Mauro De Nadal destaca posição de centro-direita do MDB em entrevista |
por Luciana Reese Pereira Tesser, Jorge Luiz Cordeiro Tesser, Marina Suelí Antônia Reese Pereira e Antonio Carlos Pereira
“Quem acredita dispensa explicações. Para quem não acredita, não adianta explicar!”
A aparição de Nossa Senhora de Guadalupe
No ano de 1945 o Papa Pio XII proclamou Nossa Senhora de Guadalupe Padroeira de toda a América. A sua imagem é considerada um símbolo de fé e conversão, intrigando a ciência desde que, milagrosamente, apareceu no manto do indígena Juan Diego.
Na língua asteca, o nome Guadalupe significa, “Perfeitíssima Virgem que esmaga a deusa de pedra”. Os astecas, que se autodenominavam “mexícas”, adoravam uma monstruosa deusa, a quem eram oferecidas vidas humanas em holocausto no topo das pirâmides, como no “Templo Mayor de Tenochtitlan”, onde realizavam sacrifícios humanos em massa para satisfazer os deuses, visando garantir a ordem cósmica.
Nossa Senhora de Guadalupe veio para acabar com essa idolatria e mudar a vida daquele povo sofrido. Oito anos depois da aparição mais de 8 milhões de indígenas tinham abraçado a fé católica, convertendo-se e acabando com a idolatria pagã. O local é agora o grande Santuário do México e a devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu por toda a América Latina.
O Santuário de Guadalupe, no México, faz parte do conjunto religioso de Tepeyac, depois do Vaticano, o centro de peregrinação católica mais visitado.
· Nueva Basílica (Basílica Nova): Projetada por Pedro Ramírez Vázquez
e inaugurada em 1976, acomoda até dez mil pessoas e seu design circular permite que a imagem da Virgem seja vista de qualquer ponto do templo. O telhado é sustentado por uma estrutura de aço central que se estende para fora, eliminando a necessidade de colunas internas que obstruam a vista. É o local principal de culto: a tilma de Juan Diego, com a imagem da Virgem estampada, fica pendurada acima do altar principal, protegida por um vidro blindado. Para facilitar a visualização dos milhares de peregrinos há uma esteira rolante, posicionada logo abaixo da imagem, permitindo que você passe lentamente em frente a ela para admirar e orar.
· Antigua Basílica (Basílica Velha): Construída entre 1531 e 1709, sofre de problemas estruturais devido ao solo lamacento, resultando em uma visível inclinação. A Cidade do México foi construída sobre o antigo Lago Texcoco. Depois de restaurado, o templo foi reaberto e ali nós participamos da celebração da Santa Missa em janeiro deste ano.
· Capilla del Pocito (Capela do Pocinho): Construída no local da quarta aparição entre 1777 e 1791, é uma pequena igreja barroca de grande importância histórica e religiosa com um poço de água tida por milagrosa.
· Capilla del Cerrito (Capela do Cerrito): é um templo histórico de 1666 no topo da Colina Tepeyac que marca o local exato do milagre das flores de Castela e a primeira aparição da Virgem. Acessível por escadas e rampas, proporciona vista panorâmica do Santuário.
DEZEMBRO DE 1531- RESUMO DAS CINCO APARIÇÕES
* Primeira Aparição (madrugada de sábado, dia 9): Nossa Senhora aparece a Juan Diego no Monte Tepeyac. Falando em náuatle (língua asteca), pede que ele solicite ao Bispo Dom Frei Juan de Zumárraga, um franciscano que viera da Espanha pouco tempo antes, a construção de um templo, “una casita sagrada” em sua devoção. O bispo, porém, duvida do relato e pede um sinal.
* Segunda Aparição (tarde de sábado, dia 9): Juan Diego volta ao Tepeyac para relatar que o bispo não acreditou e pediu um sinal. Nossa Senhora insiste que ele volte ao bispo no dia seguinte.
* Terceira Aparição (tarde de domingo, dia 10): Juan Diego encontra a Virgem novamente no monte, relatando a desconfiança contínua do bispo. Ela promete um sinal para o dia seguinte.
* Quarta Aparição (madrugada de 3ª feira, dia 12): Juan Diego tenta desviar do monte ao buscar um padre para seu tio, que estava doente e é interceptado por Nossa Senhora. Ela o acalma, dizendo "Não estou eu aqui, que sou tua mãe?", e garante a cura do tio. Neste mesmo dia, 12 de dezembro, Nossa Senhora ordena que Juan Diego colha rosas no monte (embora o inverno não seja época de flores) e as leve ao bispo na tilma. Ao abrir o manto, a imagem de Nossa Senhora aparece “impressa”, confirmando os relatos.
* Quinta Aparição e Cura (manhã de 3ª feira, dia 12): Nossa Senhora aparece ao tio de Juan Diego, Juan Bernardino, curando-o instantaneamente e revelando seu nome: "Santa Maria de Guadalupe".
FATOS CIENTIFICAMENTE INTRIGANTES
* Códice de Símbolos: Cada detalhe (estrelas, anjos, cores) tem um significado catequético profundo para os astecas e espanhóis, unindo as duas culturas.
