Nilso Berlanda apresenta projeto que moderniza exame prático da CNH em SC |
Professor Me. Ciro José Toaldo
Buscando qual posição o nosso país ocupa em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, vemos nossa colocação na 84ª entre 193 países. Este índice leva em consideração três pilares: saúde (expectativa de vida - longevidade), educação (anos de estudo - conhecimento) e a renda (Renda Nacional Bruta per capita – padrão de vida).
Em que pese todo o esforço da Organização das Nações Unidas (ONU) para ter estes parâmetros, que estipulam quais os melhores países do mundo, bem sabemos que dados são manipulados pelos governantes, como vimos no caso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Quando passamos a analisar, observar e buscar entender nosso país sem nenhum viés político ou ideológico, vamos nos chocar com a existência gigantesca da existência de dois tipos de Brasil.
O primeiro dos míseros trabalhadores que conseguem sobreviver com parcos ganhos, mau podem adquirir o fundamental para ter vida digna. São malabaristas que conseguem levar a existência de forma cruel. Neste grupo existem várias subdivisões: quem ganha o salário mínimo, sendo registrados e estão dentro das legalidades impostas pelo sistema. Há quem trabalha na forma autônoma, além de quem acaba vivendo às custas do próprio governo que cria auxílios, não mais para ajudar o cidadão a sair de sua situação de vulnerabilidade social, mas é um grande amuleto para a finalidade eleitoral, ou seja, garantir o voto. Quem está no governo de uma forma ou outra, irá fazer a cobrança deste auxilio.
Ainda na faixa daqueles que trabalham, existem um percentual significativo que metade do seu ganha é para sustentar a máquina sanguinária estabelecida por governos inescrupulosos que vivem a custa deste grupo de trabalhadores. Neste sentido, podemos dizer que este tipo de governo é sanguessuga de quem trabalha e produz!
O segundo tipo de Brasil é o atrelado com as artimanhas de todo tipo de poder. Desde a implantação da república, passamos a ter o grupo que vive das mordomias, penduricalhos e benesses do governo. Não importa o ‘poder’: executivo, legislativo ou judiciário. Adentrando em um deles, se viverá em outro tipo de Brasil.
Que foi até Brasília e conheceu os três poderes, sabe qual é o ‘trato’ dentro daqueles ‘palácios’. Isto também ocorre nas capitais dos estados. Ou seja, quem está nestes poderes, vive fora da realidade brasileira. Não sou contra as boas condições de trabalho, mas quando há altas regalias, ganhos absurdos e com infinitas vantagens, creio ser afronta a maior parte de nosso povo. Vejam, assim que a Câmara dos Deputados Federais voltou do recesso e iniciou o ano legislativo de 2026, o primeiro ato foi aprovar aumentos de salários para todos, e com inúmeros penduricalhos em seus holerites mensais.
Nesta dimensão do segundo grupo, além das regalias, altos salários, convivemos com denúncias estrondosos de casos de corrupção de nefastos políticos, até mesmo de juízes que perderam a vergonha e estão imaginando ser os deuses da nação, podem fazer de tudo, enquanto os patéticos cidadãos não podem abrir e devem engolir tudo.
Somos um país para ocupar a colocação no IDH, ao menos na 50ª posição, assim como o Chile e a Argentina (até outro dia totalmente quebrada), mas parece termos no DNA (genética) do brasileiro a volúpia para ter enriquecimento ilícito. Nas artimanhas deste segundo grupo está toda a estrutura para que nada venha mudar, seja com democracia, política, economia ou outras formas que possam mexer neste cruel, arbitrário e até diabólico ‘poder’.
Dois tipos de Brasil com discrepância sem fim. E pior, pouca ou nenhuma expectativa de mudanças poderemos ter, uma vez que o primeiro grupo ainda é altamente manipulado e induzido por membros do podre poder, para ter seus benefícios, usam e abusam destes humildes sofredores.
E você, qual a sua opinião?
Caso desejar envie mensagens para toaldoc@gmail.com que prometo responder todas.
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