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Professor Me. Ciro José Toaldo
Novamente lembro um grande filósofo da Grécia Antiga, chamava-se Sócrates (470 a.C. - 399a.C.) Ele incomodou muito a sociedade de sua época, de certa forma, até hoje, cerca de dois mil e quatrocentos anos, continua indagando os cidadãos da atualidade. “Conhece-te a ti mesmo”, “Só sei que nada sei” e "Uma vida não examinada não vale ser vivida" são apenas algumas de suas frases celebres que perpassam seus ensinamentos
Quando penso, estudo e faço minhas reflexões a respeito deste grande filósofo que nada deixou escrito, imagino o grau de sua inteligência e sua perspicácia em promover profundas formas de pensar que intrigam o ser humano. Envolver-se com as frases socráticas requer determinação, coragem e uma vontade real de transformar velhos hábitos e atitudes cotidianas.
Não há dúvidas de que, como seres livres, somos moldados por nossas próprias ações. Não é válido transferir para a formação recebida dos pais, para o meio em que vivemos ou para ideologias a responsabilidade por nossas escolhas, utilizando-os como subterfúgio para justificar nossa maneira de agir.
Como seres pensantes, o ato de ter a possibilidade de raciocinar deveria nos levar a ter a cautela de sair de nosso próprio casulo, percebendo que estamos inseridos em uma sociedade que vai muito além de nossos desejos, sentidos, modismos e formas de viver.
Enquanto estamos em nossa casa, com todos os aparatos e as benesses que precisamos, tudo pode ser uma verdadeira maravilha. Entretanto, a simples atitude de abrir o portão e levar o lixo até o seu destino pode se tornar um ato que demonstra para que viemos a este mundo.
Embora este exemplo possa parecer radical ou até absurdo para alguns, a conscientização sobre os resíduos é fundamental. Sem compreender a importância de sua separação e destinação correta, deixando de descartá-los em locais inadequados, falhamos em nosso papel como cidadãos.
Neste viés da temática deste texto, toda e qualquer ação que desempenho demonstra o meu caráter e a minha formação; ou seja, somos frutos das nossas atitudes. Citei a questão do lixo, mas isso também se aplica às infinitas formas de comportamento, seja no trânsito ou em diversos outros setores de convívio público.
A vida social requer cuidado com os tipos de condutas que adotamos na sociedade, havendo, inclusive, punições severas para quem descumpre as regras e leis estabelecidas para o bom convívio.
Constantemente, ao fazer minhas tradicionais caminhadas, observo o quanto ainda precisamos crescer em termos de equilíbrio ambiental e de cuidado com a natureza. Se cada pessoa tivesse maior consciência em suas ações diárias, viveríamos em um mundo mais harmonioso e salutar.
Contudo, frente à exaustão do trabalho, ao estresse diário e aos modismos que nos são estabelecidos, muitos deles de forma inconsciente, acabamos por viver de forma mecânica e não conseguimos degustar a própria existência!
Se somos frutos de nossas próprias ações, urge começar a ter maior atenção, pensar antes de agir, ter consciência do que é certo ou errado, buscar maior equilíbrio emocional e, sobretudo, ter domínio sobre si mesmo.
Quando temos domínio sobre nós mesmos, agimos com responsabilidade, fazemos escolhas corretas e buscamos o autodesenvolvimento. Com isso, os frutos de nossas ações cotidianas são mais fecundos, permitindo-nos colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a mente tranquila.
Vivemos na Era do Exagero: comendo e bebendo demais, usando as redes sociais para fins indevidos, entre tantos outros exemplos que podem ser dados. Essa sociedade consumista muitas vezes leva o ser humano a situações vexatórias.
Assim sendo, em cada início de dia, não deixe de refletir nas lições de Sócrates, tendo a certeza de que há o poder da escolha e que, no universo, existe a lei de causa e efeito; contudo, podemos ser protagonistas de um novo começo. O grande Chico Xavier dizia: ‘Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim’
Pense nisso!
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