* Mestiça e Grávida: A Virgem é morena, representando os povos indígenas, e usa um cinto preto acima do ventre, indicando gravidez.
* Revestida de Sol e Lua: Ela aparece com o sol atrás de si e a lua sob seus pés, dominando os deuses astecas e simbolizando a vitória sobre a escuridão.
* O Manto Intacto: A tilma de Juan Diego, um tecido simples, permanece preservada, embora o tecido devesse estar deteriorado em poucos anos.
* Santo Indígena: Juan Diego ele nasceu em 1474 e faleceu em 1548 e foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002, tornando-se o primeiro santo indígena das Américas. A sua festa é celebrada em 9 de dezembro.
OS ASPECTOS MILAGROSOS DA IMAGEM
* A tilma ou manto: Feita de fibras de cacto (maguey/ayate), um material rústico que deveria ter se deteriorado em décadas e vai completar 500 anos em 2031, sem deteriorar nem perder a vibração das cores. Mesmo exposta por duzentos anos a fumaça, umidade e contato humano sem proteção alguma; sobreviveu a um derramamento acidental de ácido nítrico em 1785 e à explosão de uma bomba em 1921, sem danos significativos à imagem original.
* Mistérios científicos: Pesquisadores da NASA e outros especialistas não encontraram vestígios de pinceladas, pigmentos minerais ou sintéticos. A imagem aparenta pairar sobre as fibras e as cores não penetram no tecido, ficam na superfície, sem explicação. Estudos indicam que a imagem não é uma pintura, como se tivesse sido "impressa" de uma só vez e parece "flutuar" a 3 décimos de milímetros da fibra.
* Características físicas: A técnica da imagem é inexplicável, apresentando uma espécie de brilho que muda de cor dependendo do ângulo de visão, algo que não pode ser reproduzido com pintura manual.
*Detalhes astronômicos: As estrelas no manto azul-esverdeado correspondem exatamente às constelações do céu do México em 12 de dezembro de 1531, data da aparição.
* Olhos Microscópicos: O uso de um oftalmoscópio confirma que os olhos da Virgem Maria mostram reflexos de pessoas, como se fosse um olho humano vivo, detalhe impossível de ser pintado. O engenheiro peruano José Aste Tonsmman revelou que após 20 anos de pesquisa, com os olhos da imagem ampliados 2.500 vezes aparece uma dúzia de pessoas, crianças, mulheres e o próprio Bispo Don Zumárraga.
* Simbologia: A imagem é rica em simbolismo asteca e cristão, representando Maria como Rainha do Céu e Mãe da Humanidade, revestida do sol, com a lua sob seus pés.
Hoje, sob o olhar cheio de ternura da Mãe de Guadalupe, lembramos que nunca caminhamos sozinhos. Ela nos cobre, nos guarda e nos conduz até Cristo. “Não estou eu aqui, que sou a tua Mãe? Não estás tu sob a minha sombra e proteção? Não sou eu a fonte de tua alegria? Não estás por acaso no regaço do meu manto e nos meus braços que te protegem? De que precisas mais? Que nada te perturbe nem te aflija!”
Diante da tilma de Juan Diego, silenciosamente contemplada por milhões de peregrinos ao longo dos séculos, percebe-se que o milagre de Guadalupe não pertence apenas ao passado. Ele continua acontecendo no coração de cada pessoa que ali chega com fé, esperança e confiança.
Mais do que um acontecimento histórico, Guadalupe é um convite permanente à conversão, à fraternidade e à confiança na ternura materna de Maria. A Mãe que apareceu a um indígena simples continua a falar aos filhos de todas as nações, recordando que Deus se aproxima dos humildes e se manifesta na história dos povos.
Por isso, quem visita Guadalupe não retorna da mesma forma. Algo muda na alma do fiel. Entre orações, lágrimas e gratidão, compreendemos que a mensagem de Guadalupe atravessa os séculos: somos amados, somos protegidos e nunca estamos abandonados.
E assim, sob o olhar sereno da Virgem morena, que uniu culturas e conduziu milhões à fé, permanece viva a promessa, escrita sobre a porta principal do lado de fora da Basílica, que desde 1531 ecoa no coração da Igreja: “¿No estoy yo aquí, que soy tu Madre?”
A pergunta, mais do que consolar Juan Diego naquele dia distante, continua a confortar todos os que chegam a Guadalupe em busca de fé, esperança e paz.
Padre Zezinho canta: Mãe Do Céu Morena, Senhora da América Latina, de olhar e caridade tão divina, de cor igual à cor de tantas raças. Virgem tão serena, Senhora destes povos tão sofridos Patrona dos pequenos e oprimidos, derrama sobre nós as tuas graças!
“Para quem não acredita, nenhuma prova será suficiente; para quem crê, nenhuma prova é necessária” afirma D. Leomar Antônio Brustolin, no livro “Sob o Olhar de Guadalupe – Sinais do Céu sobre a Terra”.
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