O TEMPO ? um jornal de fato - Triste ironia do destino
Passamento de um dos melhores locutores e repórteres de todos os tempos de Capinzal, região e de SC: Ademir Pedro Belotto
A Rádio Barriga Verde AM 1380, em seu site e também no jornal do meio dia da segunda-feira, 13 de Outubro, anunciou o passamento de Ademir Pedro Belotto, sendo que resumimos as principais informações. LUTO: Morre Radialista Ademir Pedro Belotto, capinzalense ícone do Rádio catarinense. Belotto era fascinado pelo que fazia. Em 1º de maio de 1973, aos 17 anos, Belotto teve o primeiro contato com aquela que seria uma das grandes paixões da sua vida: o rádio. Foi nesse dia que ele estreou oficialmente na Rádio Caçanjurê, de Caçador, como operador de áudio e repórter. Durante alguns meses, diante das dificuldades de adaptação, Belotto pernoitava em um colchonete improvisado dentro da própria emissora. Ele trabalhou na Rádio Caçanjurê até junho de 1976, então se transferiu para a Rádio Catarinense, de Joaçaba. Foram mais 07 anos de intensa atuação como repórter, comunicador e noticiarista. Em 1983, diante de novas perspectivas profissionais, Belotto trocou Joaçaba por Chapecó e passou a atuar como representante comercial nas empresas especializadas em máquinas pesadas.
Em junho de 1987, depois de um tratamento quimioterápico, em Curitiba (PR), Belotto foi contratado pelos acionistas da Rádio Capinzal para gerenciar a emissora. Lá se foram 26 anos de dedicação e de grandes coberturas jornalistas. Há 13 anos ele também gerenciava o Jornal A Semana.
Dono de uma voz marcante, Ademir Pedro Belotto cobriu eventos impactantes ao longo destes 41 anos. Narrou de maneira intensa a evolução de Capinzal, Ouro e região. Em 2001 foi homenageado pela ACAERT como maior locutor noticiarista de Santa Catarina.
Aposentado a aproximadamente 6 meses, Belotto se dedicava integralmente a gerência da Rádio Capinzal e do Jornal A Semana. Os prefeitos de Capinzal (Andevir Isganzella) e de Ouro (Vitor João Faccin) decretaram luto oficial por 3 dias.
Belotto foi casado com Juçara Maria Crippa Belotto, sendo com a mesma teve três filhos: César Augusto, Tiago Luiz e Thayana Larissa Belotto.
A Rádio Barriga Verde através de sua direção e equipe manifestam seu pesar e sua solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores do radialista Ademir Pedro Belotto que construiu uma grande carreira e marcou a história do rádio em Santa Catarina.
Belotto estava internado no Hospital Universitário Santa Terezinha de Joaçaba, onde há 10 dias havia passado por um procedimento cirúrgico para a retirada de um tumor na mandíbula. Na noite de sábado, dia 11, Ademir acabou sofrendo uma hemorragia interna e teve que retornar para a unidade hospitalar onde acabou vindo a óbito às 14 horas de domingo. O velório ocorreu no Centro Social São Francisco de Assis. A celebração aconteceu às 13 horas na Igreja Matriz São Paulo Apostolo, seguindo logo após o féretro para sepultamento no Cemitério Municipal Frei Bruno, de Joaçaba.
"Uma grande perda que deixa de luto o radialismo catarinense", mensagem da Rádio Barriga Verde.
O TEMPO – um jornal de fato - Quem diria, a data de 12 de Outubro de 2014, Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida também foi marcada por uma grande lacuna que se abre na imprensa e nos meios de comunicações de Capinzal, sendo o passamento do comunicador, diretor da Rádio Capinzal AM e do Jornal A Semana, acontecido no Hospital Universitário Santa Terezinha - HUST, na cidade de Joaçaba (SC). O passamento de maneira prematura aconteceu às 14h de domingo, sendo que o mesmo residia na cidade alta, no loteamento Colina, em Capinzal (SC).
Belotto era um dos ícone do rádio, excelente voz de locutor radialista e de uma dicção clara em informar e de manifestar opinião. Era uma das melhores vozes de todos os tempos do meio de comunicação radiofusão, agora calada pela triste ironia do destino, mas que ficará na lembrança dos capinzalenses, ourenses, ainda da microrregião, da região, enfim, fez o diferencial ao longo das décadas atrás de um microfone.
Com uma voz quase sem igual, Belotto além do trabalho no rádio, também prestava serviços voluntários para entidades representativas, ainda por 18 vezes apresentou o protocolo dos Alcoólicos Anônimos do Grupo Renascer de Capinzal e Ouro, sendo que no ano em curso colaboraria com a 19ª da Confraternização dos familiares dos alcoólatras em recuperação.
As vezes a vida nos prega peças inacreditáveis, antes da Rádio anunciar e do sino badalar fomos informados por telefone da perda irreparável que teve as sociedades coirmãs, Capinzal e Ouro na profissão de comunicador e locutor, formador de opinião e da marcante crônica do dia.
Os irmãos Azevedo (Aldo: jornalista e Enio: diretor geral do Jornal O Tempo) reconhecem o que foi e continuará sendo ADEMIR PEDRO BELOTTO no meio de comunicação rádiofusão, pois deixou várias páginas escritas do livro abrangendo a questão Rádio, e com certeza, já está fazendo falta no bom do jornalismo radiofônico.
Paz e bem, consequentemente, nossa homenagem póstuma ao eterno ADEMIR PEDRO BELOTTO que apesar da concorrência pelo público alvo (O TEMPO – um jornal de fato 25 anos e A SEMANA 13 anos), questão profissional à parte, amizade em primeiro lugar.
Com pesar (sentimento e tristeza) lamentamos a perda e esperamos que lá da imensidão celestial BELOTTO tenha como inspirar os radialistas na missão de levar conhecimento com o melhor conteúdo possível, não aceitando matéria dirigida e nem tutelada.
Foto Legenda de arquivo: Ademir Pedro Belotto, do distrito da Barra do Leão, Campos Novos (SC) para Caçador, Joaçaba, Chapecó, e por fim, Capinzal (SC).
* 06/02/1956
+ 12/10/2014
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