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Fim da escala 6x1: Abrasel SC alerta que conta vai chegar para o consumidor e para os pequenos negócios

Entidade avalia que, à medida que se discute os custos reais do projeto, cresce a rejeição à proposta e à forma como o debate vem sendo conduzido

A Abrasel avalia que não há consenso na sociedade sobre a aprovação da proposta de fim da escala 6x1 em tramitação no Congresso. Ao contrário da ideia de que a medida seria aprovada com facilidade, a entidade acredita que o apoio tende a cair à medida que os custos reais começam a ser discutidos de forma mais clara e objetiva.

A avaliação da entidade é que a proposta vem sendo apresentada de forma incompleta e pouco transparente, sem explicitar quem arca com os custos e quais são as consequências práticas para o dia a dia da população. Em setores intensivos em mão de obra, como restaurantes, atendimento médico e hospitalar, serviços públicos (limpeza, água e esgoto, manutenção da rede elétrica) e outros, manter o mesmo nível de funcionamento com menos dias trabalhados implica aumento relevante de despesas, que tende a ser repassado aos preços ou a resultar em redução de horários e serviços.

Para a Abrasel SC, os impactos econômicos e sociais da mudança, como aumento de custos, pressão sobre preços, escassez de mão de obra e redução da oferta de serviços, precisam ser debatidos. Hoje em Santa Catarina são mais de 49 mil estabelecimentos no setor de alimentação fora do lar, muitos destes localizados em cidades pequenas do interior que seriam as mais afetadas. Além disso, o estado tem forte vocação turística, o que faz com que muitos destes negócios operem sete dias por semana.

"Precisamos separar as duas pautas, que estão sendo tratadas como se fossem a mesma coisa. A redução de jornada é um debate legítimo e a Abrasel apoia. Já a proibição da escala 6x1 é outra discussão, e somos contra a forma como ela está tramitando, sem estudo de impacto e sem ouvir os setores afetados. Não é coincidência que isso avance em ano eleitoral. A população ainda não está enxergando os malefícios dessa aprovação às pressas, mas vai sentir no preço do almoço, na fila do atendimento médico e no fechamento do pequeno negócio da esquina. Quando a conta chegar, vai ser tarde”, destaca Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC.

Para medir a percepção sobre o projeto do fim da escala 6x1, a Abrasel nacional encomendou uma pesquisa que foi a campo entre os dias 4 e 6 de maio. A expectativa é que os resultados confirmem duas tendências simultâneas: queda no apoio à proposta e aumento da rejeição à medida, especialmente quando a sociedade compreende o tamanho da conta.


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Natália Viana

Assessoria de Imprensa

(48) 99971.2197


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