NA NOITE DE 05 DE MARÇO: EQUIPE SALT/CBMSC INTENSIFICA TREINAMENTOS PARA GRANDE COMPETIÇÃO |
Mulheres dominam setores-chave do varejo em Chapecó
O empreendedorismo feminino mantém presença expressiva na economia de Chapecó. Levantamento feito pelo Observatório Econômico da CDL de Chapecó, com base em dados da Receita Federal, aponta que o município conta com 26.081 Microempreendedores Individuais (MEIs), dos quais 11.134 são mulheres. O número representa 42,7% do total de negócios formalizados nessa categoria. A participação feminina se distribui por diversos segmentos, com destaque para o comércio e os serviços. No setor de artigos do vestuário e acessórios, Chapecó registra 1.330 MEIs, 1.051 deles liderados por mulheres (79,0%). No setor de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal, são 185 empreendimentos, 149 deles estão sob gestão feminina (80,5%). O fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar reúne 456 MEIs, com 318 mulheres à frente (69,7%). A atividade de cabeleireiros soma 1.541 registros, dos quais 1.101 pertencem a empreendedoras (71,4%). Em outras atividades de tratamento de beleza, o predomínio feminino é ainda mais evidente: dos 681 negócios formalizados, 664 são comandados por mulheres (97,5%). Também se destacam o comércio de suvenires, bijuterias e artesanato, com 71 MEIs, 58 deles microempreendedoras (81,7%). Já o comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializados, dos 134 registros, 87 estão sob liderança de mulheres (64,9%). As estatísticas nacionais e estaduais reforçam a ascensão feminina no mercado. De acordo com dados do Sebrae Nacional, o Brasil soma hoje 10,4 milhões de mulheres à frente de negócios próprios. O número representa um avanço expressivo desde 2012, com crescimento acumulado de 42%. Em Santa Catarina, levantamento da Junta Comercial do Estado (Jucesc) aponta mais de 1,25 milhão de mulheres na gestão e no quadro societário de empresas, 38,2% do total de empreendedores. MERCADO FORMAL Além do empreendedorismo, a presença das mulheres no mercado formal de trabalho também se destaca. Dos 104 mil trabalhadores com carteira assinada em Chapecó, 49.806 são mulheres, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego. O contingente representa quase metade da força de trabalho celetista do município, o que amplia a participação feminina tanto na iniciativa privada quanto na condução de negócios próprios. Para o presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, os indicadores mostram que as mulheres ocupam espaço relevante na economia do município. “Elas não apenas participam do mercado, mas lideram segmentos estratégicos do comércio local, com percentuais muito expressivos em áreas como vestuário, cosméticos e alimentação. Isso demonstra a força feminina para o setor e para os negócios”. Tasca também destaca o impacto econômico desse movimento. “Quando quase 80% dos MEIs de vestuário e mais de 97% das atividades de tratamento de beleza estão sob comando feminino, isso revela capacidade de gestão, geração de renda e influência direta no dinamismo do comércio de Chapecó”. A presidente da CDL Mulher Chapecó, Luci Peruzzo, também ressalta o protagonismo feminino no desenvolvimento econômico local e a importância de incentivar o empreendedorismo entre as mulheres. “Empreender é um ato de coragem. As mulheres não esperam estar prontas, elas começam, aprendem no caminho e constroem seus negócios com dedicação e persistência. Os números mostram essa força feminina movimentando a economia da nossa cidade e reforçam a importância de apoiarmos cada vez mais essa ascensão”. Para ela, quando uma mulher investe em seu negócio, os impactos ultrapassam o ambiente empresarial. “Se ela cresce, ela gera renda, cria oportunidades e contribui para o desenvolvimento da família e de toda a comunidade”, enaltece. FORÇA FEMININA Há cinco anos, a contadora Juliana Giotto Rodrigues decidiu largar o escritório para empreender em Chapecó. Depois de