Capinzal 77 anos: no aniversário, município ganha presente para a Saúde |
Amplasc desenvolve grande projeto agropecuário e firma convênio com o consórcio de saúde
Amplasc desenvolve grande projeto agropecuário e firma convênio com o consórcio de saúde, ainda visa à implantação de uma policlínica que atenda o Vale do Rio do Peixe e o Planalto Sul
Zortéa pretende expandir o seu Plano Diretor, para poder atender uma grande empresa imobiliária, a qual vai se instalar no Município para construir 350 casas aos funcionários da BRF
A Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina - Amplasc pode-se dizer que é uma entidade nova, iniciada em 27 de março de 1997, mas a criação da Microrregião, instituída pela Lei Complementar nº168/98, aprovada por unanimidade e sancionada pelo Governador do Estado em 01 de agosto de 1998, então são 16 de plena atividade, pois se encontra com uma estrutura mínima de funcionamento e com técnicos necessários para tocar os trabalhos, sendo substituída a então secretaria Executiva a Sra. Neuza Tibes, a qual se afastou por problemas de saúde, sendo que o cargo passou a ser ocupado pela zorteense Rosane Infeld.
Quando o prefeito de Zortéa, Paulo José Francescki assumiu a presidência da Amplasc, a pegar dividas, sendo que manteve todos os profissionais, porém, foram contratados mais alguns na área jurídica para trabalhos específicos, também está iniciando uma estagiária no setor de engenharia, devido ao grande número de obras que os municípios estão fazendo, dando como exemplo Abdon Batista, onde estão construindo uma barragem, então devido a demanda e disponibilidade de recursos para tanto, foi contratada mais uma profissional para ajudar na mencionada atividade.
Segundo Francescki, no momento estão trabalhando com o plano de resíduos sólidos, e isso quem está fazendo é o engenheiro ambiental da própria Amplasc e para esse fim foi contratado um assessor jurídico para que execute o programa.
“Fora os ajustes encontramos a Associação em pleno funcionamento, é lógico que alguns prefeitos, a exemplo de Brunópolis, Campos Novos e Abdon Batista trocaram seus prefeitos, os demais: Zortéa, Celso Ramos, Monte Carlos e Vargem continuam os mesmos Chefes do Executivo Municipal. Então existe certa mudança e uma nova expectativa, e isso vai adequando a cada dia que passa os trabalhos da Amplasc, de acordo com as necessidades dos municípios que a integram”, informa Francescki. Prossegue ele, dizendo ter sugestão para dar, em fazer um grande projeto que será transformado em programa agropecuário para a região, ainda tem exigências do Ministério Público quanto ao plano de resíduos sólidos, inclusive de captação dos resíduos sólidos reciclados (lixo). Também estão trabalhando com outros objetivos, na questão da saúde, onde passaram a fazer parte do consórcio da saúde juntamente com a AMMOC, isto em Herval d’Oeste. “Estamos sim trabalhando bastante pela Amplasc, visando o bem comum de todos os municípios, e também irmanados com a outra microrregião da AMMOC, visando o melhor na questão da saúde”, esclareceu a situação de sua Associação.
Quando foi lançado um desafio, levando em conta o desenvolvimento dos municípios, foi acatada por todos os prefeitos a questão do desenvolvimento agropecuário, que é uma vocação da região: agricultura e pecuária. Acredita que não devam fugir dessa meta, para tanto, a discussão está sendo bem aceita. A questão da saúde também é preocupante, pois muitas vezes se remenda as situações, portanto, estão desenvolvendo um projeto não só microrregional, mas em nível regional, visando implantar uma policlínica que atenda o Vale do Rio do Peixe e o Planalto Sul. O outro consórcio para atender mais umas dez especialidade que precisam para região, evitando deslocamentos para outros centros mais distantes.
