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Prof. Dr. Adelcio Machado dos Santos Jornalista (MT/SC 4155)
Em primeiro lugar, antes da constituição dos Estados Unidos da América como nação independente, o território hoje conhecido por esse nome já era habitado há milhares de anos por povos indígenas diversos, organizados em nações, confederações e sociedades complexas, com sistemas políticos, econômicos, espirituais e culturais próprios. Essas populações, comumente chamadas de “nativos americanos”, são, de fato, as verdadeiras nações originárias do continente norte-americano, tendo desenvolvido formas sofisticadas de convivência com o meio ambiente, produção de conhecimento e organização social muito antes da chegada dos europeus.
De outro vértice, as nações indígenas da América do Norte não formavam um grupo homogêneo. Entre elas estavam os iroqueses, sioux, navajos, apaches, cherokees, choctaws, pueblos, entre centenas de outras.
Outrossim, cada uma possuía língua, tradições, crenças religiosas e estruturas políticas distintas. Algumas organizavam-se em confederações democráticas, como a Liga dos Iroqueses, cujo modelo de governança influenciou pensadores que participaram da formação do sistema político estadunidense. Outras eram estruturadas em aldeias autônomas ou sociedades seminômades, adaptadas aos diferentes biomas do continente.
Todavia, com a colonização europeia, iniciada no século XVI e intensificada nos séculos seguintes, essas nações originárias passaram a enfrentar processos violentos de expropriação territorial, epidemias, guerras e políticas de assimilação forçada. A expansão colonial, posteriormente legitimada pelo Estado norte-americano, baseou-se na ideia de “destino manifesto”, segundo a qual os colonos brancos teriam o direito divino de ocupar o território de costa a costa. Essa concepção ignorava deliberadamente a soberania indígena e justificava a expulsão, o confinamento em reservas e o extermínio físico e cultural de inúmeros povos.
Destarte, ao longo do século XIX, políticas como a Lei de Remoção dos Índios resultaram em deslocamentos forçados, sendo o mais conhecido a chamada Trilha das Lágrimas, que vitimou milhares de indígenas. Mesmo tratados firmados entre o governo dos Estados Unidos e as nações indígenas foram sistematicamente descumpridos, revelando uma relação marcada por assimetria de poder e negação de direitos. Ainda assim, os povos originários resistiram, preservando suas identidades, línguas e tradições, apesar das tentativas de apagamento cultural.
No contexto contemporâneo, as nações indígenas nos Estados Unidos lutam pelo reconhecimento de sua soberania, pela proteção de seus territórios e pelo respeito a seus direitos históricos. Muitas reservas enfrentam problemas sociais decorrentes de séculos de marginalização, mas também se tornaram espaços de revitalização cultural e política. A valorização das línguas nativas, o fortalecimento das lideranças tradicionais e a atuação em pautas ambientais evidenciam o papel fundamental dessas nações na preservação da biodiversidade e na defesa de modos de vida sustentáveis.
Em última análise, reconhecer que os nativos são as verdadeiras nações originárias dos Estados Unidos não é apenas um exercício histórico, mas um passo essencial para a construção de uma sociedade mais justa. Implica rever narrativas oficiais, valorizar a diversidade cultural e compreender que a formação do país se deu sobre territórios indígenas.
Em epítome, o respeito às nações originárias torna-se um elemento central para repensar o passado e construir um futuro baseado no diálogo, na reparação histórica e na convivência entre diferentes povos.
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