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Ação preventiva para garantir ao capinzalense melhor perspectiva de vida

Planejamento de Desenvolvimento Estratégico Participativo deve conciliar teoria e prática para implantar um modelo adequado de Gestão social de desenvolvimento Municipal

 
 
 
O Planejamento é a elaboração de projetos estratégicos para a solução de problemas sociais, econômicos, de urbanização etc., ou para poder atingir metas de governo. Resumindo, é uma ação e resultado de planejar, para tanto, é preciso definir etapas, métodos e meios necessários para a realização de um trabalho, evento e muito mais. A palavra estratégica é um feito de acordo com certa estratégia (avanço estratégico), em que há astúcia em conceber e realizar estratégia ou método para se obter o que se deseja. Já o sentido de participativo é algo que favorece a participação.  
Como procuramos informar sobre cada palavra do Planejamento Estratégico Participativo, sendo que o PEP serve para nortear o desenvolvimento socioeconômico de um Município e também de uma Região, então vamos colocar nosso ponto de vista sobre o assunto, levando em conta a falta de perspectiva de vida.
O ex-governo municipal, no Centro Social São Francisco de Assis, numa quarta-feira, 07 de março de 2012 fez o lançado de seu Planejamento de Desenvolvimento Estratégico Participativo (PEP) de Capinzal. A solenidade foi prestigiada por lideranças políticas, empresariais e religiosas do Município. O Planejamento Estratégico Participativo foi concebido pela equipe de mestrado da Unoesc durante o ano de 2011, com base em quatro eixos temáticos: gestão interna, econômica, social e ambiental. Para cada eixo foram elaborados programas, projetos e ações que irão, ou iriam, nortear o desenvolvimento socioeconômico de Capinzal pelos próximos 10 anos. A Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, da época, acompanhou toda a produção.
A nossa intenção não é criticar ex-agentes políticos, mas que agora realmente seja colocada na prática as ações em prol do pleno desenvolvimento do Município, então, para o bem da informação cada leitor pode tirar dúvidas pegando na íntegra do Planejamento de Desenvolvimento Estratégico Participativo que está disponível à população na página do Município na internet – www.capinzal.sc.gov.br.
No PEP apresentaram estes principais problemas do Município, levantados através de debates e consensos sobre a percepção do assunto:
a) Destacou os problemas de infraestrutura, ou seja: problemas de transporte (logística); comunicação (rede de internet deficiente; falta de acesso a celulares; terceira pista para acesso à BRF e necessidade de outras empresas de médio/grande porte no Município);
b) “Capinzal de hoje não é mais o que Capinzal de 20 anos atrás”. Os jovens que querem sair à noite, precisam ir a Joaçaba, pois não têm onde se divertir em Capinzal, entendem que falta lazer;
c) Há Conflitos de interesse entre grupos sociais;
d) Percebem forte cultura do comodismo;
e) As pessoas não sabem ir além dos interesses dos partidos políticos; há forte divisão política;
f) Falta mão de obra qualificada. Falta qualificação profissional para carpinteiros, pedreiros e outros profissionais;
g) Há necessidade de cursos de qualificação;
h) A grande empresa é ponto positivo. Mas existe grande potencial não explorado nas relações com a grande empresa;
i) Problemas da centralização dos serviços públicos, com impacto na renda. Cai a qualidade dos serviços.
Os entrevistados considerados lideranças e formadores de opinião acham que o foco de desenvolvimento nas atividades ligadas a agricultura, de comércio, e serviços, e a indústria. Quando questionados sobre o principal, ou os principais problemas do Município, destacou-se a falta de incentivos à micro e pequena empresa, falta de mão de obra qualificada e a dependência da economia local de uma única grande empresa ligada ao agronegócio.
Quando questionados sobre as condições físicas, de infraestrutura ou pessoas, entre outros, que favorecem o desenvolvimento do Município, foi citado com maior frequência, o fator humano, referindo-se, principalmente, ao perfil empreendedor observado no local. O potencial da indústria metal-mecânica do Município, também apresenta-se como condição favorável seguido pela perspectiva de crescimento do local e pela educação.
Quando questionados sobre as condições que desfavorecem o desenvolvimento do Município, os entrevistados consideraram que a falta de apoio e incentivo aos empreendedores locais é a principal dificuldade. Outras condições desfavoráveis referem-se a ausência de troca de informações, ideias e experiências entre os empresários/empreendedores; a falta de mão de obra qualificada e a deficiência em aspectos sociais, como saúde, cultura e esportes, saneamento, entre outras. Na visão dos entrevistados, o principal foco para o desenvolvimento de Capinzal, ou qual o projeto central para o desenvolvimento do Município deve voltar-se às micro e pequenas empresas.
Os entrevistados consideram ainda que o município de Joaçaba fosse o principal concorrente na busca por investimentos que venham a desenvolver o município de Capinzal. Outros concorrentes citados, porém, com menor frequência: Concórdia, Campos Novos e Piratuba. Vale ressaltar ainda que para alguns dos entrevistados, o município de Capinzal não possui concorrentes.
Quando perguntado sobre quais municípios poderiam ser parceiros para o desenvolvimento local, em sua maioria são considerados os municípios de Ouro, Zortéa e Lacerdópolis, ou seja, os municípios localizados no entorno de Capinzal. Os demais municípios citados como parceiros potenciais são Piratuba e Joaçaba e, para um dos entrevistados, os municípios localizados na Região Norte do Rio Grande do Sul são parceiros potenciais.
