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Lembranças de alguns feitos do cidadão ENIO AZEVEDO: carioca de nascença e capinzalense por adoção
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- Enio Azevedo e cão MAX.
Era solidário, prestativo, atencioso - sempre que podia e se estava a seu alcance, ajudava seu semelhante. Prova disto, tinha centenas de afiliados, por fazer o bem sem ver aquém,
Enio Azevedo, filho de João Batista Azevedo e de Guilhermina Azevedo, natural do Rio de Janeiro (RJ), nascido no bairro do Flamengo em 14/08/1932, sendo o mesmo torcedor do Clube de Resgata Flamengo. Pertenceu a 3ª Força Área do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Assistiu a decisão da Copa do Mundo de 1950, quando o Uruguai venceu de virada o Brasil por dois a um, sendo que o Maracanã ficou em silêncio e muito choro por parte dos brasileiros.
Morou no Rio de Janeiro até 1952, sendo que passaram a fixar residência na cidade de Ponta Grossa (PR), quando o seu pai João Batista passou em primeiro lugar no Curso de Ensino para Inspetor Federal, em nível de Brasil, o qual era advogado e dentista. Enio trabalhou nos bancos Meridional e na Caixa de Ponta Grossa. Foi vendedor comercial de produtos veterinários do Laboratório Prado, dos Móveis Cemo, ainda de plásticos Vulcan.
Enio Azevedo permaneceu em Ponta Grassa até 1958, trocando o estado do Paraná por Santa Catarina, primeiro pela cidade de Joaçaba e depois Capinzal onde permanece até o adeus.
Trabalhou por 40 anos como massagista em Hospitais em Machadinho (RS), Piratuba / Ipira e Capinzal (SC), quando o médico era Dr. Celso Carlos dos Santos Ribeiro.
Tem 432 afiliados, sendo nos estados do RJ, PR, SC e RS, consequentemente, muitos lhes foram dados como afiliados devido a amizade e outros por livrá-los de afogamento, sendo que salvou 18 do mar, 04 da água doce e destes 01 do poço na Escola Belisário Pena e outro que estava em chamas, ambos os últimos em Capinzal. Era excelente nadador, inclusive, várias vezes mergulhava de cima da balsa e passava por baixo da mesma, no Rio Pelotas, o que deixava o pessoal impressionado devido ao risco.
Foi mestre professor de lutas maciais (luta livre), sendo que fez duas grandes exibições lutando contra artistas de circo, isto na década de 1970, em Capinzal enfrentou o Príncipe Cigano, sendo que no circo não comportava e lutaram então no Cide Glória com mais de 2.500 pagantes. Após ter vencido o Príncipe Cigano, o qual quebrava copos e garrafas e mastigava (para chamar a atenção), apareceu o Tarzan que segurava empunhando nas duas mãos correntes e puxava dois carros Jeep acelerados. O desafio era para lutar em outro município pertencente a Comarca de Capinzal, sendo Piratuba, no antigo Clube Aliança, resultado, Enio venceu e acabou encerrando a carreira do desafiante, pois ficou com sérios problemas de coluna após a luta de dois gigantes, pois Tarzan conseguia dar show movimentando os músculos do peito e das costas, já Enio tinha uma pancada que chagava a abrir coco seco da Bahia. Enio tinha uma força e tanta, pois chegou a carregar cinco pessoas com média de 68 kg cada, consequentemente, levou em torno de 340 kg sobre o palco do Cine Glória, em Capinzal, numa gincana.
Também foi atleta de atletismo das provas de meio fundo, sendo nos 1.500 metros e 5.000 m. Jogou futebol de campo de zagueiro nos times do Guarani de Ponta Grossa, Riopeixense de Piratuba, Arabutã e Vasco de Capinzal.
Era muito honesto e correto, pois duas vezes achou grande quantidade de dinheiro, isto em Capinzal, então procurou o dono e entregou a quem pertencia realmente, sendo um dos ensinamentos que deu a seus filhos: Enio (diretor geral de O TEMPO - um jornal de fato), Aldo (jornalista), Berenice e Carla, também para seus netos: Kamila, Anayê, Kely, João Matheus, Tulyane, João Vitor e ainda Devid, a bisneta Marai Eduarda ser confiável e de credibilidade. Enio era casado há 58 anos, com Ezilda Nedi Azevedo.
Gostava de assistir jornal na televisão, ouvir a Voz do Brasil, também entendia e muito sobre política, mas nunca foi filiado a nenhuma sigla partidária. Era de muita fé, rezava três vezes ao dia, sendo por volta das 6h da manhã, próximo do meio dia e exatamente às 18h. Também era muito solidário, ao saber que alguém passa por necessidades financeiras, levava mantimentos e também pedia ajuda para socorrer seus semelhantes. "Estamos neste mundo de simples mortais, não para julgar, e sim, para sermos julgados", assim Enio Azevedo definia a vida.
Muito obrigado PAI por ajudar a escrever algumas páginas da história de nossa terra da nossa gente e principalmente nossa Família.
* 14/08/1932
+ 16/03/2016
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