Por Jaime Telles
O breve e solitário gesto diante da urna terá profundas consequências no coletivo.
Teu poder é igual ao meu. O poder de escolha do humilde tem igual valor ao dos mais influentes personagens da sociedade. Diante da urna, não existem títulos de nobreza, privilégios econômicos ou distinções sociais. O voto do trabalhador tem exatamente o mesmo peso que o do empresário.O do jovem vale tanto quanto o do idoso.
É a igualdade transformada em expressão política.
Mesmo assim, paira sobre o “florão da América” o label do medo, porque a confiança está de mãos atadas. Algemadas, na verdade.
A sucessão de crises, os questionamentos sobre os limites do STF, as controvérsias envolvendo togados e as suspeitas que exigem esclarecimentos não podem ser varridos para debaixo do tapete. Nenhuma autoridade está acima da crítica, muito menos acima da Lei.
Enquanto isso, às vésperas da eleição o governo anuncia “pacote de bondades”. Mas, já não convence. Pior: Quem paga a conta depois?
Outro perigo é confundir pesquisas com destino. O empate técnico repetido nas manchetes é pura teimosia para aparentar alguma igualdade, que não há. Nenhum percentual substitui o julgamento sobre seus resultados, suas contradições e os vexames políticos que insistem em ocupar o noticiário.
O povo está vendo. E o voto não está a venda.
O voto dura segundos. Seus efeitos podem marcar uma geração, como estragaram boa parte da atual, quando esvaziaram intelectos, pois todos somos receptores, alguns mais passivos de estímulos externos, inclusive com título eleitoral em mãos.
Por décadas, ideologias de esquerda tem influenciado políticas e modosvia instituições acadêmicas, culturais e canais digitais, reduzindo a complexidade do debate público a binarismos rígidos e pautas identitárias, o que esvazia o rigor intelectual e o pensamento lógico tradicional em favor de narrativas ideológicas.
Isso é sobre nós, meu amor. Sobre todos nós.
Chamo-te “meu amor”, porque é por amor que te chamo. Amor à liberdade, à família, à pátria e ao futuro dos nossos filhos.Amor que precisa imperar e devolver luz onde as trevas já acampam.
A França que o diga.
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