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S.O.S. POLÍCIA CIVIL

Capinzal era uma das poucas Delegacias de SC que contava com uma equipe de investigação

A falta de efetivo é um problema enfrentado pela Delegacia da Comarca, então o Prefeito quer fazer pedido na visita do Governador para que viabilize mais policiais ao Município   

 

O TEMPO – um jornal de fato trouxe essa mencionada matéria, descrita a seguir, com a data de 22/03/2012, sendo que há dois anos a Polícia Civil da Comarca de Capinzal vem sofrendo com a falta de maior número de efetivos, pois no corrente ano teve a baixa de mais dois policiais civis, restando oito comandados pelo delegado.

Na quarta-feira, 07 de agosto, do ano em curso, buscamos informações e ficamos sabendo que o efetivo da Polícia Civil de Capinzal está assim composto: um delegado e oito policiais, sendo que quatro fazem a escala de plantão 24 horas e ainda realizam o serviços de investigação, uma escrivã de cartório e uma agente da Ciretran. Caso um policial tirar férias, aí sim o problema se agrava, devido o quadro funcional estar reduzido, pois existe a necessidade de no mínimo uns cinco novos policiais.

Quem diria a que ponto chegamos, pois nos últimos governos pode ter faltado representação política, pois periodicamente é feita a colação de grau com formatura pela Academia da Polícia Civil (Acadepol) de Santa Catarina, quando o Estado passa a receber reforço de mais policiais civis, mas infelizmente, o tempo passa e a triste realidade só aumenta o problema em Capinzal, por falta de efetivo, de viaturas, equipamentos e condições de trabalho. Quem diria, até a Unidade Prisional Avançada foi fechada, dando justificativa incabível, alegando dar prejuízo ao Estado, apesar de ser auto-suficiente, chegando a ser exemplo as atividades desenvolvidas. 

Conforme o Censo de 2010, Capinzal tem 20.769 habitantes, Ouro 7.372, Piratuba 4.786, Ipira 4.752 e Lacerdópolis 2.199. A Comarca de Capinzal tem no total, 39.878 habitantes, conforme o Censo de 2010, mas pode ter muito mais cidadãos, devido às frentes de trabalho oferecidas. Então, como a Comarca abrange demais Municípios, é quase impossível dar uma resposta a sociedade microrregional, em termos de investigação.   

O delegado da Comarca de Capinzal, Dr. André Luis Cembranelli Barbeta, da melhor maneira possível procura informar sobre a atuação da Polícia Civil nos mais diversos casos e serviços prestados em favor da comunidade microrregional.

Neste período de dois que Cembranelli vem respondendo pela Delegacia da Comarca de Capinzal destaca em termos de ocorrências: “roubos no comércio, amenizado agora com o monitoramento eletrônico (por câmeras filmadoras), a recuperação de bens furtados e inúmeras prisões foram realizadas.”

Quanto às principais ações e serviços prestados, Cembranelli destaca que a Ciretran passou a trabalhar de uma nova maneira, numa organização total em termos de documentações, ainda sob a prestação de serviços de Carteiras Nacionais de Habitação – CNHs e controle sobre os veículos no tocante legalização.

Cembranelli lembrou muito bem, de que a Polícia Militar faz o policiamento ostensivo e preventivo, já a Civil é a polícia judiciária que atua na apuração das infrações penais. Segundo o Delegado, a comunidade só ganha a partir que a polícia Civil e Militar conseguem fazer um bom trabalho, isto é possível com a união de esforços de ambas.

Quanto ao serviço de investigação, Cembranelli informa que a Comarca de Capinzal era uma das poucas delegacias do Estado de Santa Catarina que contava com uma equipe de investigação, consequentemente, existem diversas investigações em andamento, mas o que atrapalha é a falta de efetivos, o que é necessário tirar o pessoal de alguns locais, o que acaba atrapalhando outros serviços. “A investigação é uma prioridade da Polícia Civil”, confirmou o Delegado. A Delegacia da Comarca de Capinzal dá e recebe apoio da Delegacia de Herval d’Oeste, sendo uma verdadeira parceira na realização do trabalho conjunto, ainda desenvolvem diversas operações, também conta com o auxílio da Divisão de Investigação Criminal de Joaçaba, inclusive presta serviços para a Divisão de Investigação de Concórdia e Campos Novos, o que significa descrever a existência de bom relacionamento com as Delegacias de cidades próximas.

