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Santa Catarina ocupa o 9º lugar em número de MEIs no Brasil
Em 2013, o Estado teve o oitavo maior número de formalizações, com 35.093 novos microempreendedores individuais.
Assim como em todo o País, Santa Catarina apresenta um crescimento constante na procura pela formalização. Até o mês de fevereiro deste ano, o Estado tinha registrado 129.473 microempreendedores individuais (MEIs). Em 2009, esse número era de 2.038. No Sul, a quantidade ainda é a menor em comparação com o Paraná que tem 203.396 e com o Rio Grande do Sul com 222.750 MEIs. No oeste catarinense, a procura tem aumentado. Na delegacia regional da Receita Federal, atualmente existem 3.700 CNPJs cadastrados como MEIs.
Chapecó tem hoje o 6º maior número de microempreendedores individuais de Santa Catarina, o que demonstra que o empreendedorismo no oeste, nos últimos anos, passou por mudanças. De acordo com o coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, as empresas consolidaram-se pela possibilidade e acesso facilitado de formalização. “Não tem por que ser informal em Chapecó. As vantagens de ser um MEI são inúmeras. O que há pouco tempo era preocupação, hoje pode ser resolvido de maneira rápida e simples como, por exemplo, poder ter a garantia da aposentadoria e poder emitir nota fiscal para os clientes. Tudo por um custo mensal muito pequeno (R$ 42,20)”, afirma Parmeggiani.
A formalização é um dos serviços prestados da 6ª edição da Semana do MEI que acontece na região em 20 municípios. Em Chapecó, o atendimento acontece das 09 às 18 horas, em uma tenda montada em frente à prefeitura, onde também está em funcionamento a “Sala do Empreendedor”. Até o próximo sábado, 05, são oferecidas orientações, informações sobre crédito, formalização e até declaração de Imposto de Renda. Tudo realizado gratuitamente pelos apoiadores do evento.
A Semana do MEI é promovida pelas prefeituras em parceria com o Sebrae/SC e tem apoio de Sindicont, Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de Santa Catarina (Sescon/Chapecó), Credioeste, Extracredi, Caixa Econômica Federal, Banco do Povo, Banco do Brasil e Prefeitura de Chapecó.
Uma pesquisa recente de uma pesquisa feita pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a pedido do Sebrae, mostra que 71% dos pequenos negócios abertos no Brasil são motivados por oportunidade e não pela necessidade. Esse é o melhor índice já registrado desde o início da pesquisa, há 12 anos. Em 2002, apenas 42% das pessoas abriam uma empresa por identificar demanda no mercado, enquanto os demais tinham o empreendedorismo como única opção, por não encontrar alternativas no mercado de trabalho.
Ter seu próprio negócio é um dos três principais sonhos do brasileiro, atrás apenas de comprar a casa própria e viajar pelo Brasil. Fazer carreira em uma empresa vem em oitavo lugar entre os desejos dos entrevistados. Na percepção do brasileiro, 84% consideram que abrir sua própria empresa é uma opção desejável de carreira. Além de um grande mercado consumidor e dos avanços na legislação – em especial a redução de impostos do regime Supersimples –, um dos fatores que mais fortalece o empreendedorismo no País é o aumento da escolaridade: quase a metade dos novos empreendedores tem pelo menos o segundo grau completo. Entre os novos empresários que estão cursando ou já completaram o ensino superior, 92% iniciaram o negócio por oportunidade.
No oeste, a busca por conhecimento também é observada. Os empreendedores estão, cada vez mais, compreendendo a necessidade de capacitação para a manutenção de desenvolvimento do negócio. “Atualmente os empresários avaliam bem a situação de mercado antes de tomar uma atitude e entendem a necessidade de buscar capacitação para melhorar a gestão do negócio. Isso tem surtido efeitos bastante positivos”, afirma Parmeggiani. De acordo com a pesquisa, 50% dos empreendedores com até três anos e meio de atividade têm entre 18 e 34 anos, enquanto nas empresas que estão há mais tempo no mercado apenas 25% são dessa faixa etária.
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