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O milagre educacional do Mississippi

Mario Eugenio Saturno (https://www.facebook.com/Mario.Eugenio.Saturno/ ) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pós-graduando em Patrística pela UniItalo e congregado mariano.

Caiu em minhas mãos uma interessante análise de outubro do ano passado sobre o chamado milagre educacional do estado do Mississippi, Estados Unidos, feito pela Dra. Laurie Todd-Smith que foi professora de escola pública de ensino fundamental e pré-escola, tendo trabalhado em vários estados.

O Mississippi, conhecido por ter quatro olhos (piada com os 4 is que em inglês têm a mesma pronuncia que "eyes", olhos) estava em último lugar, dentre os cinquenta estados, em quase todas as pontuações educacionais em 2012. Mais da metade dos alunos do terceiro ano não conseguia ler com proficiência.

Em 2013, vejam e aprendam, os deputados dos dois partidos juntaram-se ao governador Phil Bryant que não apenas sancionou a Lei de Promoção Baseada em Alfabetização (Literacy-Based Promotion Act), mas defendeu-a com entusiasmo. A Lei exigiu que os professores usassem o ensino de Fonética (Phonics), um método de alfabetização em inglês que ensina a relação entre sons (fonemas) e letras (grafemas), permitindo a decodificação de palavras. Ele foca em ensinar os sons das letras e como combiná-los para ler, em vez de memorizar palavras inteiras, promovendo autonomia na leitura e escrita. Parece-se com o método que fui alfabetizado no final dos anos 1960.

A Lei reconstruiu o sistema de alfabetização precoce a partir da sala de aula, exigindo que todo professor do jardim de infância do 3º ano (K-3) fosse recapacitado em instrução de leitura baseada em evidências por meio do treinamento LETRS (Language Essentials for Teachers of Reading and Spelling). A lei exigiu que treinadores de leitura fossem designados para os distritos com pior desempenho para modelar a instrução e fornecer avaliação diária aos professores.

Os programas de educação infantil foram alinhados com as metas do K-3, garantindo que as crianças chegassem ao jardim de infância prontas para aprender. Pela primeira vez, cada distrito usou a mesma ferramenta universal de triagem nos primeiros 30 dias do jardim de infância.

Além disso, os alunos foram avaliados três vezes ao ano no jardim de infância, primeiro, segundo e terceiro anos, garantindo que conjuntos de dados comuns da triagem fossem usados para orientar decisões instrucionais. Quando uma criança não passava na avaliação do terceiro ano, o ano repetido era intencionalmente diferente.

O leitor com dificuldade era colocado em uma experiência completamente diferente durante a repetição do terceiro ano. Os alunos repetentes eram colocados com um professor altamente qualificado, recebiam 60 minutos diários de instrução intensiva de leitura em um grupo menor e seguiam um Plano de Leitura Individualizado desenvolvido em colaboração com a família. Essas intervenções não eram punições para as crianças, mas uma remedição focada projetada para mudar a trajetória da criança antes que o fracasso se tornasse permanente.

O resultado foi que as notas de leitura do quarto ano na avaliação nacional melhorasse, saindo da 50ª posição para a nona em uma década. Em 2024, manteve as notas enquanto a média nacional caiu.




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