Capinzal 77 anos: no aniversário, município ganha presente para a Saúde |
JOAÇABA TEM FINALISTA NO MAIOR PRÊMIO DA MÚSICA DO SUL.
Na próxima quarta-feira, dia 27, às 20h, no Teatro Renascença, em Porto Alegre, serão revelados os vencedores do Prêmio Açorianos de Música. Para Joaçaba, uma grata surpresa: o odontólogo e gaiteiro Vilton Zimmermann de Souza e seu irmão Norton, estão entre os indicados na categoria Revelação Regional, com o CD Raízes Urbanas II, cuja produção, conta com participação de outros artistas joaçabenses.
O Prêmio, Açorianos de Música é o mais importante da música do Sul do país e destaca talentos gaúchos ou obras produzidas no Rio Grande do Sul, no período de 2017 e 2018. É o caso dos irmãos Vilton e Norton, naturais de Passo Fundo. O odontólogo e empresário Vilton, reside em Joaçaba há mais de dez anos, enquanto o advogado Norton continua na terra natal. Além do amor fraterno, a música os une ainda mais.
Na produção do CD Raízes Urbanas II, Vilton e Nórton contam com músicos renomados nacionalmente, com destaque para o produtor musical Natalício Cavalheiro, com co-produção de Evandro Lazzarotto. A obra também traz composições dos joaçabenses, Jaime Telles e Elias Zampirão, além dos instrumentistas Gigi e Julio Hermes, também de Joaçaba, inclusive o artista plástico, Adilson Guanabara, que assina a capa do álbum. E suas pinturas ganharam movimento, graças à animação em vídeo feita pelo paulista, William Louro, que já animou capas de Jorge Bem Jor, Os Mutantes, entre outros.
Entre os finalistas do prêmio figuram Renato Borghetti, Yamandu Costa, Telmo de Lima Freitas, Arthur de Faria e Duca Leindecker. Outros olhares já destacam os novatos da competição, como Thiago Ramil, banda Dingo Bells, Negra Jaque, entre outros..
Raízes Urbanas II está disponível em todas as plataformas digitais.
SAIBA MAIS:
Nascidos e criados em Passo Fundo (RS), os irmãos Vilton e Nórton tiveram grande apoio do pai, que oportunizou aos filhos a realização de um desejo que não pôde fazer quando jovem:dedicar-se à música. Parece estranho isso nos dias de hoje,mas há setenta anos,a educação era outra, bem mais rígida, de muita honra e palavra. Nesse contexto, é preciso mencionar que os músicos, principalmente os gaiteiros, eram mal vistos pela sociedade, sempre lembrados como bêbados, mulherengos e não muito adeptos ao trabalho. Naquela época, já havia uma tendência social de se generalizar os fatos. Foi nesse período que o senhor Milton recebeu como fruto de seu trabalho uma novilha leiteira. Ainda menino,e comum desejo de aprender a tocar acordeon,o senhor Milton teve a idéia de fazer um pedido ao seu pai:
-Papai, vou vender a novilha que ganhei e comprar um acordeon,ok?
A resposta foi curta e direta:
-Nem pensar. Depois vai tirar leite da gaita?
Mas o destino sempre acaba pregando peças e mais tarde, depois de casado, o patriarca da família foi surpreendido com o pedido de seu filho Vilton:
- Papai, me compra um acordeon?
E foi aí que começou a trajetória da família no cenário musical. Aos 6 anos de idade Vilton iniciou seus estudo em acordeon e aos 15 anos de idade profissionalizou-se. O irmão mais novo Nórton foi incentivado pelo mano Vilton, seguindo cada um o seu caminho na música, tocando em Centro de Tradições Gaúchas e diversas bandas do RS. Contudo, acabavam se encontrando com frequência na música e a cada encontro o que mais chamava a atenção do público era a sintonia musical dos irmãos.
Por força do destino, Vilton acabou deixando a banda em que tocava em 1996 (João Kadella e Grupo Kanil) para investir nos estudos de Odontologia, indicando o Nórton para o seu lugar. Em seguida, devido à dificuldade em poder arcar com as despesas de sua graduação, bem como, da impossibilidade de poder conciliar as datas de shows em uma banda fixa, Vilton teve a iniciativa de convidar o seu irmão para montar uma Banda (Bilubi.Du) e marcarem shows conforme a possibilidade na agenda.
Assim, de forma natural os irmãos acabaram unindo-se e dando início a trajetória conjunta no cenário musical.
Os irmãos levam para a estrada e para as rádios toda a magia de suas composições. Já levaram suas canções e a cultura gaúcha para vários países como Polônia, China, Bulgária, Austria, Turquia, Itália, Bolívia, Paraguai,Uruguai, Argentina entre outros.
Jaime Telles/Telles - Comunicação
Deixe seu comentário