logo RCN
O TEMPO jornal de fato

JORGINHO MELLO E O JOGAR DO JOGO

Por Jaime Telles

Foto: SCTODODIA

Jorginho Mello já definiu seu vice para a disputa da reeleição — e não será do MDB, apesar dos sinais anteriores. Em política, palavra dita nem sempre é compromisso; muitas vezes é movimento tático. Qual partido pode atirar a primeira pedra? Quem se sentiu confortável demais, amparado por um passado de protagonismo de 16 anos no comando do Estado, baixou a guarda e acabou preterido. Articulação não admite descanso — lição que Luiz Henrique da Silveira dominava como poucos. Aliás, onde estão outros grandes líderes de outrora?

Jorginho joga outro jogo. Não se orienta apenas pelas cartas visíveis, mas pelas que ainda permanecem no baralho. Enquanto adversários tentam impor narrativas ruidosas e imediatistas, ele se mantém no terreno da gestão. E é justamente aí que essas narrativas tendem a perder força.

O governador tem insistido numa tecla incômoda, porém real: Santa Catarina entrega muito à União e recebe pouco em troca, além de ver obras alheias frequentemente apropriadas pelo discurso federal. Ao expor isso, não faz retórica; faz disputa política objetiva e corajosa.

Paralelamente, segue inaugurando obras e reforçando uma ideia central: Santa Catarina é uma potência em território mínimo. Educação consistente, segurança confiável, economia forte, agro eficiente. Dados que só agora passaram a ser assumidos como identidade política do Estado.

O cenário eleitoral vai endurecer. Faz parte. Haverá tentativas de criar fatos, tensionar falas antigas e fabricar crises. Até aqui, Jorginho aposta no que menos oscila: resultados, presença e controle do jogo. Isso não garante vitória, mas frequentemente define o jogo antes da última rodada.

A escolha do prefeito de Joinville como peça estratégica não é casual: maior colégio eleitoral do Estado, peso político evidente e efeitos diretos na disputa ao Senado e na organização partidária. O PL tende à coesão, com menos ruído interno e mais convergência.

Para quem projetava outro palanque, resta refazer contas e redesenhar rotas. E é nesses momentos que entra em cena o velho “hervalez”: um dialeto político discreto e sagaz, forjado na leitura fina do ambiente. Não se anuncia. Dormita. Mas surge no instante exato da jogada. Às vezes, não é preciso uma tacada fortebasta um leve toque.


O TEMPO jornal de fato desde 1989: 

https://chat.whatsapp.com/IENksRuv8qeLrmSgDRT5lQ

https://www.facebook.com/aldo.azevedo.5/

https://www.facebook.com/otempojornaldefato/

O Tempo de fato (@otempojornalfato) - Instagram

https://www.youtube.com/@otempojornaldefato

JORGINHO MELLO E O JOGAR DO JOGO Anterior

JORGINHO MELLO E O JOGAR DO JOGO

Janeiro Branco: cuidar da mente é cuidar da vida Próximo

Janeiro Branco: cuidar da mente é cuidar da vida

Deixe seu comentário