Nas marchas dos prefeitos, Francescki cita o de Campos Novos, Nelson Cruz, foi chefe do Executivo em outras épocas, conhece os caminhos, é interessado, é uma pessoa que ajuda muito na questão da microrregião, e os demais com larga experiência: Nelson Gasperin Junior, da Vargem, Inês Teresinha Pegoraro Schons, de Celso Ramos. Francescki também há quatro anos vem trabalhando junto, ainda o Estado tem uma nova roupagem na SDR de Campos Novos, com o secretário Luiz Antonio Zanchetti (Abelha), ex-prefeito de Abdon Batista, muito interessado em colaborar com os municípios, inclusive, ajudando a fazer os projetos visando buscar recursos. Segundo o Prefeito de Zortéa, na corrente semana, segunda-feira, esteve em Florianópolis viabilizando os convênios já assinados para que se tornem realidade numa caminhada com o secretário da SDR de Campos Novos, sendo pela primeira vez na história que está no poder, vai acompanhado de tal função a Casa Civil para poder discutir e viabilizar acordos já rubricados.
Francescki sempre se preocupou em administrar o Município, em 2012, por exemplo, não ficaram pensando se iriam ou não ganhar a eleição, e sim, a finalidade era conduzir bem a Prefeitura até o final de ano, para que os trabalhos pudessem ser continuados em 2013, fosse por quem fosse. “Por ironia do destino continuamos aqui, estamos terminando algumas obras que estavam em andamento, e continuando a viabilizar os convênios que foram assinados em 2011 e 2012 para poder fazer o aporte dos recursos. Não vejo que tenha uma continuidade na Administração, é lógico que algumas pessoas na área de trabalho mudaram, ou seja, uns chegaram e outros saíram, mas a filosofia de trabalho é a mesma: dar equilíbrio social, trabalhar com todo o segmento da sociedade e é claro, agora vislumbrando um progresso maior”. Prossegue ele, tendo um parâmetro dos quatro anos que se passaram, devido o sucesso que alcançaram com a agricultura, onde se pode progredir muito mais. A Educação está controlada, na Saúde investiram muitos nos quatro anos passados, porém, não se pode parar com o bom atendimento, e sim, fazer alguns ajustes. “Muitas vezes no momento em que fizemos ajustes, somos criticados, porque as pessoas não estão acostumadas com mudanças, mas essa mudança vem justamente para beneficiar um todo e não privilegiar alguns e deixar outros de fora. Então quando a gente fala em ajustes, é dar equilíbrio, ajustar as contas e atendimentos”, esclareceu Francescki.
A implantação da Unidade de recepção de grãos da Copercampos foi um grande investimento no Zortéa, inclusive com auxílio da municipalidade, também foram auxiliadas empresas do ramo agropecuário, como exemplo os aviários da Família Campione, serraria do Masson, as quais estão prosperando dentro do Município. Estão encaminhando projeto de lei para dar auxilio financeiramente Leandro Poggere que está construindo dois aviários modernos, na localidade de Pouso Alto. Essa ação é uma parceria da iniciativa privada com a Administração Pública, sendo investimentos a que vem agregar valor ao Município e geração de riquezas. “Não concordo que o Município deva inchar, e sim, deve crescer e andar com as próprias pernas, mas o poder público sempre deve dar a sua contribuição para o investidor possa se sentir valorizado e o mesmo passa a gerar divisas para o Município”, explicou o Prefeito porque dos auxílios.
Na verdade toda mudança gera algum desconforto, a Prefeitura de Zortéa também teve mudança no sistema eletrônico, pois optaram por uma nova ferramenta on line de informática, então tiveram alguns atrasos nas licitações. Hoje o sistema já oferece condições de operar a contabilidade, tributário e alguns outros setores, pois até o final do corrente ano estarão ajustando isto, então pede compreensão para a população. Um exemplo prático que deu o Prefeito são os carnês de IPTU de junho, julho a agosto, devido a mudança de sistema, pois de momento não é mais cobrando em fevereiro, março e abril.