Se tratando das drogas ilícitas é um grande problema para a nossa região, situada muito próxima da divisa com o Rio Grande do Sul, pois lá o produto é comerciado de uma maneira mais fácil do que dentro de nosso Estado, então os traficantes vão buscar as substâncias principalmente em Erechim, para depois revender. Devido a essa facilidade, tanto a polícia Civil quanto a Militar estão atentas quanto a essa dificuldade enfrentada. Capinzal e Ouro são praticamente uma só cidade, estão apenas separadas pelas águas do Rio do Peixe, pois um traficante pode chegar em ambos os municípios.       

Para Cembranelli nós somos um dos poucos países do mundo que têm duas polícias, pois isso só atrapalha, sendo o ideal que tivéssemos uma só polícia, para que pudesse realizar um ciclo completo de segurança (investigação, polícia judiciária, policiamento ostensivo e preventivo), sendo essa uma ação que não ocorre em Capinzal, mas em muitas cidades maiores existe uma rivalidade das policiais Civil e Militar, pois a Militar quer fazer o trabalho da Civil, e a Civil para não perder o espaço e as atribuições que lhe compete acaba também desenvolvendo a função da Militar. Quem perde com essa rivalidade é a população, mas Cembranelli espera que num futuro próximo ocorra uma modificação na Constituição da República e passe a ter só uma polícia estadual, então a Civil será dividida na atividade preventiva e ostensiva, pois é preciso compartilhar as informações, levando em conta às vezes PM ter um relato e deixa de passar para a Civil, ou vice-versa. Se tratando de Capinzal, Ouro, Lacerdópolis, Ipira e Piratuba existem uma parceria da Polícia Civil e Militar que vêm dando certo.

Conforme Cembranelli teve uma conversa formal com os ex-prefeitos de Capinzal e Ouro, inclusive, na quarta-feira, 14 de março de 2012 esteve dialogando com o chefe do Executivo de Piratuba, os quais demonstram estarem preocupados com a questão de segurança pública, então é passada a realidade que a Polícia Civil acaba enfrentando no dia-a-dia. No tocante ao Ministério Público e o Judiciário, estes são os verdadeiros parceiros da Polícia Civil, contribuindo com a troca de ideias que acabam fortalecendo o trabalho. No ano em curso, também falou com os atuais prefeitos, pedindo empenho e a colaboração para melhorar as condições da Polícia Civil, isto através da representação política.  

O TEMPO – um jornal de fato: Os menores de idade chegam a ser ou não um problema na questão de segurança pública, os quais andam perambulando pelas ruas fora de hora, bebendo, fumando e expostos a sorte do destino?  CEMBRANELLI – A legislação do menor é especial, porém, os pais ou a própria família acaba transferindo a responsabilidade sua para a escola, esta por sua vez nem sempre consegue dar a resposta certa, aí delega o compromisso ao Conselho Tutelar, até que vira um problema de polícia, o que infelizmente acaba atrapalhando o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.

Para o bem do entendimento, em alguns casos Cembranelli vem servindo de mediador para evitar fazer todo um procedimento a ser encaminhado ao Judiciário, pois desta maneira evita certos confrontos futuros das partes envolvidas no que seria um inquérito policial.

A orientação que tem o Delegado é que as pessoas que não estejam portando a devida documentação, que elas sejam encaminhadas para a Delegacia, visando identificá-las, então é feito um álbum fotográfico, qualifica e depois libera.          

 

Foto de arquivo: Delegado da Comarca de Capinzal, Dr. André Luis Cembranelli prioriza o serviço investigativo para poder dar uma resposta para os munícipes quanto à segurança pública.

 

 

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