INDÚSTRIA QUÍMICA DE TINTAS OURO LTDA. ? TINSUL
EMPRESA ACREDITA QUE EM 2010 VEREADORES APROVEM DOAÇÃO DE TERRENO
EMPRESA ACREDITA QUE EM 2010 VEREADORES APROVEM DOAÇÃO DE TERRENO
CASO A EXPECTATIVA NÃO SEJA CONCRETIZADA, A SOLUÇÃO SERÁ VIA JUDICIAL OU TRANSFERIR O EMPREENDIMENTO PARA OUTRO MUNICÍPIO
No ano de 1998, quando José Camilo Pastore foi eleito vice-prefeito, tinham como meta fazer com que as atividades econômicas do município fossem diversificadas e ampliadas. Dentro disto, um dos objetivos era trazer indústrias para o município, mas com o intuito de envolver os cidadãos ourenses num processo de agroindústrias. Naquela época, havia uma pequena empresa em Herval d’Oeste, recém fundada e passava por certa dificuldade na área de produção de tintas. O prefeito da época, Sérgio Durigon, o vice Pastore e algumas lideranças organizaram certas pessoas, apresentaram o projeto, trocaram ideias, quando o município de Ouro ofereceu um terreno para essa nova empresa que surgiu com o razão social Indústria Química de Tintas Ouro Ltda. – TINSUL. Isto foi possível quando a Administração Municipal se desfez de um veículo batido e de certa forma velho, vendeu e com o dinheiro arrecado comprou o terreno e repassou para empresa, isto, após a análise do projeto quanto à geração de emprego – impostos – receita, portanto, a Comissão Municipal de Desenvolvimento Econômico achou viável e recomendou a doação. Apesar de que o local era uma área bruta, sem nenhuma infraestrura, e mesmo assim, passaram a produzir, e de lá para cá a empresa cresce anualmente em qualidade e quantidade, ainda gera satisfação aos consumidores e dá como contrapartida a contribuição social que é muito grande por sinal.
Conforme Pastore (diretor e sócio), a Lei de incentivos municipais foi criada pelo então prefeito Euclides Riquetti, tendo como critério a empresa deve se estabelecer, receber as instalações provisórias, produzir e gerar aquilo que está previsto no projeto, e se isto acontecer, com dez anos tem direito a escritura definitiva. Como a empresa Tinsul cumpriu com todas as suas obrigações, consequentemente, o Executivo fez a sua parte ao encaminhar o projeto para os vereadores analisarem o pedido de transferência do imóvel da municipalidade em favor da empresa. Alerta Pastore, poderia ter feito a transferência ainda em 2008, quando estava de prefeito, mas para que tivesse mais transparência, independentemente de quem seria o próximo chefe do Executivo Municipal e vereadores. Para surpresa da empresa, do Executivo e sociedade ourense o projeto amparado em lei foi rejeitado pela maioria dos vereadores de oposição ao governo municipal.
Lembrou Pastore, de que a empresa Tinsul não é a única que ficou na espera pela contrapartida do poder público, levando em conta estar agindo dentro da formalidade a exemplo dos demais trinta empreendimentos, no entanto, jamais a Câmara de Vereadores antes deixou de aprovar, caracterizando um fato isolado, pois tinham como certo a aprovação e deixam de ter a escritura para poder pagar os tributos municipais advindos da propriedade do terreno.
Pastore prefere acreditar que os vereadores contrários à aprovação do projeto, uns estão no primeiro mandato, talvez não tenham a clareza e fundamentação de como é procedido esse tipo de trabalho. A doação em si, ela acontece por uma questão amparada por lei, já que este também é de interesse da coletividade do município, portanto, foi aprovado há 11 anos, cabendo aos atuais apenas ratificar. O empresário pediu ao Executivo que novamente remeta à Câmara para que no começo do ano possa ser apreciado, e que nesse intervalo vai conversar com os vereadores de oposição, para que possam conhecer melhor o projeto e que venham a sensibilizar, ficando no lado da sociedade, aprovando e possibilitando à Tinsul, continuar crescendo e trazendo riquezas ao município de Ouro.
Para a Tinsul é uma grande preocupação, se caso numa nova votação em 2010 só restará o caminho da justiça ou de transferir a empresa para outro município. “Nos dois casos, acredito eu, tem desgaste muito grande para todos nós, envolvidos na questão, jamais gostaríamos que a coisa viesse a andar por esse caminho. Mas em nome dos demais sócios, posso afirmar de que a empresa não pode parar, nem pode deixar de cumprir sua missão de produzir tintas e outros produtos extrema qualidade dando satisfação aos clientes, ainda oportunizando desenvolvimento e crescimento a nossa sociedade. Acredito de que os vereadores, no próximo ano, quando o Executivo reencaminhar o projeto, analisem com muito carinho e dentro da responsabilidade coletiva que todo homem público tem, possam de bom senso aprovar e colocar um ponto final feliz”, declarou Pastore.
Nossa Reportagem pediu ao diretor sócio da Tinsul, José Camilo Pastore, se algum vereador tinha alguma coisa contra a empresa, assim ele respondeu: “Acredito que não. Conversei com eles antes da votação, também em plenário e na comissão, onde senti deles um reconhecimento e valorização muito grande para com a empresa, os quais sabem da importância para a sociedade. Talvez faltasse alguma informação ou uma análise mais profunda por parte deles, no tocante aquilo que estariam votando, por que votariam e qual o resultado que poderá implicar para a sociedade na sua votação. A Tinsul espera que no próximo ano tenhamos um consenso para o bem da sociedade e da economia ourense”, esclareceu Pastore.
José Camilo Pastore, diretor e sócio da Tinsul.
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