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Abertura da exposição de Vestidos de Noivos marca o início das festividades do Município de Ipira

Vestidos de Noivos marca o início das festividades do Município de Ipira

Por Renato Franke

 

Olhares atentos, de curiosidade, recordação e deslumbre foram notados na abertura da exposição intitulada “Vestidos de Noivos... enfeitados de sonhos! histórias e memórias de ipirenses e peritibenses”, na manhã de quarta-feira, 1º de agosto no Centro de Eventos da Comunidade Luterana em Ipira. A abertura da mostra contou com a presença da professora do Curso de Museologia da UDESC, Marlene Torrinelli, do prefeito de Ipira, Francisco Maximino Machado Aguiar, autoridades locais, alunos de escolas públicas e do público em geral.

 

A exposição esta aberta à visitação pública, até 15 de agosto em Ipira e de 24 a 31 de agosto, no Centro de Formação de Peritiba, de segunda a sexta-feira das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min e integrará as festividades dos 49 anos dos municípios de Ipira e Peritiba. A mostra é uma das atividades da prática de laboratório, exigida dos alunos, do Curso de Museologia “Preservação do Patrimônio Cultural: uma necessidade contemporânea nas escolas da rede pública”, ministrado no Espaço Cultural de Ipira, pelo Museu Escola / UDESC, com apoio da CAPES Programa Novos Talentos 2011, FUNDARTEC e das administrações dos municípios de Ipira e Peritiba, para professores e alunos da rede pública e autoridades municipais, ligadas à cultura.

 

O curiosa história do vestido preto

Numa tentativa de preservar o patrimônio cultural, a exposição permite aos visitantes apreciar mais de 50 trajes de casamentos, todos do século XX, pertencentes a habitantes dos municípios de Ipira e Peritiba. Como já era esperado pelos organizadores, alguns trajes geraram polêmica entre os visitantes já no primeiro dia de exposição. A peça mais controversa é o vestido preto do ano de 1927, que pertenceu à senhora Ella Morche Schranck (in memória). Algumas pessoas, afirmam que existem histórias de que na Europa feudal, o vestido na cor preta era uma forma de protesto aos senhores feudais que obrigavam as noivas a passarem a noite de núpcias em seu poder, ou ainda como protesto aos casamentos arranjados.

 

Contudo, essa história é contraditória, pois com base em muitas pesquisas que também podem ser confrontadas na internet, para a historiadora, gerente de Cultura e curadora da exposição, Ivanete Mora Nossvitz, “na Alemanha, bem como em vários países da Europa, muitas noivas casavam-se de preto por opção de cor, principalmente as noivas descendentes da região de Hunsrück, uma das razões de se entender que era moda na época”. Segundo a neta de Ella, a professora, Cleotilde Fries, a cerimônia de casamento dos avós descendentes de alemães, acorreu em uma terça-feira, e afirma: “sempre que questionávamos ela acerca do motivo de ter casado de preto, falava a mesma coisa, dizia que era moda na Alemanha, e afirmava que se conheceram quando vizinhos e se casaram apaixonados”. Ainda de acordo com Cleotilde, foi a própria avó quem costurou e bordou o vestido.

Para a professora do Curso de Museologia da UDESC, Marlene Torrinelli, além dos comentários sobre as cores dos vestidos, muitos visitantes relataram a curadoria da mostra, histórias interessantes vivenciadas com relação ao casamento. Para ela, esse impacto no público é positivo, e reforça: “essa inquietação, faz com que as pessoas resgatem esses fatos e revivam essas memórias que fazem parte da cultura e identidade desse povo”.

 

 

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