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A cheia dos rios Capinzal e do Peixe assusta capinzalenses

O problema atinge em maior proporção a infraestrutura pública, retirada de mudanças de casas e de socorro ao comércio em suposta área de risco, sendo de que a mãe natureza é generosa com a população.

 O período de 20 a 28 de Junho de 2014 foi marcado por chuvas diariamente, em certas horas do dia, com maior frequência e depois seguida de breves intervalos, sendo o que permitia baixar o nível da água, tanto do Rio do Peixe quanto do Rio Capinzal.  

Em 07 de Julho de 1983 foram praticamente duas semanas de chuva dia e noite, sendo fraca, mas, sequente. A fúria do Rio do Peixe levou dezenas de casas a margem, principalmente, muitos delas que se localizavam, no que é hoje, a Àrea de Lazer Dr. Arnaldo Favorito, sendo que então foram construídos os loteamento Vila 7 de Julho e o Santa Maria, porém, em lugares altos.
Desde 1983, várias vezes às águas do Rio do Peixe entraram na Área de Lazer, também o Rio Capinzal transbordou em inúmeras ocasiões em consequência do Rio do Peixe e devido à enxurrada que desce dos morros, por falta de condutores de águas. 
Em virtude das cheias dos mencionados rios, se é que dá para considerar pontos positivos e negativos, também que sirvam de exemplo e de conhecimento para se realizar ações preventivas, pois, a curativa nem sempre tem uma solução do problema. 
Choveu e não tivemos seca prolongada, mas, foi demais de chuva, oito dias ao todo, sendo que a umidade não deixava secar a roupa no varal, também favoreceu para proliferar o cheiro de mofo nas casas residências e comerciais.
A cheia dos rios do Peixe e Capinzal serviu para fazer uma limpeza nos leitos, margens e do que descia dos morros pela força da água, ou seja, lixo, entulho e muito mais. Que vergonha e falta de bom senso por parte de alguns jogarem garrafas, latas, vasilhames, eletrônicos etc nas vias e passeios públicos, também em terrenos baldios.
Pessoas que recolhem papelão, latas, garrafas pets e outros recicláveis estão ajudando na limpeza da cidade. A Prefeitura deveria criar a associação de catadores de recicláveis e dar condições de trabalho e que os materiais recolhidos sejam estocados em locais seguros. 
Duas pontes para fazer a travessia das cidades coirmãs, Capinzal e Ouro. Nos dias de cheia do Rio do Peixe só uma dá passagem tanto aos pedestres quanto aos veículos, já que uma é pênsil, porém, é necessário construir outra não nivelada, e sim, angular que possibilite maior vazão das águas.           
O Rio Capinzal passa no meio da cidade e em certas épocas do ano, quase seca o seu leito. Quando manifesta a cheia do mencionado rio e enxurradas que descem dos morros, por não ter quase condutores de escoamento, então muitas vezes chega a transbordar o Rio Capinzal por falta de reconstruir ou abrir maior vazão para as águas passarem nas pontes e pontilhão com tubulação, já que a cada forte chuva preocupa.  
O Rio do Peixe é o limite de Capinzal e Ouro, sendo onde desemboca o Rio Capinzal. Para amenizar o transtorno de transbordar o Rio Capinzal e evitar do mesmo ser represado pelo Rio do Peixe, deveria ser construído um muro de concreto armado com 45 a 90º no encontro de ambos os rios. Tal muro pode fazer com que às águas do Rio Capinzal escoe e a do Rio do Peixe que vai por cima ajuda a empurrar e não barrar como vem acontecendo.
Os espaços sem muro ajudam a expandir às margens o volume de água da cheia do Rio Capinzal, quando estiver represado pelo Rio do Peixe. Pontes e pontilhão inadequados a realidade do Capinzal, ainda se faz necessário dessassoriar (usar máquinas rodoviárias para desobstruir, aprofundar e limpar o leito do rio).
Na parte mais alta do Rio Capinzal, de um lado da margem tem muro de concreto, o que faz com que a água não represe e ajuda a pegar maior velocidade a rio baixo. A falta de muros de ambas as margens, onde tem a possibilidade de construir, tipo digue, porém, numa altura “X” e no estilo letras “V” ou “U”, pois teve comércio e casa que suportou a fúria da água por ter muro no imóvel, mas, como o Rio do Peixe represa demais, no último instante foi alagado apenas o pátio.
O Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto – SIMAE com eficiência e estrutura bem montada garantiu a captação, tratamento e a distribuição de água sem precisar racionar. A cheia do Rio do Peixe, apesar de grande volume de água, o Simae soube monitorar o rio e não retirou as bombas de sucção, sendo um ato de risco, mas, para o bem da coletividade.
A Celesc tem uma linha de recepção e de transmissão de energia elétrica fora da área de risco, então não precisou desligar o sistema. Casas em área de risco atingidas pelas cheias dos mencionados rios ou enxurradas, forçaram a desligar a distribuição de energia de maneira isolada, como forma de garantir segurança evitando choque elétrico (eletrocutado) e até sinistro.
Defesa Civil, Bombeiros e voluntários fizeram sua parte da melhor maneira possível, ajudando e prevenindo o pior. Certos curiosos facilitaram e deram sorte para o azar, ainda muitos atrapalharam o livre acesso aos que prestavam socorro. 
A Prefeitura esteve à disposição do povo e prestou serviços 24h por dia. A infraestrutura inadequada do Município e a falta de planejamento, isto vem de longa data. Infelizmente a tubulação que serve de escoamento das águas pluviais desemboca frontalmente nos rios. Deveria ser implantado um sistema de tubulação horizontal ao rio e não vertical, o que evitaria bloquear a vazão. 
Como é solidário e voluntário o povo capinzalense, ajuda mesmo. O mundo para ser mundo precisa de todo e qualquer tipo de gente, sendo que infelizmente teve uns e outros torcendo e querendo que a cheia dos rios invadisse a cidade. São aqueles, quanto pior melhor. 
O Serviço de Utilidade Pública informa e leva ao conhecimento o fato e aquilo que está acontecendo. Às vezes a Utilidade Pública acaba não sendo bem realizada e passa a ação preventiva transformada em algo assustador, causando pânico na sociedade. Sendo algo que deve ser revisto e não querer ser a notícia fazendo sensacionalismo.
A Defesa Civil Municipal é constituído pelos órgãos e entidades da administração pública e privadas de atuação significativa na área de proteção e a defesa civil tem por finalidade contribuir no processo de planejamento, articulação, coordenação e execução dos programas, projetos e ações de proteção e defesa civil local. O que se percebeu a Defesa Civil trabalhou e muito, mas, será que tinha locais reservados para abrigar os atingidos pela cheia, água mineral, colchões, cobertas, telhas, lonas, cozinha e cozinheiras para fazer a alimentação caso tivéssemos desalojados? Percebeu-se a falta de dependências físicas para socorrer o comércio local, o qual solicitava quem tivesse salas para ceder. É claro que temos ginásios de esportes, centro educacional, mas, o Parque de Exposições Domingos Pellizzaro, que poderia servir como socorro, também estava sem acesso pela SC-303, pois as entradas e saída do parque foram impossibilitadas as passagens devido a cheia de riacho. Isto que foi uma enchente e se fosse vendaval e chuva de granizo?      
 
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