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Moradores de Capinzal (SC) fazem manifestação um mês após morte de garota

Eles pedem o fim da violência contra a mulher e que vítimas denunciem. Jovem foi encontrada morta em matagal; adolescente é suspeito.

Do G1 SC, com informações da RBS TV / 23/07/2016 18h47

 

Essa é uma manchete do G1 SC, com informações da RBS TV, sendo que O TEMPO - um jornal de fato também registrou a manifestação no sábado, 23 de Julho, a partir 8h30min, sendo que a concentração foi na Praça Pio XI, na cidade de Ouro.

Consternados com os últimos atos de violência contra mulheres ocorridas no município de Capinzal, buscando a prevenção e conscientização da sociedade em geral, o Conselho Municipal da Juventude de Capinzal e o Movimento Carolina Aparecida de Matos organizaram e realizaram a passeata abordando o tema "Violência contra a mulher também é problema seu".

Trajeto: Saída da Praça Pio XII (Ouro/SC), seguindo pela Ponte Irineu Bornhausen e ruas de Capinzal: Presidente Nereu Ramos, Ernesto Hachmann, XV de Novembro, Maria Angélica Almeida, Dona Linda Santos, Carmelo Zocolli passando pelo Calçadão e concentração na Rua XV de Novembro, onde ocorreu a fala de técnicas do CRAS e CREAS de Capinzal, distribuição de flyers e homenagem à vítima Carolina Aparecida Matos.

 Cerca de mil pessoas participaram da manifestação (Foto: Reprodução/RBS TV)

Moradores das cidades de Capinzal e Ouro, no Oeste de Santa Catarina, fizeram na manhã de sábado (23) uma manifestação de combate à violência contra a mulher. Na segunda (25), completou um mês da morte da estudante Carolina Aparecida de Matos, de 18 anos, encontrada morta em Capinzal. Um adolescente é suspeito do homicídio.

Vestidos de preto, alguns com faixas e cartazes, outros com maquiagem que imita ferimentos, mais de mil pessoas tomaram as ruas de Ouro e Capinzal, segundo a RBS TV. "A gente fez toda essa mobilização realmente para dizer um basta a qualquer tipo de violência que possa acometer uma mulher", disse a presidente do Conselho da Juventude, Juliane Duarte.

O movimento de combate à violência contra a mulher surgiu após a morte de Carolina de Matos. "A gente quer que a mulher encontre apoio para denunciar. Não quer que fique só nisso, tem que acabar com esse tipo de violência porque é inadmissível", afirmou a estudante Maria Tereza Barison.

"A gente pretende ir às escolas também porque a gente quer criar uma sociedade consciente, não futuros agressores", disse o estudante André Bernardi.

Durante o ato, houve um minuto de silêncio e homenagens a Carolina. Familiares e amigos da estudante ficaram emocionados. "É muita dor, mas temos que seguir em frente", declarou a mãe da jovem, Sirlene Matos. "É a forma da gente evitar que outras famílias passem pelo o que a gente está passando, porque é muito difícil", disse a irmã de Carolina, Carla Peri.

Crime - Carolina foi encontrada morta em um matagal na tarde de 25 de junho por moradores da localidade de Vidal Ramos, que acionaram a Polícia Militar. Ela era estudante de fisioterapia e desapareceu na noite do dia anterior, quando saiu de casa para ir à faculdade em Joaçaba, a 30 quilômetros de Capinzal.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Daniel Régis, o adolescente abordou a menina no local onde ela pegava ônibus para ir à faculdade.

"Quando chegamos ao local, ele estava contido por policiais militares. Foi ele que mostrou onde o corpo estava. Em depoimento, ali mesmo, ele caiu em uma série de contradições. As pessoas que estavam lá tentaram linchá-lo, tivemos que retirá-lo o quanto antes", conta Régis.

O suspeito, segundo o delegado, abordou a vítima com uma faca de cozinha. "Ele confessou a autoria do homicídio, ameaçou a menina e a levou até um matagal onde o corpo foi encontrado". Carolina foi asfixiada.

Ainda de acordo com o delegado, o Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou a ausência de violência sexual.

"Nos próximos dias, respeitando o prazo do Estatuto da Criança e do Adolescente, deve haver uma sentença decisória sobre esse caso", disse o delegado neste sábado. A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

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