Ex-secretário Executivo da CDL aposta no caminho político e acaba sendo convidado a sair de entidade
PARA ARTÊMIO AS PESSOAS QUE QUEREM O BEM DO COMÉRCIO, DEVEM SABER SEPARAR A VIDA PROFISSIONAL DA POLÍTICA PARTIDÁRIA
As lideranças locais têm de entender que não vale a pena ter atrito na questão pessoal, e sim, devem focar em cima do desenvolvimento, visando um comprometimento para atrair mais indústrias para dentro do município, ainda é necessário que o mercado seja diversificado para poder gerar movimento e prosperidade para a comunidade
Na quinta-feira, 15 de março, quem esteve em Capinzal, na Redação de O Tempo – um jornal de fato, foi Artêmio Renato de Souza Haus, sendo o mesmo entrevistado por este Semanário. Artêmio prestou serviços na Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL de Capinzal, Ouro, Zortéa por cerca de uns 12 anos, na função de secretário Executivo, sendo que viajava constantemente para participar de convenções, o que caracteriza como ação produtiva e de obtenção de conhecimentos.
Quanto aos serviços que ajudou colocar em prática quando entrou na CDL, o cadastro dos sócios e as pendências dos clientes do comércio era feita tudo manualmente, quando registravam e excluíam o nome das pessoas que paravam no SPC, consequentemente, ajudou a automatizar, ainda foi um dos conselheiros estaduais em relação ao sistema informatizado. A meta era qualificar o comércio em si, ainda que os empreendimentos se expandissem pela cidade, para tanto, precisaria que todos viessem a somar e jamais dividir forças.
Quando Artêmio era o secretário Executivo procurava ouvir a vontade do comerciante, para tanto, atendia bem o associado, mas o pano de fundo era o consumidor, pois o cliente sendo bem atendido no município ele não vai para outros centros fazer suas compras. Então o dinheiro gerado no Município permanece circulando no comércio local, até porque movimento possibilita movimento. Foram várias promoções realizadas, a exemplo do Papai Noel chegando de helicóptero ou descendo de pára-quedas, levavam o pessoal assistir a corrida de Fórmula 1 e a Seleção Brasileira de Futebol de Campo, promoção Beto Carrero e outras mais.
Perguntamos para Artêmio a que se deve a sua saída da CDL, e ele assim respondeu: Apostei num caminho político, já que seus amigos pessoais (de Diretoria e demais da cidade) estavam envolvidos diretamente neste segmento, sendo uma experiência muito válida na minha vida para que se possa melhor conhecer as pessoas. Artêmio acha que quando alguém não se ocupa da política, a política se ocupa da pessoa, já que existe certa influência da mesma em tudo. No seu aprendizado, Artêmio entende que fazer política é realizar o bem para o próximo, porém, existe muita contradição nisto tudo, mas quem faz o bem merece reconhecimento e estes ainda prevalecem em nossa cidade.
Perguntamos para Artêmio se a Prefeitura sugere nomes para ocupar funções nas entidades dentro do Município, porém, disse que quando estava na CDL nunca ocorreu esse tipo de prática, pois era tratado de forma respeitosa quem atuava ou simpatizava com a situação e da considerada oposição, pois a pretensão sempre foi aglutinar ideias diferentes. “Muitos entendem que o cidadão é inimigo deste ou daquele, no máximo na sua compreensão é um suposto adversário com ideias e pensamentos diferentes”, esclareceu a pergunta feita o ex-secretário Executivo. Como complemento disse que a ética de cada um é a estética do interior de cada pessoa.
Persistimos na pergunta, então questionamos Artêmio pedindo se a sua saída da CDL poderia ser um tráfico de influência político partidária, então esclareceu que sempre vai existir isto, mas as pessoas que querem o bem do comércio têm de entender que devem saber separar a vida comercial da política propriamente dita. “Quando me envolvi e fui ajudar a coordenar a campanha política, fiquei afastado da CDL por 30 dias”, esclareceu Artêmio da maneira mais imparcial possível.
