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Atividade da construção civil

A empresa Andreoni Jr. Construções e Empreendimentos Ltda ? Sertrex e sua expansão na prestação de serviços em nível regional

 

O TEMPO – um jornal de fato volta a fazer entrevistas de maneira semanal, desta vez o entrevistado é o engenheiro civil e proprietário da empresa Andreoni Jr. Construções e Empreendimentos Ltda (Sertrex), Ruites Valmir Andreoni Júnior (Dinho).

As perguntas devem-se ao aumento na prestação de serviços do ramo da construção civil, seja em nível local, regional, estadual ou de país.

A seguir perguntas e respostas que ajudam a entender o déficit habitacional, sistema de incorporação e muito mais.  

O TEMPO - O que significa a Sertrex comemorar 22 anos no último dia 1º de julho? SERTREX: É uma conquista para nós, nossos clientes, colaboradores, enfim, todos aqueles que direta ou indiretamente participam dessa trajetória. Estatisticamente, muitas empresas acabam encerrando suas atividades muito antes desses 22 anos, portanto, para nós é uma vitória estarmos há 22 anos no mercado.

O TEMPO – Se o nome da empresa é Andreoni Jr. Construções e Empreendimentos Ltda, por que se chama Sertrex? Qual o significado da sigla? SERTREX: R.: Andreoni Jr. Construções e Empreendimentos Ltda., é a nossa razão social, enquanto que a SERTREX é o nome de fantasia. Sertrex é uma homenagem ao meu pai, que possuía uma empresa com este mesmo nome, cujo significado era SER (serviços) TR (transporte) e EX (extração). Entendo ser um nome marcante.

Neste período de 22 anos, a Sertrex, entre diversos programas, atualizações e ações voltadas às áreas técnicas, gerenciais, de controle de processos e qualidade, se destaca, principalmente, em duas certificações: O PBQP-hnível “A” e a ISO 9001. O PBQP-h é uma certificação de qualidade específica para o ramo da construção civil, onde se submeteram a vários degraus, deste o então nível “D”, no ano de 2008, evoluindo para os níveis “C”, “B” e agora em julho de 2013 atinge o nível “A”. Em paralelo, conquista também a ISO 9001. Ambos os programas buscam a padronização de procedimentos e a melhoria contínua dos processos, buscando a utilização de materiais e serviços de melhor qualidade e acesso a tecnologias de construção diferenciadas, promovendo a expansão da marca da empresa e posterior readequação de seu processo produtivo, sempre com vistas aos melhores resultados, não só no ambiente interno quanto no ambiente externo: clientes, fornecedores, mercado, sociedade organizada.

O TEMPO - A partir de quando a Sertrex se tornou essa grande construtora e incorporadora no segmento da construção civil? SERTREX: Inicialmente, sem falsa modéstia, entendo que nossa empresa não é uma “grande” construtora e incorporadora. Buscamos conquistar novos mercados e expandir nossas atividades, porém, sem perder o foco na gestão para termos um crescimento sustentável, principalmente, do ponto de vista gerencial. Num primeiro momento, nossas atividades estavam mais voltadas à elaboração de projetos de engenharia, mas sempre, em um ou outro momento, executávamos alguma obra. Fomos procurando aumentar nossas atividades passo a passo, ou seja, compatibilizando as questões técnicas, gerenciais, legais, financeiras e de mercado. Considero dois momentos importantes: o primeiro com a construção de forma associativa, com a execução dos condomínios Beethoven, Villa Lobos, Centro Comercial Aníbal Ferro e Mozart. Outro momento, foi quando iniciamos no segmento do imóvel na planta, com financiamento, procurando enquadrar nossos imóveis dentro de programas que trouxessem, além de resultados para nossa empresa, benefícios sociais, a exemplo dos edifícios Fígaro (em Capinzal), Sole Mio (Ouro), O Guarani (Fraiburgo) e Da Vinci (Capinzal).

De 1991 até agora, a maior inovação da Sertrex, segundo Dinho, entende de que a verticalização das edificações foi um dos grandes paradigmas que tiveram de quebrar, em nível de mercado local. A Sertrex, ao todo, tomando por base os projetos elaborados e as obras concluídas, Dinho ousa descrever que passam de 250.000,00m² de área construída e mais de 1.500 unidades, entre residenciais, comerciais, industriais e para fins diversos.

O TEMPO - Como a Sertrex conseguiu o feito da sistemática na construção de forma associativa? SERTREX: Foi um desafio grande, pois com a união de esforços de nossos clientes, que confiaram em nossas propostas, pudemos executar obras com a soma de recursos. Sou muito grato a toda sociedade capinzalense e da região pela credibilidade e confiança depositada em nossas propostas. Sem dúvida nenhuma, se não fosse pela confiança depositada pelos nossos clientes, fornecedores, colaboradores e demais, nós não teríamos conquistado tal feito.

A parceria associativa com recursos da Caixa Econômica Federal iniciou no ano de 1997, na execução do Residencial Vivaldi, com financiamento na planta, sendo que Dinho acredita ser o precursor dos demais empreendimentos semelhantes. Em relação ao momento atual, possuem análise vigente para contratação de imóvel com financiamento na planta desde o ano de 2008.

O TEMPO - Foi a Sertrex a empresa que criou de forma pioneira em Capinzal e região com a sua própria sistemática de construção no sistema associativa e qual foi a primeira obra edificada que encaminhou as demais? SERTREX: Conforme citado anteriormente, o Residencial Vivaldi foi o primeiro empreendimento executado de forma associativa, ainda no ano de 1997. Porém, temos que considerar um outro momento, onde iniciamos obras associativas sem financiamento na planta, a exemplo do Residencial Beethoven, o primeiro com estas características.

