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VOLTANDO NO TEMPO - Bevilaqua presta serviços de moinho há 20 anos no município de Ouro e atende a vasta região

  • Aldo Azevedo / jornalista de formação -

Uma atividade que quase desapareceu, mas ainda vem servindo certas comunidades

1989 - 08/07/2021 - são 32 anos de trabalho prestado.


A Reportagem de O TEMPO jornal de fato pela segunda vez entrevista o Sr. João Luiz Bevilaqua, casado e pai de duas filhas. Sendo ele dono do Moinho Bevilaqua, situado à Rua 7 de Abril, no Parque e Jardim Ouro, município de Ouro (SC). A entrevista desta vez foi feita na sexta-feira, 05 de fevereiro de 2021.

O mencionado Moinho foi inaugurado na década de 1930, mas Bevilaqua faz uns 20 anos que comprou de Itacir Moresco, porém, quem montou o mesmo foi Fernando Moresco lá na localidade Linha Dambrós, onde estava em atividade também a usina elétrica da então Indústria Reunidas Ouro (Frigorifico Ouro). Primeiro funcionou em Linha Dambrós, sendo que Bevilaqua comprou funcionando no atual local.

Em 2001 Bevilaqua comprou e começou a prestar serviços com o Moinho, industrializando Fubá (farinha de milho) e descascava arroz. Hoje não descasca mais arroz, devido as peças se estragaram e não consegue outras, então desistiu de tanto procurar, já que a fábrica não fabrica as mesmas. Então a opção foi comprar o arroz descascado para poder revender, devido a procura e demanda.

O moinho funciona à base de energia elétrica, sendo que processo inicia com o milho colocado num comportamento sobre duas pedras, uma fixa e outra giratória, em seguida passa por uma peneira até sair na condição de farinha que fica num caixote. A peneira propriamente dita, elimina o farelo, o qual é vendido para servir de alimentação para a criação (gado, cavalo, porco e outros), sendo que a farinha cai peneirada na caixa.

Depois de ligado o Moinho tem que se voltar a ele, ter todo o cuidado possível, o qual tem regulagem no erguer ou abaixar a pedra conforme a necessidade. Quando se ergue a pedra a farinha rende menos, vira mais farelo e não farinha.

O milho é de qualidade comprovada, para uso de moagem, sendo adquirido da Agropecuária Capinzal, o qual quando chega é separado no silo e distribuído aos três moinhos situados no município de Ouro.

Conforme Bevilaqua, um quilo de milho dá para fazer 700 gramas de farinha, o qual quebra 30 por cento. O seu consumo é de 2.600 a 2.700 kg (mil) mensal, significa 40 sacas de 60 kg cada, porém, os 40 sacos não é o suficiente para se manter durante o mês no produzir farinha e quirera.

Devido a qualidade dos produtos produzidos, tem clientes na vasta região, inclusive do litoral catarinense, porém, os principais clientes são de Ouro, Capinzal, Zortéa, Joaçaba etc.

É um trabalho artesanal e que chama a atenção pela farinha de qualidade e muita apreciada pelos munícipes.

Pedimos se pretende parar com a atividade, ele assim respondeu: "Até que tenho força continuarei, pois estou com 71 anos, sendo que eu e minha esposa estamos aposentados, porém, isto para mim é um passatempo. " Também perguntamos, se pretendia ensinar alguém a prestar serviços no Moinho, e ele disse que a intenção seria vender, mas ninguém se encoraja de comprar, porque estaria na ora de parar, pois estou para completar 72 anos de idade.

Bevilaqua disse que não é um trabalho pesado de fazer força, mas é preciso estar se concentrando no que faz, sem ficar desatento para a qualidade da farinha e manter em pleno funcionamento da moagem e peneiração para não estragar o sistema propriamente dito. Abreviou ele: "Ligou a máquina, tem de cuidar".

O contato do Senhor Bevilaqua é 3555-4771, para encomendas e outros mais.

O Moinho está localizado em área nobre, com estacionamento em ambos os lados da via pública.

Além do Moinho do Bevilaqua, tem mais dois, um na Linha Caravággio (de propriedade de Toscam) e outro na localidade de Coxilha Seca.

Quando menos Bevilaqua esperava já estava trabalhando com Moinho, pois fechou negócio através de imóvel que tinha na Linha Nossa Senhora da Saúde, venderam e compraram o empreendimento. Deixou a lavoura e passou a essa prestação de serviços em que muitos municípios tinham e só ficou na lembrança.

Fruto do trabalho Bevilaqua ao conceder a entrevista, disse: "Graças adeus a atividade consegui pagar universidade para minhas duas filhas, as quais estão formadas nos cursos superior".

Ao encerrar a entrevista, Bevilaqua, para que um Moinho dê certo, precisa de dedicação e atender bem a clientela, consequentemente, inicia o trabalho às 6h30 ou 7h, até 18 ou 18h30 de segunda a sexta-feira e no sábado no período da manhã, inclusive, no domingo se vier cliente também é atendido, pois mora ao lado.

O registro também serve para informar, que além de fazer a moagem e peneiração, comercializa e o Moinho é aberto à visitação, pois as portas estão abertas para o conhecimento histórico e quanto ao sistema artesanal.

ATENÇÃO - Deixe registrado o passado nas páginas de O TEMPO jornal de fato, o que poderá ser visto também na posteridade, para tanto, mande foto e as informações.

Aldo Azevedo / jornalista

Bevilaqua e Aldo Azevedo.


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