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Luiz Henrique pede prioridade no debate sobre o gás de xisto por fraturamento
Senador Luiz Henrique: Audiência Pública - Gás de Xisto
O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) propôs na Comissão de Meio Ambiente que o Senado Federal e o País deem prioridade absoluta ao debate sobre a nova modalidade de extração do gás natural de xisto por fraturamento hidráulico por representar “grande ameaça ambiental e econômica ao resto do mundo.”
Ele advertiu que ao mudar sua matriz energética e reduzir o preço da energia em até 20%, o sistema americano deverá reduzir a competitividade e provocar profundas mudanças na geopolítica do planeta, especialmente nos países do Oriente Médio.
Após audiência pública com especialistas do setor, o senador deixou como reflexões:
- O Brasil deve aproveitar esse tipo de produção de energia barata ou se preocupar com os riscos ambientais provocados pelo “fracking” – que utiliza água em abundância e produtos químicos?
- O Brasil deve abdicar ao gás natural de xisto ou adotar o sistema americano de fraturamento hidráulico para impedir que perca ainda mais sua competitividade industrial?”
O valor do gás de xisto vendido nos EUA é 80% menor que o gás natural brasileiro, mas sua exploração depende de tecnologia ainda existente no Brasil. Além disso, o processo pode ocasionar vazamentos e contaminar aqüíferos de água doce, como o Guarani – um dos maiores do mundo.
O senador ressaltou que o Brasil sempre levou vantagem sobre os EUA devido ao baixo custo de sua energia e se mostrou particularmente preocupado com os graves prejuízos à economia mundial com a volta das indústrias americanas expatriadas pelo alto valor energético daquele País.
Os especialistas informaram que apesar do grande potencial brasileiro, ainda levará uma década para que o projeto de exploração do xisto e de outros gases não convencionais apresente os primeiros resultados e contribua para reduzir as tarifas de energia para os consumidores.
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