As principais forças do Município, de acordo com os entrevistados, são o potencial do setor metal-mecânico, as pessoas e o sistema de integração de uma grande empresa do local.
Condições que desfavorecem o desenvolvimento do Município, os entrevistados consideram ainda que as condições físicas, de estrutura ou de pessoas, entre outros, que mais desfavorecem o desenvolvimento estão ligadas ao despreparo dos integrantes do poder público, a questões de logística e a falta de estímulos a empreendedores.
Sabemos que o Planejamento Estratégico Participativo foi elaborado por órgãos governamentais e não governamentais, olhando para uma realidade menor do que está sendo na atualidade, ou seja, não basta acreditar e auxiliar micro e pequenos empreendimentos, se o maior problema há muito tempo é a falta perspectiva de vida.  
Com urgência a cidade baixa (sem infraestrutura adequada) deve crescer para a cidade alta, visando atrair novas empresas e novos negócios, caso contrário pagaremos caro por falta de ação ao longo do tempo. Como está edificado o Terminal Intermunicipal Rodoviário na cidade alta, também devem levar para lá a Prefeitura no imóvel retomado de terceiro, onde por muito tempo funcionou a Secretaria de Infraestrutura, também colocar posto de atendimento do Simae. Já a iniciativa privada, poderia ter postos de atendimentos ou se estabelecer definitivamente as entidades representativas comerciais e industriais na cidade alta. Se for preciso o Poder Público desaproprie imóveis, pois contra o progresso não existe resistência. É preciso planejar a cidade alta, sendo uma boa pedida auxiliar para que a iniciativa privada construa um Shopping Center, o que na certa irá desenvolver o bairro São Cristóvão e os loteamentos arredores.   
A justificativa é que falta mão-de-obra qualificada para a grande agroindústria (a menina dos olhos dos capinzalenses) e para o comércio local (micro e pequenas empresas), mas o problema maior não é este, os formados com curso superior, depois de diplomados deixam sua terra natal por falta de opção de trabalho e resulta na diminuição populacional. Para se ter uma ideia, os capinzalenses estão indo em busca da profissionalização através das universidades e das faculdades, depois de formados não encontram mercado de trabalho em nível local e nem regional, então a solução é tentar a vida longe da terra natal, seja em Santa Catarina ou fora do Estado. Na maioria dos casos, quando formado, os pais acompanham seus filhos e deixam suas raízes para trás, então o resultado vem sendo um abandono em massa.
Hoje, se formos pesquisar nas redes sociais, encontraremos capinzalenses em todos ou em quase todos os estados do Brasil e até no exterior. Por que disto? É que as universidades e faculdades vêm formando profissionais onde não tem campo de trabalho. O curso até pode ter demanda, mas a colocação profissional local, microrregional e regional está saturada, portanto, para poder exercer a função é preciso aventurar e tentar em centros maiores o tão almejado trabalho.
 Capinzal e a Comarca de Capinzal dependem e muito de Joaçaba (cidade pólo), no tocante Receita Federal, Ministério do Trabalho, hospitais com várias especialidades, transporte de ônibus direto para vários municípios no estado e interestadual, do aeroporto, teatro, universidade e faculdade, clínicas (especialistas e exames) e muito mais.
De nada vai adiantar as universidades e faculdades formarem verdadeiros cidadãos, se em Capinzal falta indústrias e empresas que possam alavancar o desenvolvimento sustentável, pois sem elas, os profissionais formados não têm como permanecer onde nasceram, cresceram e estão aptos ao trabalho, portanto, a única e triste solução é fazer a mudança para mobiliar outra casa ou apartamento numa cidade que realmente favoreça o que se procura: trabalho. Que fique bem claro, na maioria dos casos, são formados em bacharel em inúmeros cursos, porém, são forçados a ir embora para não ficar sem exercer a profissão.
Capinzal está com 64 anos de emancipação político-administrativa, portanto, vamos fazer a cidade alta crescer, tentar valer a área industrial, trazer empresas e indústrias, também clínicas e serviços governamentais estaduais e federais, pois no passado nosso Município não dependia tanto de Joaçaba como nos últimos tempos. Para que isto seja possível, deve parar com a política burra e com a politicagem barata e mesquinha, e buscar ações e serviços que favoreçam os capinzalenses e visitantes.
Como nascemos em Capinzal, não podemos ficar de braços cruzados, portanto, esse é um alerta para que o nosso Município não venha se acabar aos poucos, pois sequer somos reconhecidos por uma produção ou serviço.   
Capinzal tem certo potencial turístico, então deve fazer valer a indústria sem chaminé: turismo, para tanto, é necessário organizar um roteiro e elaborar calendário, ainda usar dos pacotes turísticos na microrregião e da região, seguindo o bom exemplo de Piratuba. Antes de tudo, as universidades e faculdades, também a Prefeitura, devem procurar maneiras que os formados com cursos superiores permaneçam na sua terra natal ou no máximo na microrregião ou região, pois para isto também é elaborado o Planejamento de Desenvolvimento Estratégico Participativo.  
 

Capinzal precisa unir forças para poder prosperar e realmente se desenvolver atraindo novas empresas e indústrias, ainda viabilizar serviços públicos estaduais e federais, também trazer clínicas e especialistas já que a cidade carece destes profissionais.  

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