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CISTERNA

ANTES A ÁGUA ERA DE GRAÇA, AGORA É PAGA

 

A SIMAE SURGE PARA SANAR POSSÍVEIS PROBLEMAS DE SAÚDE DEVIDO OS RECURSOS HÍDRICOS SEM PROCEDÊNCIA
 
Como ainda são muitas as cisternas mantidas no município de Capinzal, porém, a maioria desativada, no entanto, boa parte estão bem conservadas, apesar do tempo ter passado. Para melhor entendimento, procuramos na Internet e encontramos o significado de cisterna, encontrado no endereço http://pt.wikipedia.org. Uma cisterna (do latim cisterna) é um reservatório de águas pluviais, podendo também ser abastecida com o degelo de neve. Os seus benefícios são o aproveitamento da água assim obtida não apenas para o consumo (alimentação, limpeza), como também para a irrigação.
Na arquitetura militar constituía-se em elemento essencial à sobrevivência dos defensores diante de um cerco, especialmente nas regiões de clima equatorial e tropical atingidas pelos europeus a partir da etapa dos descobrimentos marítimos. A cisterna é muito utilizada na Região Nordeste (semi-árido) do Brasil, inclusive, no Sul do Rio Grande do Sul este reservatório tem um orifício superior com uma calha para recolher a água da chuva.
No mesmo site, encontramos a denominação de caixa d’água, sendo um tanque destinado a armazenar água para consumo humano ou agrícola. Caixas-d\'água de empresas de saneamento (distribuidoras de água) ou instalações particulares muito grandes (a partir de dezenas de milhares de litros) são denominadas reservatórios. Podem ser construídas abaixo (reservatório enterrado) ou acima do solo (reservatório elevado ou castelo d\'água), neste caso em edificação própria e isolada, geralmente no alto de morros ou de edificações.
Uma caixa d\'água simples possui um dispositivo que pode funcionar por gravidade ou com uma bomba, que extrai água da rua ou de outro reservatório (que pode também ser chamado cisterna), uma bóia (que regula o nível em determinada altura, nunca alto a ponto de transbordar, nem baixo a ponto de faltar água), uma saída na parte de baixo para o imóvel e outra saída, na parte de cima, o vertedouro, (chamado popularmente de ladrão), por onde sai o excesso para evitar o transbordamento.
Problemas à saúde pública - Caixas-d\'água sem manutenção têm grande papel para a disseminação de doenças como a dengue, na medida em que o inseto vetor, o Aedes aegypti, possui predileção por água limpa e parada, encontrando nelas condições favoráveis para a sua reprodução.
 
Nos municípios coirmãos, Capinzal e Ouro, também com outras cidades não era diferente, as cisternas eram prioridade, sendo abastecidas através de fonte ou vertentes de água, para o consumo humano, inclusive, também coletavam a água da chuva para outros fins. Naquela época tinha uma vantagem, não se pagava pela água captada e consumida. O tempo passou e existiu a necessidade da água ser recalcada de rios e lagos, posteriormente, ser tratada e depois distribuída através rede de abastecimento para poder garantir a saúde pública. Agora os cidadãos pagam e muito bem pela prestação de serviços da autarquia para poder ter a água no lar ou no trabalho, e também em muitos outros lugares. Sabemos que para coletar, tratar e distribuir a água tem um custo, mas ficamos com a ideia de que os governos deveriam subsidiar o mínimo possível de benefícios em prol da sociedade, a exemplo da água, energia elétrica, telefonia, combustíveis (gasolina, álcool e diesel), por fim, o gás de cozinha. 
Até a década de 1970 por várias vezes, principalmente, nas longas estiagens, o Hospital São José pegava água de fonte, próximo do Rio Capinzal, em propriedade onde residia a família Azevedo. O líquido precioso pegado na mencionada fonte servia para os pacientes beber, para cozinhar e demais fins. Também em tal imóvel os moradores do “Navio Negreiro” pegavam água de balde, pois os recursos hídricos eram de qualidade comprovada (fonte e poço sempre geladas). Como continua dizendo Enio Azevedo, isto fala há décadas: “Quem tiver água, terá que proteger e até cercar, pois será o problema do futuro e de possíveis guerras”. 
      
Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto – SIMAE: Tendo em vista o abastecimento regular de água para a população que habitava os municípios de Capinzal e Ouro a Fundação de Serviços Especial da Saúde Pública por meio da Diretoria Regional de Engenharia Sanitária do sul, foi procurada pelos então prefeitos de Capinzal e Ouro para solucionar o problema de falta de água potável para a população. O abastecimento era precário a população que se abastecia de águas de poços rasos e vertentes. O primeiro projeto para abastecer as cidades de Capinzal e Ouro foi elaborado em 1959 e atingia 2.500 pessoas, quando foi paralisado e retomado 12 anos mais tarde, daí sim foi feita sua execução abastecendo 4.000 pessoas inicialmente, isto é 60% da população das duas cidades.
Existiam na época, nos dois municípios três poços profundos perfurados de 78m, 120m e 90m, produzindo 2.800 litros/hora, 2000 l/hora e 800 l/hora, respectivamente. O primeiro abastecia quatro residências e era particular. O segundo era utilizada no Educandário das Irmãs Franciscanas, hoje, Colégio Estadual Mater Dolorum, e o terceiro cerca de três residências. E o restante da população se abastecia de águas provenientes de poços rasos, fontes e córregos d’água.
Com o intuito de solucionar o problema de abastecimento de água nos municípios, foi instituído o SIMAE – Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto, a qual é uma Autarquia intermunicipal, responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgotos nos municípios de Capinzal e Ouro, estado de Santa Catarina, Brasil. A Autarquia foi criada em fevereiro de 1972, através das Leis Nº 654 e N º179, das Prefeituras de Capinzal e Ouro respectivamente, sendo que entrou em operação em abril de 1974. O projeto inicial da Estação de Tratamento de Água - ETA era para uma produção (tratamento) de 25 l/s de água, no entanto, começou com um volume bem menor devido à baixa demanda.
Inicialmente, a Autarquia começou a funcionar em sala anexa a prefeitura de Capinzal, posteriormente, transferiu-se para uma sala alugada situada à Rua José Zortéa, Capinzal (SC). No ano de 1990, foi construída a sede administrativa da Autarquia à Rua Domingos Omizollo, Loteamento São Luis, em Capinzal, no terreno onde se encontrava construída a ETA, sede atual da administração da Autarquia.
A estação de tratamento de água foi construída no período de 1972 a 1974, juntamente com um reservatório de acumulação com capacidade para 400m³ de água. Posteriormente, foi construído um segundo reservatório com a mesma capacidade ao lado do já existente. Inicialmente, a água era distribuída somente na parte central da cidade, com o crescimento da cidade e levando-se em conta o relevo da região, fez-se necessária a construção de diversos sistemas de recalque de água compostos de casa de bomba e reservatório em diversos bairros (loteamentos) dos municípios de Capinzal e Ouro.
Com o passar do tempo o SIMAE passou por diversas transformações e dificuldades, como destaque dos problemas enfrentados podemos destacar a época que a Autarquia, não possuía nenhuma viatura para transporte de pessoal, equipamentos e materiais, sendo que os servidores, quando da necessidade de deslocamento para efetuar consertos de vazamentos e demais serviços, utilizam-se de bicicletas e muitas vezes tinham que levar material e ferramentas de trabalho nas costas, o local onde abrigava o escritório e almoxarifados, era pequeno. Outro destaque de dificuldade foi a enchente que atingiu a captação principal junto ao Rio do Peixe, onde o prédio da captação foi totalmente destruído sendo necessário a construção um prédio novo. Porém, as dificuldades foram superadas, uma a uma e hoje o SIMAE tem uma boa estrutura física em nível de equipamentos e um quadro de pessoal qualificado. Nos quase 40 anos de funcionamento da Autarquia, passaram pela mesma, aproximadamente 100 servidores, dentre os quais atualmente permanecem trabalhando 31 servidores.
Atualmente, a capacidade de tratamento da ETA é de 90 l/s, sendo que estão operando com aproximadamente 75 l/s. Tem como principal manancial o Rio do Peixe. Operando também com sistema de poços artesianos, em localidades isoladas do interior. 
Em torno de 95% da população urbana dos municípios esta sendo atendida com água captada do Rio do Peixe, 5% é atendida através de poço artesiano, sendo que para se atingir todas as residências se fez necessário a construção de 12 sistemas de recalque, compostos de casas de bombas, adutoras e reservatórios.
O SIMAE atende praticamente 100% da população urbana com água tratada, no interior dos municípios, nas comunidades com maior concentração de população a autarquia atende através de poços artesianos, atualmente são oito localidades. Dados sobre o SIMAE tem como fonte o site desta autarquia (31/08/2010). Para o bem da informação, o consumo de água aumentará, devido a construção de novos loteamentos e da área industrial, para tanto, precisa de planejamento, cronograma de trabalho e de investimentos. 
 
Os dez mandamentos para economizar água – fonte: http://pt.wikipedia.org.
Colabore, adote o Uso Social da Água.
Evite o desperdício, seguindo os dez mandamentos.
1.No banho: Se molhe, feche o chuveiro, se ensaboe e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo cairá de 180 para 48 litros.
2. Ao escovar os dentes: escove os dentes e enxágüe a boca com a água do copo. Assim você economiza 3 litros de água.
3. Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
4. Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa, 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
5. Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d’água de mil litros.
6. Na caixa d’água: Não a deixe transbordar e mantenha-a tampada.
7. Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágue tudo de uma vez. Na máquina de lavar são gastos 40 litros. Utilize-a somente quando estiver cheio.
8. Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. Use mangueira com esguicho-revólver ou regador.
9. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa.
10. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA - Se precisar utilize a água que sai do enxágue da máquina de lavar.
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