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Cientistas e padres e do Vaticano

Mario Eugenio Saturno

Mario Eugenio Saturno (https://www.facebook.com/Mario.Eugenio.Saturno/ ) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

O ano de 2025 teve como destaque novamente dois pesquisadores do Observatório Astronômico do Vaticano, o famoso "Specola Vaticana", são os padres Gabriele Gionti e Matteo Galaverni. Eles revelaram a existência de duas maneiras diferentes de descrever a gravidade na presença de um campo adicional que, usando os instrumentos matemáticos certos, não só descrevem a mesma física, mas podem até criar novas soluções para as equações de Einstein.

Em 2022, eles revelaram uma matemática que descrevia o universo além dos atuais "frame de Jordan" e "frame de Einstein", seja lá o que seja isso, o que importa é que melhora a compreensão do universo. Graças a isso, Gabriele Giont (S.J.) foi homenageado com seu nome dado ao asteroide 2006 WV212, em 2024.

Já contei diversas histórias da contribuição de religiosos na Ciência, como das quatro irmãs que, sem grande conhecimento, catalogaram quase meio milhão de estrelas de 1910 a 1921, aliás, o Specola foi o único a cumprir a meta, graças a elas. Também já falei do padre Nicolau Copérnico que desenvolveu o sistema heliocêntrico, lançou seu livro durante o Concílio de Trento e não teve problema com a Inquisição.

E, claro, o padre Georges Lemaître criador da teoria do Big Bang e muitas outras contribuições. Em sua homenagem, o asteroide 1948 WA recebeu seu nome, sendo agora conhecido como 1565 Lemaître.

Na Idade Média, o monge dominicano Teodorico de Freiberg (1250-1350) conseguiu reproduzir o arco-íris primário e secundário e escreveu o livro "Sobre o Arco-Íris e as Impressões Causadas pelos Raios".

O monge beneditino Benedetto Castelli, amigo e colaborador de Galileu Galilei, desenvolveu um método para projetar a imagem do sol sem prejudicar a visão, ajudando assim no estudo das manchas solares.

O astrônomo e padre jesuíta Christian Mayer ajudou a implantar observatórios na Alemanha, estudou o movimento das estrelas e elaborou um catálogo com dezenas de estrelas binárias observadas a partir de 1776. Uma cratera da Lua recebeu seu nome em sua homenagem.

Falando nisso, o astrônomo e padre jesuíta Giovanni Battista Riccioli (1598–1671) estudou a Lua e desenvolveu um sistema de nomenclatura de característica do satélite e das crateras.

Em 1801, o padre italiano Giuseppe Piazzi descobriu o planeta-anão Ceres, no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Ele era diretor do Observatório Astronômico de Palermo e colaborou também para o seu desenvolvimento.

O padre jesuíta Athanasius Kircher estudou vulcões, peste bubônica, elefantes, egiptologia e matemática. Escreveu muitos livros, sendo o mais conhecido o “Mundus Subterraneus” (1665), explicando o entendimento da época sobre o interior da Terra.

O padre jesuíta James B. Macelwane desenvolveu importantes trabalhos na Sismologia. Ele foi eleito para a Academia Nacional de Ciências (NAS) em 1944 e presidente da União Geofísica da América (AGU) de 1953 até sua morte em 1956. A AGU criou uma medalha com seu nome e, todo ano, homenageiam um cientista de até 36 anos de idade que tenha prestado contribuições significativas à Geofísica.



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