Capinzal 77 anos: no aniversário, município ganha presente para a Saúde |
Turma do Curso de Soldado (CFSD) de 1988 - na 1ª Companhia de Polícia Militar de Herval d`Oeste (SC)
Encontro na Lanchonete e Restaurante do Tainha, sábado, 25 de Março, no bairro São Cristóvão, na cidade de Capinzal (SC).
No mês de março de 1988, no Quartel da Polícia Militar de Herval d`Oeste, 36 jovens ingressaram na carreira Policial Militar do Estado de Santa Catarina (PMSC). Sem a mínima noção do que estava por vir, aqueles rapazes doaram suas vidas e sacrificaram as vidas de suas famílias a Corporação PMSC. E na dura missão de preservar a Ordem Pública - Proteger e Servir os Catarinenses mesmo com o risco da própria vida, fez com que vários destes colegas do Curso de Soldado PM de 1988, abandonassem a farda para seguir carreira em outra atividade profissional. Entre os nobres colegas, sete não estão mais entre nós (Soldado Aroldo, Soldado Fior, Soldado Schimdt, Soldado Marinho, Soldado Ari, Soldado Moraes, Soldado Vanelli).
Hoje, somente três da turma do Curso de Soldado de 1988 ainda estão na labuta, servindo a população Catarinense em suas atribuições diária; (Sargento Appel, Sargento Chaves e o Tenente-Coronel Jorge Luiz), os demais estão na reserva remunerada.
No decorrer dos árduos 29 anos de serviço Policial Militar, muito fizeram em prol da sociedade Catarinense e mesmo sem o devido reconhecimento, estão convictos que fizeram o melhor para combater a violência e a criminalidade nas comunidades, e com isso, cultivaram o sentimento do dever cumprido, sendo para eles o maior troféu.
Turma do Curso de Soldado (CFSD) de 1988 - na 1ª Companhia de Policia Militar de Herval d`Oeste (SC) - 2º Batalhão de Policia Militar de Chapecó, com os seus nomes de guerra (soldados), são eles: Appel (Hilário) - Ari - Adilson (Hartmann) - Aroldo - Burzanello - Bernardi - Costa (Altair) - Carvalho - Chaves (Mauro) - Cesar (Chaves) - Denílson (Dos Santos Amora) - Dirceu (Massoco) - Edson Martins - Elgio (Pereira) - Flávio - Ferreira (Juarez) - Fior (Jolar) - Frigotto - Fortes (Luiz Alcindo) - Haack (Jorge Luiz) - Ilson (Squinato) - Leocir (Cordeiro) - José Couto - João - Moraes (Ademir) - Marinho - Mafra - Machado - Pepes (Algecir Maciel) - Pedroso - Petry - Piacentini (Moacir) - Rogério - Sazzin (Valdir) - Schimdt e Vanelli (Flavio).
A Reportagem de O TEMPO - um jornal de fato entrevistou o 3º Sargento PM - Comandante do 4º Grupamento PM de Treze Tílias (SC), Hilário Appel, referente ao encontro da Turma formada em 1988 e outros assuntos relacionados a categoria, leia a seguir pergunta e as respostas.
Na sua opinião, o pessoal da reserva deveria ou não ser convocado para reforçar os trabalhos realizados dentro dos batalhões da Polícia Militar? Justifique? R.: Sim! Estes policiais no final de carreira e policiais aposentados tem muita experiência no trabalho operacional, alguns ainda tem certa dificuldade em trabalhar no serviço administrativo, mas isso poderia ser resolvido com curso (capacitação) dirigidos a cada seção administrativa. Hoje policiais recém incluídos no quadro da PMSC e BMSC estão dentro dos quartéis fazendo o trabalho dos oficiais e sargentos, e com isso falta policiais para trabalhar nas viaturas do serviço operacional.
