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O PODER DEVE SER EXERCIDO DE FORMA DEMOCRÁTICA E NUNCA DE MANEIRA IMPOSTA

ISGANZELLA NA PRESIDÊNCIA DO LEGISLATIVO DE CAPINZAL


ISGANZELLA NA PRESIDÊNCIA DO LEGISLATIVO DE CAPINZAL ACHA IMPORTANTE QUE O CIDADÃO QUE DEPOSITOU SUA CONFIANÇA NO VEREADOR, TAMBÉM DEVE ACOMPANHAR SEU TRABALHO E DA CÂMARA COMO UM TODO
ENTENDE QUE NA DEMOCRACIA É FUNDAMENTAL A EXISTÊNCIA DE UM PODER LEGISLATIVO FORTE E ATUANTE, INDEPENDENTE E AUTÔNOMO

O atual presidente da Câmara Municipal de Capinzal, vereador Andevir Isganzella (PT) é um dos entrevistados desta edição de O TEMPO – um jornal de fato, no sentido de levar mais informação deste que é um dos representantes dos capinzalenses na Casa Legislativa.
Nesta entrevista preferimos trabalhar apenas com perguntas e respostas, para poder melhor informar nossos leitores, principalmente os de Capinzal.
Qual era e como era a sua carreira profissional antes de entrar para a política partidária? Resposta: Fui agricultor até os 21 anos, trabalhei na Empresa Perdigão por três anos. Fiz o concurso público e me efetivei como bibliotecário na Escola Municipal Bernardo Moro Sobrinho (na Vila 7 de Julho), trabalhei também como professor no NAES e no Colégio Marista Frei Rogério de Joaçaba e antes da carreira política estava com 20 horas na E. M. Bernardo Moro sobrinho, como auxiliar de direção e no Projeto da Congregação das Servas de Maria Reparadoras, “Educando para a Vida, Cuidando do ser” como professor palestrante. Este projeto atingia as escolas públicas da região com temas voltados a vida e aos valores, motivação descoberta do potencial, espiritualidade e outros temas pertinentes a idade, também ministrava cursos, extraclasse e retiros. E, diga-se de passagem, fazia tudo com muita paixão
Por que entrou na política? R.: Confesso que ser vereador não estava em meu projeto de vida, mas quando se é filiado a um partido, automaticamente se está à disposição do mesmo. Em 2008, na convenção do partido decidi pela coligação da Frente Democrática Popular, sendo o meu nome escolhido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para concorrer a uma das vagas no Legislativo e mesmo relutando acabei aceitando, pois acreditava que poderia contribuir, caso fosse eleito, com meu trabalho e ideias, na elaboração de políticas públicas, no desenvolvimento econômico e social, e exercer com transparência e honestidade a função de vereador. Graças a Deus conseguimos a vitória e tenho procurado fazer o melhor possível, embora ainda não consegui fazer tudo aquilo que gostaria.
Como concilia carreira profissional e política? R.: A função de presidente requer uma permanência mais efetiva na câmara, então me afastei sem remuneração do Município e também parei com os trabalhos no Projeto da Congregação. Concentro meu trabalho meio período na Livraria Evangelizar é Preciso e o restante na Câmara de Vereadores, também nos trabalhos voluntários da comunidade.
Qual é a sua formação profissional? R.: Sou graduado em Geografia, História, Teologia (Estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade e de suas relações com os homens) e pós-graduado na área de Educação.
O que destaca na sua vida profissional? R.: Tenho aptidões para liderança, e gosto muito de inovar, quando ministrava palestra ou aulas, nunca gostava de repeti-las, sempre buscava aperfeiçoá-las. Tenho algumas limitações em certas áreas, mas pontos fortes em outras. Acima de tudo procuro viver o propósito de Deus em minha vida, ou seja, além de usar os dons para obter o sustento, procuro lutar pelas questões que promovem a vida, a justiça, o progresso do bem-estar social das pessoas e a paz.
Da mesma forma, o que destaca na sua vida política? R.: Apesar de não poder fazer tudo o que gostaria, devido a limitação do vereador, pois não compete a ele o fazer” e sim o legislar, fiscalizar e solicitar do Executivo, destaco em minha atuação o estilo coerente, firme naquilo que acredito, pautado sempre na honestidade, transparência, ética, respeito aos colegas, boas convivência e um trabalho voltado sempre em favor da vida, dos direitos das pessoas e da municipalidade. E, sempre que possível, trazer o povo para discutir os problemas da sociedade, como por exemplo as audiências públicas da juventude e do carnaval.

