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Mario Eugenio Saturno (https://www.facebook.com/Mario.Eugenio.Saturno/ ) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.
A revista Popular Science elegeu as 50 maiores inovações de 2025 e publicou no mês de dezembro passado. A revista existe desde maio de 1872. Trago aqui algumas que julgo mais interessantes e que todos nós devemos prestar atenção, afinal é o nosso futuro, de nossos filhos também.
Como trabalho no desenvolvimento de tecnologia espacial, tenho que destacar o módulo Blue Ghost, da empresa Firefly Aerospace, que foi o primeiro veículo comercial a pousar suavemente na Lua. A Firefly foi recentemente contratada pela NASA para entregar instrumentos científicos e tecnológicos no polo sul lunar, uma área crucial para o estudo do gelo de água e a futura exploração humana, isso visando futuras missões Artemis.
Outro marco foi a Missão BepiColombo, para estudar Mercúrio, um planeta difícil de alcançar devido à proximidade do sol. A espaçonave carrega dois orbitadores, um construído pela ESA (Agência Espacial da Europa) e outro pela JAXA (Agência Espacial Japonesa), que mapearão a superfície de Mercúrio, estudarão sua fina atmosfera e seu campo magnético e analisarão sua estrutura interna. Essas medidas ajudarão os cientistas a entender como os planetas rochosos se formam e evoluem.
Em janeiro, entrou em operação uma Boeing 787-9 da Japan Airlines com revestimento com formato de microestrias que estabiliza o fluxo de ar, reduz a turbulência e aumenta a eficiência de combustível. Essa tecnologia não é novidade, baseia-se na pele de tubarão. A aeronave teve uma redução de 0,24% no arrasto, promovendo uma economia anual de 119 toneladas de combustível e 381 toneladas de emissão de CO2.
Outra interessante inovação está no uso do Sódio ao invés do Lítio em baterias de íons. É a estação portátil de energia Pioneer Na da BLUETTI. Ela armazena menos energia ( por quilograma), mas oferecem a grande vantagem de funcionar no frio, além de ser muito mais abundante e barato.
Já a empresa finlandesa Polar Night Energy colocou em operação uma Bateria de Areia. Em vez de armazenar eletricidade, esta bateria térmica armazena calor em um cilindro de aço isolado de aproximadamente 13 por 15 metros. O sistema usa o excesso de eletricidade da rede para aquecer a areia, armazenando até 100 MWh de energia por meses. Quando necessário, o ar ambiente frio passa por dentro, e atinge temperaturas entre 60 e 400 graus Celsius. Ao contrário das baterias convencionais, a areia não se degrada, nem pega fogo, e a bateria tem uma vida útil esperada de 30 anos. O custo por quilowatt-hora armazenado também é menor.
A LENZ Therapeutics desenvolveu e lançou no mercado o colírio VIZZ que corrige a presbiopia, problema relacionado à idade. As gotas recém-aprovadas são suficientes para melhorar a visão em três ou mais linhas da tabela oftalmológica em apenas 30 minutos.
Encerrando, o Centro Médico da Universidade de Duke desenvolveu uma técnica que torna viável a doação de corações de bebês que tenham morte circulatória, não somente morte cerebral. Isso pode salvar a vida de mais de duzentos bebês só nos Estados Unidos e que morrem na fila esperando por um coração.
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