Novamente insistimos na pergunta, pedindo a informação de quanto tempo depois da campanha eleitoral foi convidado para sair da entidade, portanto Artêmio disse ter sido uns 12 meses depois de sua participação na questão política, afirmando não haver justificativa para tanto, alegando o desgaste de relação com o poder público na época. “Ouve sim influência do ex-prefeito, é notório isto, mas não guardo nenhum rancor dessa pequinês no modo de agir e de pensar, o que me serviu para alavancar a minha vida profissional”, completou suas colocações o ex-secretário Executivo.
O TEMPO – um jornal de fato: Chegou a ser cogitado na cidade que você teve um desentendimento com o ex-prefeito no Parque de Exposições, isso é verdade? ARTÊMIO – Aconteceu sim, mas para mim águas passadas não movem moinho, sendo um momento inoportuno, porém, não guardo rançou de ninguém, inclusive venho sugerindo para os munícipes ideias que estão sendo colocadas em prática, até porque gosto do comércio local e troco informações com os empresários e funcionários. Por três vezes fui convidado para ser o secretário Executivo da CDL de Joaçaba, não aceitei, mas agradeci ao convite, pois amo Capinzal e Ouro, e as pessoas que me conhecem sabem disto. Devido ao jogo de interesse, muitas pessoas que estavam na Diretoria pensavam nas empresas delas e deixavam de pensar no comércio em geral, então algumas delas mais tarde vieram se redimir comigo, Eu as entendi até certo ponto, mas devemos passar por cima dos problemas e prosseguir a vida. “Eu evolui com esse novo aprendizado, não sei se com eles aconteceu o mesmo”, declarou Artêmio como uma forma de desabafo e de missão cumprida.
O entrevistado Artêmio é natural de Tangará (SC), porém, veio para Capinzal com dez anos de idade, ao longo do tempo passou a prestar serviços para uma empresa com atuação regional (agroindústrias), sendo que a sua participação na CDL foi de grande valia, já que gosta de primar pela qualidade e desenvolvimento profissional, pois tendo informação já está um passo a frente.
Artêmio acha que em termos de desenvolvimento Capinzal continua progredindo, apesar de não estar mais residindo neste município, então não arisca fazer um levantamento preciso, mas acha que a comunidade continua caminhando, porém, poderia estar mais pujante caso existisse um projeto para tanto, ainda sugere que tenha gente para auxiliar no processo de gestão de liderança comprometida com trabalho feito com amor, carinho e competência. Disse ser amigo do atual prefeito e com ele tem bom relacionamento, portanto, fez tal consideração de assessoramento e auxílio para que as ações e serviços venham fluir para um crescimento ordenado e sustentável. O entrevistado deu como um bom exemplo Campos Novos rumo ao desenvolvimento, pois lá teve um comprometimento das lideranças, pois quanto mais indústrias atrair para dentro do município, quanto mais o mercado for diversificado, mais movimento e prosperidade se tem na comunidade, inclusive disse que Capinzal tem lugar para a cidade crescer, pois fez uma comparação sobre o que era o loteamento Parizzotto há dez anos, e hoje é praticamente uma cidade. “As lideranças locais têm de entender que não vale a pena ter atrito pela questão pessoal, e sim, deve focar em cima do desenvolvimento, para tanto é preciso existir o comprometimento dos envolvidos em alguma pretensão.
Muito mais em informação, ou seja, outras perguntas respondidas por Artêmio Renato de Souza Haus estão pautadas no site de O TEMPO – um jornal de fato, sendo o áudio da entrevista.
Jornalista Aldo Azevedo (de O Tempo – um jornal de fato) entrevistando Artêmio Renato de Souza Haus, sobre a sua saída da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL.
Aldo, Artêmio e o vereador Aldair Brandão (popular Penteado do PPS).
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