ACIRP dá início às atividades do Programa Voz Única Eleições de 2026 |
Exame feito com cabelo identifica intoxicação por metal pesado
Dores de cabeça, doenças degenerativas ou mesmo cânceres podem estar associados ao excesso de substâncias tóxicas no organismo
Famoso dos EUA e na Europa, o exame de mineralograma ainda não é muito difundido no Brasil por ser um método com custo acima dos demais exames de rotina. Apelidado de “exame do cabelo”, é capaz de detectar se o paciente está intoxicado por metais pesados como chumbo, mercúrio, alumínio ou cádmio.
O mineralograma também pode ser feito por meio do sangue ou da unha, mas o nutrólogo Paulo Roberto de Souza afirma que o método mais indicado é o que utiliza o cabelo. “No sangue, por exemplo, temos a passagem dos metais tóxicos, mas no cabelo é diferente, não há esta passagem. E o cabelo funciona como um órgão excretor, ou seja, elimina o que está em excesso no corpo. Então, quando detectados a presença de metais, é porque eles realmente estão aumentados no organismo”, explica o médico.
Os metais podem chegar ao corpo humano das mais diversas formas e, muitas vezes, sem que haja qualquer suspeita. O chumbo, por exemplo, pode ser encontrado na poluição atmosférica, em maquiagens ou tintas. O mercúrio ainda é muito comum ser utilizado no Brasil para mineração do ouro e dali, pode chegar ao mar e contaminar peixes que serão consumidos como alimento. O mercúrio também está presente em agrotóxicos e em restaurações dentárias mais antigas, feitas de amálgama. Já o alumínio é o mais comum, pode estar na água, em panelas, perfumes e desodorantes, e o cádmio principalmente em locais onde há a presença de fumaça, como queimadas e, claro, cigarros. “Quando algum destes metais encontra-se em excesso no corpo, nosso organismo tenta se defender depositando-os em tecidos gordurosos, como fígado e cérebro”. No cérebro, por exemplo, os metais tóxicos podem causar doenças degenerativas, Alzheimer, Parkinson e até câncer. “Existem estudos apontando a presença do mal de Alzheimer aliada a uma grande quantidade de alumínio”, ressalta Paulo Roberto.
De acordo com o nutrólogo e especialista em medicina ortomolecular, o ideal seria que, assim como o exame de hemograma, o mineralograma fosse um exame de rotina, afinal, todos os indivíduos possuem algum contato com metal pesado. “O maior problema é que aqui no Brasil o exame ainda tem um custo elevado, mas na Europa e nos EUA é uma rotina”. Caso seja identificado, por meio do “exame do cabelo” que o paciente possui intoxicação por metais, é utilizado o método de quelação para retirar estas substâncias do organismo. Por meio de soro, os metais são atraídos e seguem para o rim sendo, em seguida, eliminados pela urina.
Deixe seu comentário