitivo e integrado.
Ao longo do século XX, o industrialismo norte-americano foi impulsionado por políticas públicas voltadas à proteção da indústria nacional, ao investimento em pesquisa e desenvolvimento e à articulação entre Estado, universidades e setor privado.
A par disso, as duas belonas mundiais desempenharam papel estratégico nesse processo, ao transformar os Estados Unidos no principal fornecedor de bens industriais e tecnologia para seus aliados, fortalecendo sua capacidade produtiva e financeira.
No pós-guerra, o país consolidou sua liderança industrial com a difusão do fordismo, caracterizado pela produção em massa e pela padronização, o que ampliou a produtividade e o consumo interno. ]Esse modelo contribuiu para a elevação do padrão de vida da população e para a afirmação dos Estados Unidos como referência global em eficiência industrial.
De outro vértice, nas últimas décadas, embora tenha ocorrido um processo de desindustrialização relativa e deslocamento de plantas produtivas para outros países, o industrialismo estadunidense manteve sua força por meio da reestruturação produtiva e do avanço em setores de alta tecnologia. Indústrias ligadas à informática, biotecnologia, aeroespacial, farmacêutica e inteligência artificial tornaram-se estratégicas, reforçando a posição do país na economia do conhecimento.
Destarte, mais do que a simples produção de bens manufaturados, a força do industrialismo dos Estados Unidos reside em sua capacidade de inovação, adaptação e liderança tecnológica, elementos que continuam a sustentar sua influência econômica e geopolítica no cenário internacional.
Em epítome, o industrialismo sempre desempenhou papel relevante no desenvolvimento econômico estadunidense.
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