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A VIAGEM A GUADALUPE, MÉXICO (parte inicial)

  • - A selfie que Frei Gilson fez conosco.jpg(2)

por Luciana Reese Pereira Tesser, Jorge Luiz Cordeiro Tesser, Marina Suelí Antônia Reese Pereira e Antonio Carlos Pereira

“Quem acredita dispensa explicações. Para quem não acredita, não adianta explicar!”

Em 12 de janeiro fomos de avião ao México, em uma “delegação familiar” composta por quatro pessoas: Marina e Antonio Carlos, a filha do casal Luciana e seu marido Jorge Tesser, para conhecer a Basílica de Guadalupe. No roteiro, visitar os locais das aparições da Virgem de Guadalupe ao índio Juan Diego e seu tio Juan Bernardino.

A nossa “maratona” iniciara bem antes. Não tínhamos passaporte, então fomos por duas vezes a Lages, e essa foi a parte mais fácil. O difícil foi conseguir o visto para entrarmos em território mexicano e que só poderia ser feito no Rio de Janeiro ou São Paulo (agora o visto pode ser obtido via on-line). Tentamos agendar na capital paulista, mas o tempo passava e o Consulado Mexicano não abria vagas para a entrevista e concessão do visto. Depois de dois meses de tentativas infrutíferas, surgiu no Rio de Janeiro a oportunidade esperada. Confirmando como as coisas acontecem no tempo certo, a data marcada por eles foi 12 de dezembro, dia do aniversário da Luciana e também dia dedicado pela Igreja Católica a reverenciarmos Nossa Senhora de Guadalupe – motivo maior dessa excursão de turismo religioso. Assim, a Luciana comemorou seu aniversário em plena Copacabana, cartão postal do Brasil para o mundo. E merece pois o seu nome, LUCIANA PEREIRA, era abreviado pelas colegas de aula para LUPE, o que motivou essa devoção à GuadaLUPE.

 A oportunidade de irmos a Guadalupe surgiu em 2025 quando Frei Gilson, durante o Rosário de São Miguel Arcanjo, falou sobre a viagem ao México, junto com o Bispo Dom José Falcão e nesse mesmo dia a Luciana já imaginou, desde aquele momento, a família com eles.

Fomos de carro até Curitiba, pegamos o avião para Guarulhos com escala em Bogotá, Colômbia. Depois de algumas horas de viagem chegamos à Cidade do México, uma das maiores metrópoles do mundo, com uma população superior a 21,5 milhões de habitantes em sua região metropolitana, enquanto na cidade propriamente dita, o Distrito Federal, vivem cerca de 9 milhões de pessoas.

Quanto à conversão de valores, com um real você adquire 3,31 pesos mexicanos, enquanto um dólar americano equivale a 17,65 pesos mexicanos. Trouxemos alguns “recuerdos” religiosos e depois de muita procura encontrei dois livros em espanhol, ricamente ilustrados: “La Virgen de Guadalupe, Símbolos y Misterios” e “Carta Guadalupana, Orígen e Significado da Virgen de Guadalupe”, cujo conteúdo muito me auxiliou para escrever estes artigos.

Aproximadamente 20% dos mexicanos se autoidentificam como indígenas e demonstram orgulho de sua origem, pois no país existem 68 povos indígenas diferentes e em torno de 10% dos habitantes falam alguma das 364 variantes linguísticas.

Claro que não sabemos “hablar español” – ou “castellano”, mas a música ajudou e os boleros ouvidos na adolescência facilitaram a compreensão do idioma e até as tentativas de manter conversação com atendentes de lojas e restaurantes sem passarmos vergonha. Fica aqui a gratidão a compositores como Agustín Lara ("Solamente una Vez"), Alberto Domínguez ("Perfidia"), Armando Manzanero ("Contigo Aprendí”), Consuelo Velázquez ("Bésame Mucho"), Maria Grever ("Cuando Vuelva a Tu Lado"), Roberto Cantoral ("El Reloj", "La Barca") e a tantos cantores latinos.

A peregrinação organizada por “Caminhando Com Maria Peregrinações” teve a direção espiritual de Dom José Falcão, Bispo-auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil e de Frei Gilson da Silva Pupo Azevedo, Sacerdote do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo. Além deles, a presença abençoada do Padre Bento Carvalho ORC (Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz) e do Padre Giovani Brunetto, natural aqui de Ibicaré, que está evangelizando no Mato Grosso e foi recentemente nomeado Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Planalto da Serra. “Que Dios Los Bendiga!”

E tivemos a graça de acompanhar ao vivo na Cidade do México, com uma multidão de peregrinos em silêncio e contemplação, o Rosário da madrugada com Frei Gilson, que no Brasil acontece às 4 horas da manhã e a tantos tem convertido. Porém, com a diferença de fuso-horário, para nós que estávamos no México era 1 hora da manhã. Alguns minutos antes do início do Rosário, soaram alarmes de emergência no hotel e arredores. Depois ficamos sabendo que houvera um abalo sísmico a poucos quilômetros de onde estávamos. Para nosso alívio nada aconteceu naquela região e pudemos retornar com segurança, rezar e agradecer. Frei Gilson também nos contemplou com uma apresentação de suas músicas, no ambiente do restaurante do hotel.

Éramos um grupo de mais de 250 brasileiros hospedados no “Hotel Camino Real”, estrategicamente situado ao lado do aeroporto (que está sendo restaurado para a Copa do Mundo) e a cada dia, após o café da manhã, cinco ônibus nos levavam para o turismo religioso, iniciado pela “Capela Cristo Veneno” e a “Catedral Metropolitana da Assunção da Virgem Maria aos Céus”, que foi construída em vários períodos, entre 1573 e 1813, no centro da Cidade do México, sobre os escombros de um templo asteca adjacente ao Templo Mayor, no lado norte da Praça da Constituição. Nessa praça estava acontecendo uma exposição itinerante com centenas de esculturas estilizadas de cactos.

Na hora do almoço os cinco ônibus, ou autobús, como eles os nominam, nos levavam a restaurantes previamente escolhidos pela organização. E o que falar da comida... o café da manhã tinha coisas estranhas ao nosso paladar: uma pasta de feijão, tortilhas cozidas com bastante cebola. Mas sempre serviam omelete, mel e alguns doces. Café em quantidade, servido por atenciosos garçons, que traziam uma espécie de creme de leite, frio. Na janta muitas frutas, sopa, saladas variadas, carne de gado em tiras, frango, tortilhas e nachos mexicanos autênticos. Uma variedade de comidas boas, tempero suave e não apimentadas (como muitos podem pensar sobre a comida deles). O mais inusitado para nós foi comer uma espécie de salada de fibra de cactos (posso descrever como uma vagem macia e suculenta) e uma leguminosa crocante, adocicada e parecida com batata yacon e pera, chamada jicama.

(CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO)

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