logo RCN
O TEMPO jornal de fato

Arqueologia Cristã

Mario Eugenio Saturno (https://www.facebook.com/Mario.Eugenio.Saturno/ ) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

O Papa Leão XIV escreveu a Carta Apostólica Sobre a Arqueologia por Ocasião do Centenário do Pontifício Instituto de Arqueologia Cristã para partilhar algumas reflexões e reafirmar o seu valor para a Igreja, a teologia e a sociedade contemporânea.

Em 1925, proclamado o “Jubileu da Paz”, pretendia-se aliviar as feridas atrozes da Primeira Guerra Mundial, ano que foi fundado o Instituto pelo Papa Pio XI, em 11 de dezembro. E é significativo que o centenário do Instituto coincida também com um novo Jubileu que quer, hoje, dar esperança à humanidade, atormentada por numerosas guerras, unindo a memória do passado à esperança no futuro.

O Instituto visava formar doutores, com o máximo rigor científico, nos estudos sobre os monumentos do cristianismo antigo, reconstrução da vida das primeiras comunidades, formar professores de arqueologia cristã para as Universidades e Seminários, diretores de escavações arqueológicas, conservadores de monumentos sagrados, museus, etc. Na perspectiva de Pio XI, a arqueologia era indispensável para a reconstrução exata da história, e das raízes cristãs, dando credibilidade à obra de evangelização.

O Instituto formou centenas de arqueólogos do cristianismo antigo e que assumiram importantes cargos de docência ou tutela, promoveram investigações em Roma e em todo o orbe cristão, promoveu a arqueologia cristã, tanto na organização de congressos como intercâmbios por todo o mundo.

Conseguiu seguir os passos dos pioneiros da arqueologia cristã, especialmente Giovanni Battista de Rossi. A ele se deve, na segunda metade do século XIX, a descoberta da maior parte dos cemitérios cristãos ao redor das muralhas de Roma, bem como o estudo dos santuários dos mártires das perseguições, especialmente as de Décio, Valeriano e Diocleciano.

Quem conhece a sua história conhece-se a si mesmo e sabe para onde vai. Sabe de quem é filho e qual a esperança a que é chamado. Os cristãos não são órfãos, têm uma genealogia de fé, uma tradição viva, uma comunhão de testemunhas. A arqueologia cristã torna visível esta genealogia, guarda os seus sinais, interpreta-os, conta-os, transmite-os. Nesse sentido, ela é também um ministério de esperança porque mostra que a fé já atravessou épocas difíceis, resistindo a perseguições, crises e mudanças. Soube renovar-se, reinventar-se, enraizar-se em novos povos, florescer em novas formas. Quem estuda as origens cristãs vê que o Evangelho sempre teve uma força geradora, que a Igreja sempre renasceu, que a esperança nunca falhou.

O papa Leão declara aos Bispos e aos responsáveis pela cultura e pela educação: encorajai os jovens, leigos e sacerdotes, a estudar arqueologia. "Por fim, dirijo-me a vós, irmãos e irmãs, estudiosos, professores, alunos, investigadores, agentes dos bens culturais, responsáveis eclesiásticos e leigos: o vosso trabalho é precioso!" Não vos deixeis desanimar pelas dificuldades. A arqueologia cristã é um serviço, é uma vocação, é uma forma de amor à Igreja e à humanidade. Continuai a escavar, a estudar, a ensinar, a contar. Que a bênção do Senhor acompanhe todos vós!


O TEMPO jornal de fato desde 1989: 

https://chat.whatsapp.com/IENksRuv8qeLrmSgDRT5lQ

https://www.facebook.com/aldo.azevedo.5/

https://www.facebook.com/otempojornaldefato/

O Tempo de fato (@otempojornalfato) - Instagram

https://www.youtube.com/@otempojornaldefato





FRANCHISING BRASIL FARMA ENTRE AS MELHORES DO BRASIL Anterior

FRANCHISING BRASIL FARMA ENTRE AS MELHORES DO BRASIL

TURISMO INICIA PRODUÇÃO DE NOVO VÍDEO INSTITUCIONAL DA CIDADE DE PIRATUBA Próximo

TURISMO INICIA PRODUÇÃO DE NOVO VÍDEO INSTITUCIONAL DA CIDADE DE PIRATUBA

Deixe seu comentário