Como analisa as reuniões da Câmara de Vereadores em termos de ouvir e ser ouvido? R.: A tarefa do líder político não é apenas de coibir atritos entre grupos de diferentes tendências, mas, sobretudo mantê-los unidos e focados no bem comum. Por isso, procuro olhar as qualidades que cada vereador tem seu estilo próprio de exercer a vereança, seja de forma individual ou coletiva. Aprendo com meus colegas. Procuro seguidamente ouvir o que cada um pensa quando surge um problema ou é preciso tomar alguma decisão, e assim fica mais fácil acertar, e quando acerto o mérito é de todos; pois ouvindo o outro é que obtenho o direito de ser ouvido e assim tenho conseguido manter uma certa ordem na Casa, porém, com a colaboração e compreensão de todos. Entendo que o poder deve ser exercido de forma democrática e nunca de maneira imposta. Quero agir desta forma até ao fim, mas isso vai depender, da continuação da colaboração dos demais vereadores.
Como faz para manter a ordem nas sessões? R.: Tenho como convicção de que cada vereador tem o direito manifestar sua ideia e defendê-la, mas não tem o direito de ofender. Estou amparado em nosso Regimento. O artigo 53, por exemplo, se refere a competência do presidente, nas letra “i” diz que o presidente deverá interromper o orador que falar sem respeito à Câmara ou a qualquer de seus membros. Já o art. 183 nos parágrafos I,II,III, descreve que o vereador deverá usar a palavra somente para falar das atitudes ou iniciativas de seu mandato; das questões de interesse público do Município, ou assuntos relevantes. E no art. 196 em diversos parágrafos atribuem ao presidente atitudes que deve exercer quando um vereador, ofender, tumultuar, falar sem permissão ou desrespeitar o tempo que lhe é estipulado. Tenho sido firme na observância destes artigos. Por fim, procuro sempre ser justo e imparcial, pois esta é a atitude e a postura que considero correta de um presidente.
Para dar o voto minerva, leva em conta a coligação que pertence ou interesse coletivo? Justifique? R.: É evidente que quando se está em uma coligação, você deve ponderar e considerar o que vem da coligação, mas o interesse coletivo sempre deve vir em primeiro lugar, pois fomos eleitos para defender o povo e não o interesse deste ou aquele partido, ou coligação. E nos casos mais polêmicos, nunca tomo nenhuma decisão sozinho, sempre procuro consultar o Partido, para que seja deliberada uma decisão do partidária e não somente minha.
A Câmara cobra os prazos de resposta do Executivo de requerimentos enviados ao mesmo? R.: Ainda não houve necessidade de cobrar, mas se houver é de obrigação do presidente cobrar.
É a favor ou contra criar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na Administração Municipal? R.: A CPI tem função essencialmente fiscalizadora. Ela não julga e nem pune. Ela investiga e envia sua conclusão ao Ministério Público. Neste sentido sou a favor sim, pois é função do vereador fiscalizar. Antes é preciso ter cuidado para não abrir CPIs sem motivo que justifique a abertura do inquérito, pois além de ser trabalhoso é um desgaste muito grande para todos os integrantes e corre o risco de cair no descrédito. Sem dúvida, é uma ferramenta muito importante para a fiscalização na defesa dos interesses da sociedade e sempre vai ter o meu aval, desde que o objeto seja passivo de investigação e devidamente fundamentado.
Existe a possibilidade de novamente colocar à disposição dos cidadãos comuns o uso da Tribuna Popular? Justifique? R.: Penso que da forma que está não deve ficar, pois o nosso Regimento Interno basicamente impede a participação popular, pois no art. 185 está descrito que a Tribuna será destinada a palavra livre pra entidades representativas e com oficio de requerimento com antecedência mínima de dez dias. Sou favorável que se faça um estudo para que a casa do povo possa ser usada pelo povo, ou por entidades representativas com pedido protocolado com antecedência em tempo mais reduzido possível. Por outro lado é preciso ter cuidado para que a Tribuna seja usada para defender os interesses da comunidade e não para ofender este ou aquele vereador ou cidadão, pois acaba virando bagunça. Mas no próximo Regimento Interno que elaboraremos ainda neste ano, vamos normatizar isso para que o Legislativo seja um local democrático e aberto a participação na busca de soluções dos problemas do Município e de sua coletividade.


