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Um ano rugindo Paz

Mario Eugenio Saturno (https://www.facebook.com/Mario.Eugenio.Saturno/ ) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pós-graduando em Patrística pela UniItalo e congregado mariano.

Há um ano, a fumaça branca fumegava da Capela Sistina, aquela que tem obras magníficas de Miquelângelo, entre elas uma estranha que mostra o Diabo interrompendo Eva em aparente intimidade com Adão. A fumaça indicava: Habemus Papam!.

A espera do nome do Papa, o primeiro sinal (ou semeion, no grego do Evangelho segundo João, raiz da palavra semáforo), seria verde ou vermelho? Leão! O último Leão, o XIII, iniciou uma grande revolução na Igreja, mostrando as garras ao denunciar a exploração do ser humano pelo Capitalismo e Liberalismo na Encíclica Rerum Novarum, e que logo no início deixa claro que não é um alinhamento com o Socialismo nem com o Comunismo. Os cristãos, desde a Patrística, defendem o sistema de Comunidade, ou Koinonia.

A origem do Papa também constituiu um sinal mais que claro. Proveniente do Novo Mundo, aquele que homenageou Américo Vespúcio. Um sacerdote dos Estados Unidos, nascido e criado no primeiro mundo, na nação mais poderosa e rica do mundo, mas que ergueu sua vida apostólica na América do Sul, o Peru. E, ainda, é agostiniano, como Gregor Mendel que viabilizou o Evolucionismo de Darwin com os estudos da hereditariedade.

O Papa Leão XIV apresenta-se ao público em êxtase na praça e proclama sua saudação: A paz esteja com todos vocês! Repete a mesma saudação quando Jesus aparece pela primeira vez aos apóstolos, segundo João (20,19ss), já que não levaram muito a sério o testemunho de Maria Madalena. E que acerto! Nunca o mundo precisou tanto de um pregador da Paz.

E, completou Leão, a paz de Cristo Ressuscitado é uma paz desarmada e uma paz desarmante, humilde e perseverante e ela vem de Deus, que nos ama a todos incondicionalmente.

O Papa Leão XIV fez apelos vigorosos denunciando os senhores da guerra cujas mãos "pingam sangue", durante a missa do Domingo de Ramos, em 29 de março. E, ainda, durante a Vigília de Oração pela Paz na Basílica de São Pedro, em 11 de abril: quem é escravo da morte para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe.

Leão encontrou-se com representantes do Hezbollah no Líbano, recebeu os presidentes da Palestina, Abbas, e de Israel, Herzog, reiterando a urgência do cessar-fogo em Gaza e da solução de dois Estados. E manteve conversas telefônicas com vários líderes de nações em guerra, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, que durante o pontificado anterior do Papa Francisco não havia mostrado nenhum interesse.

A primeira nomeação do Papa Leão XIV fez na Cúria foi de uma mulher, a Ir. Tiziana Merletti, que será secretária do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

O Papa ainda emitiu a Nota Doutrinal Mater Populi fidelis (Mãe do Povo fiel), um tema que ficou amadurecendo nos últimos 30 anos e que recoloca Maria no seu lugar: uma menina que diz sim a uma missão importante de Deus e uma mulher que diz a Jesus que chegara sua hora, torna-se sua discípula e aparece pela última vez no Novo Testamento orando perseverante com todos (At 2,14).


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