DEFINIDOS DIA E HORÁRIO DE POSSE DOS VEREADORES MIRINS ELEITOS EM ZORTÉA |
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, completando 45 anos de trajetória em 2025, editor das revistas SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA e ESCRITORES DO BRASIL, Cadeira 19 na Academia Sulbrasileira de Letras e cadeira 19 da Academia Desterrense de Letras.
http://luizcarlosamorim.blogspot.com/
Vamos falar de saudades? Quanta saudade cabe em um dia? Ouvi isso, outro dia, em um comercial e fiquei pensando a respeito. Lembrei da nossa pinscher Xuxu, que quando a gente saía, ficava o dia inteiro no portão, sentada perto da grade da garagem, esperando a gente. Podia estar frio, ela podia estar com fome ou com sede, mas não arredava pé. Minha mãe ficava admirada com isso, quando ficava em casa para cuidar dela. Quando a gente chegava, era uma festa só, com latidos, correrias, lambidas, etc.Dá pra medir a quantidade da saudade que se sente? Tenho saudades de lugares, de coisas que vivi, mas tenho mais saudades de pessoas. E também pergunto: quanta saudade cabe em um dia, em uma semana, em um mês, em um ano, em uma vida?Tenho saudades da minha filharada, que cresceu e foi embora e deixou uma casa enorme para trás, vazia, que insiste em me lembrar que minhas meninas não são mais crianças, que agora têm as próprias casas, tão longe da nossa. Tenho saudades da nossa primeira filha, Vanessa, que chegou, há muitas primaveras, e logo se foi, tão rápido. Mas dói como se tivesse sido ontem, embora a saudade se acumule há muitos, muitos anos.Tenho saudades dos meus irmãos, mais dos que já se foram, tenho saudades da minhas avós, dos meus avôs, de amigos queridos que foram conhecer o outro lado da vida ou estão muito longe para que possamos vê-los e abraçá-los. Tenho saudades de meus netos, que foram nascer lá em Portugal e eu ia todo ano lá para ficar com eles, mas como me acidentei e quebrei minhas pernas, estou de molho e não posso ir. Então eles vieram, este ano, e como foi bom matar essas saudades de barulho de criança na casa do vovô e da vovó.
enho saudades de mim, da criança que fui, em tempos idos. Tenho saudades de meus outros eus. Preferia, às vezes, não ter saudades, mas a saudade é a prova maior de que vivemos bons momentos, de que fomos felizes. De maneira que quanto mais saudades temos, tanto mais felizes temos sido ou estamos sendo. Então que venha a saudade, que sempre cabe mais uma pequena felicidade nas nossas vidas, até uma felicidade bem grande, muito grande, que vai acabar se transformando em uma enorme saudade. Como a chegada de netos, por exemplo, que um abraço não basta, pois meus braços não valem nada sem o abraço deles.
Luiz Carlos Amorim
Fundador e presidente do Grupo Literário A Ilha em SC, com 45 anos de atividades e editor das Edições A Ilha, que publicam a revista Suplemento Literário A Ilha, a revista ESCRITORES DO BRASIL e mais de 100 livros editados. Eleito Personalidade Literária pela Academia Catarinense de Letras e Artes. Ocupante da cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras e também cadeira 19 da Academia Desterrense de Literatura. Editor do portal Prosa, Poesia & Cia. Mantenedor do portal PROSA POESIA E CIA: Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br e autor de 35 livros de crônicas, contos, poemas, infanto-juvenil, três deles publicados no exterior. Blog: http://luizcarlosamorim.blogspot.com/
O TEMPO jornal de fato desde 1989:
https://chat.whatsapp.com/IvRRsFveZDiH1BQ948VMV2
https://www.facebook.com/otempojornaldefato?mibextid=ZbWKwL
https://www.instagram.com/invites/contact/?igsh=4t75lswzyr1l&utm_content=6mbjwys
https://youtube.com/@otempojornaldefato?si=JNKTM-SRIqBPMg8w
Deixe seu comentário