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Despedida de Raimundo Colombo em Lages é marcada por homenagens e emoção

Em seu discurso, Colombo disse que muitos podem aprovar ou reprovar o seu governo, mas que nenhum catarinense desaprova o Estado de Santa Catarina

Por: Andréa Leonora

 

No sábado (7), já na condição de ex-governador, Raimundo Colombo chegou por volta das 9h30min à Pousada Rural do SESC, em Lages, para o encontro de despedida e ao mesmo tempo de celebração pelos sete anos em que governou Santa Catarina. Foi recebido com aplausos, abraços e pedidos de fotos, o que dificultou que chegasse ao grupo de jornalistas que o aguardava para uma entrevista coletiva.

Todas as lideranças do PSD também marcaram presença, além de forças aliadas, como o Progressista, com o presidente do PP-SC, deputado Silvio Dreveck, e Esperidião Amin, do PSB, com Paulo Bornhausen, e João Paulo Kleinübing, que recentemente saiu do PSD para o DEM. A importância do ato ficou ainda mais evidente pela participação do líder nacional, o ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Ciência Tecnologia e Inovações, Gilberto Kassab.

Ao falar com jornalistas, visivelmente emocionado, Colombo disse que agora se sente mais leve e que está em busca de um equilíbrio maior em torno dos novos desafios. Ressaltou que viveu uma fase muito intensa, principalmente por ter governado em meio à maior crise do Brasil, mas que já passou. Por outro lado, revelou que pensou muito em ser ou não ser novamente candidato a um cargo público. Mas, acabou decidindo pelo enfrentamento das urnas em busca de uma cadeira no Senado.

Inevitavelmente, a imprensa questionou sobre o Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) e sua continuidade. De acordo com o ex-governador, foi um grande projeto, com resultados extraordinários. E assegurou que se o Fundam 2 não acontecer agora, com certeza irá acontecer no futuro, por ser "uma ideia que ninguém segura". Justificou que não foi possível vencer as burocracias para consolidar esta nova etapa dos recursos, referindo-se aos entraves no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que disponibiliza o recurso autorizado pelo Tesouro Nacional, de mais de R$ 700 milhões, entretanto, não para os moldes propostos pelo Fundam, pelo qual cada prefeito aponta a prioridade do município.

Ao ser questionado sobre um projeto maior que o Senado, descartou no ato. Já sobre as questões judiciais que pesam sobre ele, disse em poucas palavras que é um fator que acaba inibindo, mas que ao mesmo tempo está enfrentando, dando a atenção devido ao assunto. Por enquanto, antes do começo efetivo da campanha, o ex-governador quer descansar um pouco mais, ficar mais em Lages, voltar a conviver na cidade e "até jogar futebol".

Já no discurso frente ao público, elevou o tom sobre a definição do verdadeiro político e o papel que ele precisa desenvolver na arte de liderar. Lembrou que muitos podem aprovar ou reprovar o seu governo, mas que nenhum catarinense desaprova o Estado de Santa Catarina. Mencionou Luiz Henrique da Silveira, enaltecendo a longa amizade que existiu entre eles, e tocou na ferida sobre a aliança que o beneficiou para chegar ao Senado e nos dois governos, afirmando que eles (MDB), não falharam, e que é preciso respeitar àqueles que estiveram juntos, muito embora os caminhos de agora levam para uma nova aliança, uma nova composição. No final ratificou a intenção ser candidato ao Senado.

Obs: Para ler mais sobre o evento, acesse https://jornaldejoinville.com.br/despedida-de-raimundo-colombo-em-lages-e-marcada-por-homenagens-e-emocao/

A capinzalense Seila Eliane Ribeiro marcou presença, prestigiando e valorizando Raimundo Colombo na sua trajetória política.

 

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