Como analisa a participação do povo na Casa Legislativa? R.: Neste ano em algumas sessões e em audiências publicas o povo têm participado maciçamente e de forma efetiva, com grandes contribuições. Mas nas sessões ordinárias, a participação ainda deixa a desejar. É muito importante que a comunidade participe, que o eleitor que depositou sua confiança em determinado vereador, venha acompanhar o trabalho dele e da Câmara como um todo.
Como entende a importância do Legislativo na comunidade? R.: Para a democracia, como concebemos hoje, é fundamental a existência de um poder Legislativo forte e atuante, independente e autônomo, que coexista em condições de igualdade com os outros poderes num processo harmônico tanto quanto possível. Embora a função legislativa no âmbito municipal se fundamenta principalmente na análise, discussão e votação de leis vinculadas ao Executivo Municipal e poucas leis de origem do Legislativo, devido à própria limitação do vereador que não pode fazer lei que gere despesas pro Executivo, por outro lado tudo o que rege o nosso Município, seja na área da saúde, educação, agricultura, desenvolvimento econômico, social, infraestrutura, impostos, etc, automaticamente passa pelo Legislativo. Pouca coisa o Executivo faz sem a aprovação da Câmara. Sem mencionar aqui o Poder do Legislativo no processo de fiscalização, nos pareceres sobre as contas públicas do Executivo e votação do orçamento público. Enfim há escritores que afirmam que dos poderes constituídos o Legislativo é o mais importante, pois como o descrito anteriormente, quase tudo passa pelo Legislativo e é o poder que diretamente representa o povo.
Suas considerações finais quanto à política na Câmara? R.: Para encerrar gostaria de dizer que estou muito feliz por estar à frente do Legislativo capinzalense e quero agradecer, primeiramente, a Deus, do qual sempre peço sabedoria e discernimento para que Eu desempenhe bem esta missão a mim confiada; aos vereadores que votaram em mim e aos demais que de certa forma facilitam meu trabalho; aos funcionários da Casa – estes trabalhadores dedicados, grandes colaboradores e amigos – pois somos uma família. Ao Partido dos Trabalhadores que me dá todo o apoio; a Imprensa escrita e falada, de modo especial o “O TEMPO – um jornal de fato” que toda sessão se faz presente, e ao povo de Capinzal que acreditou em mim no último pleito eleitoral, votando ou torcendo por minha eleição. É com o povo que compartilho este Poder, inclusive, me coloco à disposição de todos os capinzalenses e peço a proteção Divina a todos vocês. Obrigado!

O TEMPO – um jornal de fato agradece o pronto atendimento do vereador e presidente do Legislativo de Capinzal, Andevir Isganzella, por conceder a entrevista e pelo fato de responder a todos as perguntas de maneira imparcial, ética e profissional, as quais contribuem e muito para o bem da informação da coletividade capinzalense e de levar conhecimento em nível regional.

Vereador e presidente do Legislativo de Capinzal, Andevir Isganzella (PT) vem conseguindo dar continuidade aos trabalhos com a colaboração dos demais edis, mantendo a ordem e respeito mútuo, onde cumprem a pauta do dia conforme estabelece o Regimento Interno vigente da Câmara Municipal.
 

 

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