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ADUBAÇÃO

Deputada estuda implantação de projeto agroecológico

 

A produção de adubo agroecológico poderá ocorrer em um assentamento localizado em Araquari

 

Produzir um adubo para as plantas de forma agroecológica. O estudo para a implantação deste projeto surgiu depois de um encontro realizado neste sábado, dia 17 de agosto. A deputada federal, Luci Choinacki (PT/SC) e também coordenadora da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica, reuniu-se com integrantes do Assentamento Justino Drasevski, localizado em Araquari (SC). No local, os assentados já produzem adubo agroecológico, mas, a intenção é ampliar a produção, através da instalação de uma fábrica.

De acordo com a deputada, Luci, é preciso buscar recursos para a implantação do projeto. "A planta é sadia quando está em um solo sadio. Por isso, utilizar uma adubação livre de químicos é muito importante", destaca a deputada.

O assentado, João Guilherme Zeferino, produz adubo de forma agroecológica. "Se quisermos aumentar a produção precisamos investir em matéria-prima, infraestrutura e maquinário", diz Zeferino.

 

ADUBO

Para que um adubo seja considerado agroecológico é preciso seguir um processo sem adição de componentes químicos. "Tudo começa com o gado que irá produzir a matéria-prima e termina no processo de fermentação", explica o assentado. Segundo ele, a produção agroecológica precisa ser viável e rentável.

O adubo que Zeferino produz, utiliza cinza, urina, esterco, água, soro do leite e pó de basalto que é uma pedra moída, além de melado que apura o processo de fermentação e faz a colagem na planta. "O produto é borrifado nas planta e também pode ser aplicado diretamente na terra. E em 60 a 70 dias, a fermentação resulta em um chorume que também pode ser aplicado na planta", salienta Zeferino.

Para aumentar a produção, é preciso de mais gado tradado de forma homeopática e sem antibióticos, de uma boa estrutura e de uma máquina para mexer o adubo para que a fermentação ocorra mais depressa. "Daqui pode nascer um belo projeto agroecológico. Vamos estudar as possibilidades e viabilizar recursos", diz a deputada.

 

O ASSENTAMENTO

Atualmente, o Assentamento Justino Drasevski possui oito famílias assentadas, cerca de 22 pessoas. A principal comercialização é de hortaliças. "Vendemos para mercados e restaurantes locais e também para programas do Governo Federal, como Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), diz Zeferino.

O assentamento possui 19 anos de fundação. Hoje, no Planalto Norte de Santa Catarina, existem, aproximadamente, 580 famílias assentadas, cerca de duas mil pessoas.

 

 

 

        

 

 

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