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Deputado cobra solução para agricultores atingidos pela Hidrelétrica Garibaldi
Lago da usina ultrapassou cota prevista e deixou propriedades e comunidades alagadas
O deputado estadual Dirceu Dresch (PT) denunciou na tribuna da Assembleia Legislativa, esta semana, o drama vivenciado por centenas de famílias de agricultores familiares atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica Garibaldi, em Abdon Batista, na região Serrana. Além dos problemas sociais e desapropriações indevidas, um erro de cálculo fez com que o lago da hidrelétrica construída no Rio Canoas ultrapassasse em mais de 600 metros a cota prevista, atingindo comunidades que não deveriam ser alagadas. O deputado cobra uma posição da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fatma).
Dresch esteve no local na segunda-feira (19) para verificar a situação e dar apoio aos agricultores que estão acampados nas proximidades do canteiro de obras, na comunidade Nossa Senhora das Graças. Conforme Dresch, propriedades estão alagadas, comunidades estão isoladas e uma enorme área de vegetação está embaixo d’água. “Queremos que a Fatma vá ao local constatar o problema , multar e cobrar providências do consócio responsável pela obra. O erro é tão grande que a igreja da comunidade, reconstruída pelo consórcio em outro local para não ser alagada, está tomada pela água”, cobrou.
O lago da usina abrange uma área que envolve os municípios de Abdon Batista, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, São José do Cerrito e Vargem. A obra está a cargo da empresa Triunfo. Além do problema do alagamento, os agricultores denunciam que estão sendo desrespeitados, muitos são vítimas de pressão psicológica, várias famílias não receberam indenização, e as que foram indenizadas receberam valores abaixo do mercado e foram relocadas em terras não produtivas.
O deputado também critica a falta de diálogo da empresa como os agricultores. “É revoltante. O agricultor familiar é praticamente enxotado da sua propriedade. Famílias estão desalojadas ou foram desestruturadas e agora são obrigadas a ir à justiça para buscar seus direitos. É um absurdo.”
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