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Questões sobre o Transtorno Espectro de Autismo são debatidas em curso de extensão da Unoesc
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- Questões sobre o Transtorno Espectro de Autismo são debatidas em curso de extensão da Unoesc
Transtorno de Espectro Autista (TEA)
O curso de Psicologia da Unoesc Joaçaba está promovendo entre os dias 18 e 19 de julho uma atividade de extensão, voltada para profissionais da área, professores, cuidadores e familiares, sobre o Transtorno de Espectro Autista (TEA), que tem por objetivo promover orientação e capacitação, bem como métodos de intervenção e triagem para o Autismo.
De acordo com a coordenadora do curso, professora Scheila Beatriz Sehnem, o TEA, engloba diferentes condições caracterizadas por perturbações do desenvolvimento neurológico, atreladas a dificuldades no relacionamento social.
- Ainda não se conhece cura definitiva para esse transtorno, não existe um padrão de tratamento adequado que possa ser generalizado para esse sujeito. Cada paciente vai exigir um tipo de acompanhamento específico, individualizado, sempre com a participação dos pais, familiares, professores, e é importante que ele seja acompanhado por uma equipe multiprofissional - destaca Scheila.
Conforme explica a professora, o transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando esses neurônios que coordenam essa questão da comunicação e dos relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias, e por essa razão, muitas vezes o autismo acaba representando um fator de desiquilíbrio para toda a família, por isso a necessidade de atendimento e orientação especializada.
A palestrante convidada, diretora do Centro de Atendimento Especializado em TEA, e psicóloga, Maria Helena Jasen de Mello Keinert, trabalha a mais de vinte anos com esse público, é referência nacional no tema e abordou desde os processos de avaliação até os processos de tratamento focando sempre no desenvolvimento de aprendizado dessa criança.
Maria Helena explicou que o mais importante para ajudar as pessoas com autismo é saber diagnosticar precocemente o transtorno, para isso é preciso saber quais são os critérios utilizados e assim poder encaminhar a criança para avaliações. A psicóloga enfatizou que atualmente existe uma incidência muito alta de autismo, 1 a cada 68 nascidos, estudos fora do país indicam 1 a cada 38.
- É um número muito grande de pessoas com autismo. E a gente sabe que esses autistas são diferentes entre si, tem paciente com grau leve, moderado e severo de autismo e precisamos aprender detectar e a trabalhar com eles, e isso só é possível por meio de informação, por isso a importância de estar aqui discutindo esse tema - ressaltou a diretora.
Adriano França
Assessoria de Imprensa
Marketing e Comunicação Unoesc Joaçaba
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