O TEMPO - A Sertrex ao longo destes 22 anos chegou a trazer para Capinzal e outros municípios mais empregos, moradias e também qualidade de vida à população regional? Como assim? SERTREX: O ramo da construção civil é um dos que mais geram empregos em nível nacional. Da mesma forma, em nível local. Portanto, entendemos que, a exemplo de outras empresas tanto do ramo da construção civil quanto de outros setores da economia, demos nossa parcela de contribuição. Acreditamos que colaboramos com a redução do déficit habitacional e pretendemos continuar assim.

O TEMPO - Como a Sertrex prima pela qualidade em todos os processos da construção global de suas obras? SERTREX: O controle de processos e a padronização de procedimentos, quando postos em prática, tendem a aperfeiçoar a qualidade. Uma das formas é a utilização de programas de qualidade, tais como o PBQP-h e ISO 9001. Temos muito a melhorar ainda.

O TEMPO - A Sertrex de que forma e maneira se preocupa com seu quadro funcional em qualificação profissional e perspectiva de vida? SERTREX: Procuramos periodicamente aplicar treinamentos para os nossos colaboradores. Além disso, proporcionamos cursos nas áreas específicas da construção civil. Possuímos programas internos para prevenção de riscos, damos condições e exigimos que nossos colaboradores utilizem todo o tipo de equipamentos de proteção, tanto individual quanto coletivo.

O TEMPO - O ramo da construção civil, na sua opinião é uma geradora de renda e trabalho? Justifique? SERTREX: O ramo da construção civil de forma objetiva gera renda e trabalho, mas, a meu ver, se levarmos em conta toda a cadeia produtiva, esta é uma das atividades que mais colabora para a geração de riquezas.

O TEMPO - Como conseguiu essa evolução toda a Sertrex, pois iniciou suas atividades numa época com um mercado menos aquecido, período quando era difícil construir, ou seja, existia poucos incentivos no ramo da construção civil? SERTREX: Há 22 anos haviam algumas dificuldades a mais, como por exemplo:

- Questões culturais: as pessoas estavam mais acostumadas a viver em residências (casas), com uma concepção arquitetônica bem diferente de apartamentos, além do fato de que teriam que morar em condomínios, tendo que submeter-se a regras comuns a todos os moradores.

- Questões financeiras: havia pouca ou quase nenhuma oferta de financiamento para produção de edificações.

- Questões de mercado: o mercado não estava “acostumado” a este tipo de negócio. Primeiro foi preciso provar que dava certo.

Foi muito trabalho e atualização constante.

O TEMPO - O que ainda é um obstáculo para o ramo da construção civil e incorporação e precisa de mudança na legislação ou adequação às leis? Por quê? SERTREX: Os trâmites burocráticos, embora necessários a meu ver, ainda são muito lentos. Os organismos regulamentadores, fiscalizadores, enfim, aqueles que compõem todo um processo para a legalização de um empreendimento, necessitam de certo tempo para analisar os documentos e aprovar ou não. Se somarmos o tempo, mesmo que fosse curto, que um empreendimento precisa aguardar em cada um dos envolvidos neste processo até que esteja totalmente legalizado, resulta em uma demora significativa. Outro grande obstáculo é a carência de mais mão de obra qualificada.

O TEMPO - Apesar da Sertrex ser uma empresa que constrói mais edifícios, seria ou não melhor antes de construir residências, então fosse feito prédios no estilo Cingapura para servir de conjunto habitacional? Nos referimos, que antes de comprar grande área de terra para construir casas populares, fosse construído prédios. SERTREX: Isso é uma questão de mercado. Se o valor do terreno ou de sua fração ideal somado ao custo de construção resultar em um valor viável para ser posto no mercado, ambas as situações podem ser consideradas.

O TEMPO - Na sua experiência no ramo da construção civil, descreveria que Capinzal e região têm ou não déficit habitacional? Ariscaria a dar números desta deficiência que é uma problemática. SERTREX: Sem dúvida, existe déficit habitacional em Capinzal. Prova disso é a demanda normal que existe nos empreendimentos colocados no mercado. Essa demanda tende a continuar, pois temos que levar em conta as novas famílias que vão se constituindo em nossa sociedade (crescimento vegetativo), as pessoas que vêm de outras localidades para se fixar em Capinzal (migração) e também, não menos importante, muitos imóveis têm sua vida útil terminada, necessitando serem reparados ou reconstruídos.

O TEMPO - O que precisaria para amenizar o déficit habitacional? SERTREX: Entendo que se os atuais programas do Governo, que oferecem financiamentos a juros relativamente baixos e subsídios continuarem, já é um grande passo para tal, aliados a programas a nível de governo local e ao espírito empreendedor dos empresários do ramo da construção civil.

O tempo - Suas considerações finais quanto ao ramo da construção civil, inclusive, sobre a questão ambiental e auxílio governamentais e não governamentais para os empreendimentos arrojados. SERTREX: O ramo da construção civil e sua cadeia produtiva representa uma das maiores forma de geração de riqueza. Gera empregos e estimula o consumo de bens duráveis. Se todos seguirem as exigências legais para a produção de edificações e incorporação de imóveis, o mercado fica mais equilibrado, o meio ambiente é preservado e o cliente fica seguro.

 

 

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