duas décadas e meia na profissão, ela fez cursos de costura e artesanato, participou de feiras em São Paulo e descobriu uma nova paixão que a inspirou para uma nova carreira. Tornou-se microempreendedora individual e abriu a Pólen Tecidos, loja especializada em tricolines 100% algodão, tricolines digitais, linho misto e aviamentos em geral, que fornece a matéria-prima para a produção das artesãs do município. “Abri a loja na sala da casa da minha mãe, com cinco clientes. Em dois anos como MEI passamos para ME e ampliamos a loja para a garagem da casa. Hoje, temos uma carteira de mais de 100 clientes e triplicaremos o tamanho da loja ainda neste ano”, conta Juliana ao informar que além do espaço físico, a Pólen conta com loja virtual e vende para o país inteiro. A empreendedora também dá cursos para outras mulheres que queiram aprender costura criativa. “É um orgulho poder ajudar outras mulheres a empreenderem e aumentarem a renda familiar”. Juliana observa o avanço do empreendedorismo feminismo como um reflexo da força das mulheres. “Elas correm atrás dos sonhos, batalham por eles, ajudam umas às outras e nunca desistem, mesmo levando ‘nãos’ ou sofrendo alguma discriminação. É essa força que faz diferença”, relata, ao apontar o caminho para dar certo nos negócios. “Empreender requer autocontrole nas finanças, entender e atender muito bem o cliente, personalizar as vendas e inovar sempre”. INCENTIVO E ACOLHIMENTO A filha de Paula Toazza foi a sua grande porta de entrada para o empreendedorismo. Com o desejo de passar mais tempo com ela e acompanhar de perto o seu crescimento, Paula decidiu deixar o trabalho de CLT como contadora e abrir espaço para um novo caminho, cuja única regra era não ficar sem fazer nada. Encantou-se pela costura criativa, fez cursos pela internet, comprou tecidos e uma máquina e produziu sozinha o protetor de berço da filha, usando a técnica de patchwork — arte de unir retalhos de tecidos para criar novas peças. “Ficou muito bom e eu me apaixonei pela costura”, conta ela ao destacar que se aprofundou nas artes de patchwork e quilting (acolchoado) com novo curso em São Paulo ministrado pela maior especialista sobre o assunto: Ana Cosentino. A partir daí, Paula começou a costurar em casa e comercializar tapetes, mochilas, bolsas, entre outros artigos. Em 2018 surgiu a oportunidade de dar aula sobre costura para uma amiga e junto com ela abriu o curso em uma sala comercial com quatro máquinas no bairro São Cristóvão. Em 2020 abriu a Estação Patchwork e Quilting em novo espaço no centro, com 7 máquinas em 75 m² e em 2024 ampliou a loja para o calçadão, hoje Bullevard. Nestes sete anos de empresa, ela conta com oito professoras e mais de 100 alunas, além de administrar a loja de tecidos e aviamentos. “Busco trabalhar na Estação um olhar diferente, que vai além do ensino e da costura. É um espaço de acolhimento das mulheres, que compartilham seus problemas, suas vidas, ajudam umas às outras e acabam descobrindo seu potencial e se encontrando com elas mesmas”, declara. Para Paula, quando isso acontece, as mulheres transformam suas vidas. “Essa inquietação e essa vontade de fazer algo a mais é que fazem a diferença e nos levam a empreender. Somos uma geração de mulheres que não nasceu para ficar em casa, mas para buscar o que realmente queremos. O empreendedorismo feminino mostra que nós podemos e conseguimos fazer tudo o que quisermos”.
Foto 17 e 18 – Juliana Giotto Rodrigues comemora a sua melhor decisão profissional: abrir seu próprio negócio, a Pólen Tecidos em Chapecó (Keli Magri/MB Comunicação) Foto 19 e 20 – Há 7 anos, Paula Toazza comanda a Estação Patchwork em Chapecó (Keli Magri/MB Comunicação) MB Comunicação Empresarial/Organizacional Jornalista Responsável – Marcos A. Bedin – MTE SC 00085-JP Rua Nilópolis, 251 D - Bairro Universitário - 89814-510 - Chapecó/SC E-mail: mb@mbcomunicacao.com.br O TEMPO jornal de fato desde 1989:
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