O Plano Físico e Territorial Urbano, ainda o Código de Posturas de Zortéa existe e já sofreu algumas alterações, sendo que o Prefeito citou um projeto de lei que está tramitando na Câmara Municipal, quando uma empresa do Estado do Paraná, juntamente com investidores do Município criaram um loteamento para que a BRF tivesse seus funcionários mais pertos do frigorífico, a Administração de Zortéa se viu obrigada a fazer uma alteração no Plano Diretor da Cidade. Hoje na saída de Campos Novos, tem uma ampliação do Plano Diretor da Cidade, justamente para poder contemplar esse investimento de aproximadamente 350 moradias. Quanto a implantação do Parque Industrial de Zortéa, dependem da licença ambiental, pois é uma dificuldade lidar com setores ambientais.
Para o Prefeito é uma deficiência a entrada de Zortéa vindo por Capinzal e também a saída para Campos Novos, SC-470, já encaminharam com todos os prefeitos da Amplasc, pedido ao Deinfra, para que tome providências quanto aos acessos que precisam de um trevo ou rótulas para um trânsito seguro. “Agora percebemos os erros do passado, pois isto deveria ser exigido no momento da construção da pavimentação asfáltica”, desabafou Francescki.
O Prefeito de Zortéa acredita que o Plano de Governo são desejos do momento de campanha eleitoral, e sim, deve-se observar muito a legislação e o orçamento que se tem. “Tanto é que no Plano de Governo de 2008, executamos 95% dele, mas fizemos muito mais que 5% de obras e ações de governo que não estavam previstos no plano. Da mesma forma agora, algumas alterações devem acontecer, por exemplo, quando fizemos o Plano de Governo em 2012, não sabíamos que uma grande empresa imobiliária iria se instalar no Município para construir 350 casas. Então temos de nos orientar e construir mais escolas, mais postos de saúde e organizar a cidade para receber mais mil pessoas pelo menos. Sabiam que tinham que expandir o Plano Diretor até a área industrial, mas não imaginavam estender mais distante para abraçar este loteamento que está acontecendo”, esclareceu Francescki.
Quanto a conquista da creche que serve de referência em nível regional, e já tem uma necessidade de ampliação, pois em 2013 são aproximadamente 20 crianças que não estão indo para a creche, porque não se tem mais espaço físico. Já está planejando uma ampliação da mesma, para construir pelo menos mais duas salas de aula, para poder acolher mais essas crianças que ainda não estão na escola. “Temos muito por agradecer aos prefeitos anteriores, os quais deram um encaminhamento na compra do terreno, a elaboração do projeto e tudo mais, pois ficamos felizes de concluir e colocar as crianças lá dentro, mas não deixa de ser uma preocupação o fato de ter que ampliá-la. Hoje temos 200 crianças de zero a seis na escola, o que é um motivo de satisfação e orgulho, e já se começa a perceber no aprendizado o quanto melhorou alunos de 1º, 2º e 3º ano, os quais passam a ler fluentemente e a escrever corretamente. Isto no passado não acontecia, devido a falta de uma escola de educação infantil. São conquistas que nos enchem de orgulho, mas que também nos preocupa com o futuro, pois não podemos deixar cair essa qualidade, pois a queda é retrocesso e isto não queremos para Zortéa. É bom, mas não podemos parar, então devemos continuar investindo”, assim Francescki definiu os futuros investimentos.
Zortéa vem captando recursos para poder fazer passeios em algumas ruas, e buscar mais verbas para passeios padronizados de acordo com a acessibilidade urbana, pois não é pretensão acompanhar as demais cidades, já que pretendem sair na frente efetivamente, por sito estão cadastrados num grande projeto.
Zortéa hoje tem de 70 a 80 por cento da tubulação pronta e as lagoas executadas para receber os dejetos, só que existe uma questão ambiental que não permite colocar em funcionamento devido a proximidade com as casas e com o meio urbano. É um problema que até em 2014 estão sendo obrigados a resolver, não se sabe como, mas terão de buscar alternativas, pois os recursos já vieram e foram gastos nessas benfeitorias. “Os próprios meios ambientais que deram a licença de construção, agora dizem não ser possível operar um tratamento de esgoto aqui no meio da cidade. Então é um impasse que teremos de resolver e vamos à busca de recursos e de meios para resolver mais este problema”, assim finalizou a entrevista Francescki.
Prefeito de Zortéa e Amplasc, Paulo José Francescki.
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