por Marina Reese Pereira, Caroline R. P. Kornelius, Luciana R. P. Tesser, Antonio Carlos Pereira
A Comunidade Canção Nova, localizada em Cachoeira Paulista, recebeu entre 16 e 19 de abril milhares de pessoas para o 12º Encontro Nacional e 5º Encontro Internacional do Movimento “Mães que Oram pelos Filhos”, em momentos de espiritualidade, palestras e adoração, fortalecendo a fé e a intercessão familiar.
Aqui de Joaçaba partiu uma caravana com 40 peregrinos, entre os quais nosso “núcleo familiar”: Marina e Antonio Carlos com as filhas Caroline e Luciana, esta acompanhada pelo marido, Jorge Tesser. A Caroline é a Coordenadora do Serviço Internacional de Traduções do Movimento, cujo histórico segue.
Tudo começou quando a jovem Vanessa Campos Ferreira Menin, de Vitória - ES, adquiriu um exemplar do livro “Todo filho precisa de uma mãe que ora” e começou a rezar em família pelos filhos, em sua própria casa. Uma amiga, Aline Eisenhlor, disse que gostaria de participar e se encarregou de convidar as primeiras mães. Assim, em 2011 surgiu o grupo, com seis mães que não possuíam experiência em algo semelhante, mas eram movidas por uma vontade muito grande de interceder pelos filhos, sob a coordenação de Angela Abdo Campos Ferreira, mãe da Vanessa.
À época, o atual Bispo da Diocese de Joaçaba, Dom Mário Marquez, era Bispo Auxiliar na Capital do Espírito Santo e acompanhou o nascimento e crescimento daquele grupo de mães, que se transformou no “Movimento Mães que Oram pelos Filhos”, do qual ele atualmente é o Bispo Referencial na CNBB.
O objetivo inicial era aprender a orar e interceder pelos filhos, pois não podemos protegê-los o tempo todo. O grupo começou pequeno e até 2014 era composto por cerca de vinte mães, vindas de famílias católicas, que se reuniam uma vez por semana.
Em maio do mesmo ano foi lançado pela Editora Canção Nova o livro “Mães que Oram pelos Filhos – Tudo pode ser mudado pela força da oração”, organizado por Angela Abdo. Com o alcance desse livro e a força da Rede de Rádio e Televisão Canção Nova, o número de grupos começou a aumentar gradativamente, como também as graças recebidas e compartilhadas. O amadurecimento da fé, a evangelização de forma simples e direta se tornaram fortes na vida dessas mães. Assim, além de aprender a orar e discernir o que pedir a Deus, o grupo também se tornou solidário, espalhando e compartilhando experiências de forma missionária.
Em dezembro de 2014, o Grupo de Mães passou a ser um Movimento reconhecido pela Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, sob o Carisma: “Restauração das famílias pelo poder da oração e intercessão”, tendo como tripé a obediência, a humildade e a unidade. O então orientador espiritual, Padre Anderson Gomes, solicitou a organização do respectivo manual e regimento, além de discernir com Angela quem seria a padroeira. Ela de imediato sugeriu Nossa Senhora de Fátima, de quem sempre foi devota. Ele respondeu que uma coisa é a devoção pessoal, outra é a padroeira do Movimento.
Ela então revelou ao sacerdote que em fevereiro de 2011, em viagem à região de Joaçaba, onde Dom Mário assumiria a Diocese, foi ao Santuário de Nossa Senhora de La Salette, em Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul. Lá existe uma imagem da Santa, sentada em uma pedra cinza, chorando e com as mãos na frente do rosto; ao vê-la, Angela sentiu lágrimas caírem descontroladamente de seu rosto. Quando um padre do Santuário se aproximou ela perguntou que santa era aquela e o padre respondeu: “Ela é mais que uma santa, é Nossa Senhora de La Salette, que apareceu na França chorando pelos pecados dos filhos”. Ao voltar para Vitória, levou uma imagem e colocou-a no Grupo de Mães. Diante de tudo isso, identificou que a Santa correspondia ao carisma do Movimento e o Pe. Anderson confirmou essa ação do Espírito Santo.
Nossa Senhora de La Salette ficou sendo a padroeira - a mãe que chora por todos os filhos - e Santa Mônica a copadroeira, exemplo supremo de persistência na oração, conhecida por chorar e interceder por mais de 30 anos pela conversão de seu filho, Santo Agostinho, que vivia longe da fé e da virtude.
A internacionalização do Movimento se deu quando uma mãe do grupo fundador foi morar nos Estados Unidos e outra em Hong Kong, fundando os primeiros grupos no exterior, ainda em língua portuguesa. Para que a Santa Sé constatasse que o carisma não é só para o Brasil, mas para o mundo, não bastava ter grupos no exterior, era necessário haver também em outros idiomas.
Em 2021, a coordenadora do Estado de Santa Catarina, Carolina Cetenareski, mudou-se com a família para a Austrália e pediu para iniciar o Movimento em idioma inglês, começando o primeiro grupo “Mothers who Pray for their Children”. Da mesma forma, o Movimento expandiu para outros países da América Latina, em língua espanhola, no Paraguai, Cuba, República Dominicana, Venezuela, Argentina e Bolívia, como “Madres que Oran por los Hijos”, e para a França, sendo chamado de “Meres qui Prient pour leurs Enfants”. O Movimento atua oficialmente em 18 países, dividido em missões por idioma, em “Português além Brasil”, Inglês, Espanhol e Francês.
Os serviços AMO (Associação das Mães que Oram) surgem voltados para as necessidades dos filhos (Especiais, Dependência Química, do Coração, no Céu, Encarcerados, Afetividade, Controle das emoções e pelos filhos que virão). Além dos serviços de Metodologia, Súplica, Formação, Música, Espiritualidade, Tradução, Comunicação e Mídia, Novos Grupos, Infantil e Juvenil, Virtual Filhos Prediletos, Virtual Dindas, Virtual Filhos, Produtos de Evangelização, Escola Oracional, AMO-Escola, AMO-Hospital e AMO-Filhos Encarcerados.
(detalhes sobre o evento na próxima edição)
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