Danieli Saretta conquista medalhas no Campeonato Universitário de Karatê em Itajaí |
Prof. Me. Ciro José Toaldo
Infelizmente, somos habituados a valorizar apenas as facilidades da vida. Diante de contrariedades, tristezas ou confrontos, nossa primeira reação costuma ser a revolta contra o divino. Nesses momentos de fragilidade, tendemos a esquecer que os desafios não são sinais de abandono, mas sim oportunidades profundas de amadurecimento e fortalecimento espiritual.
Escrevo justamente para que saibamos como enfrentar as adversidades da vida. Nem sempre colheremos flores, pois os espinhos são inevitáveis. Contudo, quando compreendemos que as provações surgem para o nosso aperfeiçoamento, transformamos a dor em crescimento e alcançamos o verdadeiro júbilo existencial.
Ter a consciência de que nunca estamos sozinhos, contando sempre com o amparo divino, nos fortalece para o embate. Passamos, então, a agir com a mesma sabedoria dos grandes seres de luz que passaram por este mundo. Diante de cada desafio, por mais trágico que seja, eles trazem em si a certeza da graça divina, que sustenta a luta contra as inúmeras adversidades.
Portanto, amigo leitor, precisamos parar de reclamar, deixando de nos colocar como vítimas ou seres inferiores, não amados ou esquecidos pela divindade. Na verdade, quem se esquece desses princípios somos nós. Movidos pelo orgulho e pela mania de apontar os erros alheios, esquecemos ou não queremos entender que somos seres imperfeitos, vivendo neste mundo com o único propósito de nos aperfeiçoar.
Essa perfeição não chegará de forma gratuita: ela precisa ser desejada, buscada e conquistada pelo esforço, pela dedicação e pela compreensão de que as provações — ou, se preferir, as dores — são, na verdade, os maiores triunfos que podemos receber.
A trajetória dos grandes santos nos mostra como enfrentar as provações diárias. Quando compreendemos que esses desafios servem para a nossa evolução terrena, e não como punição de Deus, prosperamos em nossa dupla natureza: humana e divina. Sendo espíritos imperfeitos, o nosso sofrimento — como bem ensina Allan Kardec — deriva dos nossos próprios equívocos, atuais ou passados. Sob essa ótica, a dor deixa de ser um fardo e passa a ser o corretivo pedagógico que nos força a abandonar o egoísmo em prol do progresso moral.
Não podemos esquecer que o sofrimento muitas vezes resulta de nossas próprias escolhas, operando sob a lei de causa e efeito. A função da dor é puramente pedagógica. Ela não é eterna e cessa assim que o espírito absorve o aprendizado e se renova. Como atuais habitantes de um mundo de provas e expiações, precisamos manter a fé de que cruzamos um momento de transição necessário para transformar a Terra em um mundo de regeneração.
Foque na coragem de enfrentar suas provas diárias e na firmeza de sua melhoria moral. Pratique a paciência e a caridade. Deixe de lado a vitimização e substitua a pergunta 'Por que isso acontece comigo?' por 'O que preciso aprender com isso?'
Enfim, acredite no poder da oração e faça dela sua fonte de sustentação espiritual, evitando falhas no cumprimento dos seus deveres. Diante das provações, apegue-se à prece. Peça ajuda ao seu anjo guardião, a Jesus e aos seus mentores, pois eles irão ajudar você.
Compreender que a dor é uma ferramenta de progresso moral muda completamente a nossa visão sobre o mundo. Quando paramos de enxergar o sofrimento como punição e passamos a vê-lo como oportunidade de libertação, a alma finalmente desperta. Diante disso, o único sentimento possível é o da profunda reverência às leis divinas. Siga adiante com fé e, acima de tudo, seja grato pelas provas que recebe, pois elas são o passaporte para a sua própria regeneração.
Quando enfrentar as provações, apegue-se à prece. Peça ajuda ao teu anjo da guarda, a Jesus e aos teus mentores espirituais, pois eles certamente te auxiliarão.
Que cada desafio seja encarado como uma oportunidade de evolução. Desejo a você uma ótima reflexão e que aprenda a ser grato pelas provas que recebe.
Até o próximo texto!
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