A burocracia pode estar atrapalhando o reforço de PMs da reserva dentro dos batalhões da Polícia Militar, inclusive, na segurança de escolas estaduais e outros? R.: Sim! Hoje o sistema burocrata atrapalha o serviço policial e qualquer outro serviço. Pois vemos quatro ou cinco policiais trabalhando na rua e o dobro de policiais trabalhando no administrativo para suprir a demanda de serviço que o sistema criou.
O TEMPO - um jornal de fato: Quanto aos Militares estaduais inativos que poderão atuar na Força Nacional de Segurança Pública, anunciado em Julho de 2016, em Brasília, pelo então governo interino de Michel Temer editou a Medida Provisória 737 para permitir que militares estaduais inativos atuem de forma voluntária no âmbito da Força Nacional de Segurança Pública. Também publicado no Diário Oficial da União (DOU) hoje (07/07/2016), as atividades de cooperação federativa desempenhadas por militares e servidores civis dos entes federados que celebrarem convênio com a União poderão ser exercidas "excepcionalmente" e "em caráter voluntário" por militares dos Estados e do Distrito Federal que tenham passado para a inatividade há menos de cinco anos. A Medida Provisória prevê ainda que os militares voluntários que atuarem nessas condições terão direito ao recebimento de diária e aqueles que, eventualmente, forem vitimados durante as atividades farão jus, no caso de invalidez incapacitante para o trabalho, à indenização no valor de R$ 100 mil, e seus dependentes, ao mesmo valor, no caso de morte. Medida Provisória nº 737, de 6 de julho de 2016. Altera a Lei no 11.473, de 10 de maio de 2007, que dispõe sobre a cooperação federativa no âmbito da segurança pública. Seria o que os da reserva estão esperando ou não? Como assim? R.: Prefiro não me pronunciar a respeito das medidas provisórias que estão para serem aprovadas. Pois o Brasil é muito grande com diferentes realidades mesmo dentro das instituições de polícia. O que realmente, eu acho, que policial não pode ter limite territorial para trabalhar (policial de uma cidade/estado), uma vez que marginal pratica suas ações em todo o território nacional e nós policiais somos limitados a lotação de um município.
Suas considerações finais, a respeito de quantos encontros realizaram, quando iniciou e que pretendem daqui para frente em termos de laços de amizade da Turma do Curso de Soldado (CFSD) de 1988. R.: Não me recordo com exatidão o ano que iniciamos o nosso encontro da turma, mas realizamos pelos menos sete encontros, sendo nos municípios de Herval d´Oeste, Videira, Treze Tílias, Piratuba e Capinzal.
CURIOSIDADE: Falando com os policiais da reserva (Carvalho e Pedroso), nos informaram que a Polícia Militar de Capinzal no ano de 1988 tinha 36 policiais que faziam parte do efetivo, já no começo da década de 1990 era 33 e depois só foi perdendo a partir da aposentadoria e transferência de muitos. Naquela época era feito o policiamento ostensivo com ronda três vezes ao dia, compreendendo os períodos matutino das 7 às 13 h, vespertino das 13 às 19 h, noturno das 19 à 01 hora da madrugada. Quando Carvalho e Pedroso começaram a prestar serviços em Capinzal a viatura era um Veraneio, depois Fusca, Fiat 147 e Fiat Uno, sendo que a modernidade veio muito depois.
Capinzal ao longo tempo só perdeu, fechou Unidade Prisional Avançada (cadeia), diminuiu o efetivo das policias Militar e Civil, não tem delegado titular lotado na Comarca de Capinzal, enfim, em questão de segurança pública é uma insegurança devido à falta de influência das lideranças e autoridades locais perante o Governo do Estado. Para a nossa Reportagem, de nada adianta ir e vir da Capital solicitar mais efetivos, ceder imóvel, pedir melhores condições de trabalho para as policias se não existir uma pressão maior na cobrança por parte de nossos representantes políticos, pois as eleições estão aí e poderá passar sem um resultado positivo quanto aos anseios da sociedade.
Deixe seu comentário