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Cras de Zortéa promove IV Seminário Municipal com o tema: violência contra Criança e Adolescente.

Cras de Zortéa

 Na data de 18 de julho de 2014, o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS de Zortéa em parceria com a Secretaria de Educação promoveu o IV Seminário Municipal com  o tema: Violência Contra Criança e Adolescente tendo  como palestrante o psicólogo Clayton Luiz Zanella, o qual abordou a Violência contra criança e adolescente no âmbito de prevenção junto a rede socioassistencial do Município. 

A ideia da temática surgiu a partir da demanda da campanha FAÇA BONITO  realizada no dia 18 de Maio pela necessidade de obter informações palpáveis da realidade que diz respeito a violência contra criança e adolescente no município  de  Zortéa.

Dados recentes  das Nações Unidas para a Infância (Unicef) dão conta que em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil e  mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. O perigo está mais próximo do que se imagina, muitos lares que deveriam ser ambientes que zelam pelos direitos da criança e adolescente, são palcos de violência. Os números da violência infantil, assim como a doméstica, serão sempre superficiais e estarão sempre longe de demonstrar a realidade do nosso pais, visto que para cada  caso registrado, dois ficam velados.

Segundo os dados da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na infância, 12% dos cerca de 55 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas de alguma forma de violência todos os anos.

Segundo a psicóloga do Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância (Crami) Jaqueline Soares Magalhães Maio, a questão cultural é a que mais se relaciona com a violência infantil. Para ela, a cultura da família brasileira possibilita que os pais se excedam sobre o filho com total isenção e com a prerrogativa de educar.

O palestrante psicólogo Clayton abordou de forma dinâmica a temática com as crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, instigando os mesmos a perceber a violência nas mais variadas formas, para que estes não aceitem a violação de seus direitos.

No segundo momento foram apresentados a rede socioassistencial do Município dados coletados  junto ao Conselho Tutelar e Policia Civil com  objetivo de caracterizar a violência contra crianças e adolescentes atendidos nas duas instituições e os números apresentados foram preocupantes para um Município de pequeno porte, sendo o índice de violência contra crianças e adolescentes elevado no Zortéa.

 Nesse contexto Clayton Zanella traz a importância da intersetorialidade para o fluxo da comunicação entre a rede, ainda segundo ele é necessário que cada instituição cumpra sua responsabilidade de zelar pelos direitos das crianças e adolescentes.

Durante o debate entre a rede foram abordadas formas de como fortalecer as instituições e conselhos em prol da criança e do adolescente mediante um olhar atento ao sofrimento vivido por estes que por vezes têm seus direitos violados. Dentre alguns questionamentos dos profissionais e entidades presentes foram explorados pelo palestrante Clayton, de como proceder em casos suspeita de violência, bem como sinais e sintomas que as crianças e adolescentes possam estar apresentando.

Pesquisas apontam que crianças vítimas de violência física, psicológica, negligência ou violência sexual apresentam baixo limiar às frustrações; geralmente são hiperativas e têm comportamento agressivo e rebelde; demonstram problemas de aprendizado; estão sempre na defensiva; fogem de contatos físicos e o sofrimento deixa marcas para vida toda.

Segundo a coordenadora do CRAS, Juliana Nosswitz a proteção social básica realizada pelo CRAS, tem por objetivo a prevenção de situações de risco social junto ao território, através da valorização dos vínculos familiares e comunitários desenvolvendo potencialidades nas famílias que são acompanhadas pelo PAIF.

Juliana ressalta que o IV Seminário municipal que abordou o tema: violência contra criança e adolescente foi fundamental para que haja diálogo entre a rede, discutindo medidas preventivas e protetivas em beneficio a criança e o adolescente. Destaca também o Disque 100 pode estar sendo acionado sempre que haja alguma suspeita, este é gratuito e anônimo, e pode estar salvando muitas crianças do sofrimento.  Segundo Juliana o IV Seminário possibilitou fortalecer a rede e promover políticas públicas acessíveis à realidade Zorteense provocando essa ideia aos demais órgãos públicos.

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