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Projeto da Aldeias Infantis SOS Brasil em parceria com o UNICEF atende crianças e adolescentes refugiados
Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, ação de cuidado e proteção continua sendo realizada em Roraima e no Amazonas
O mundo tem aproximadamente 272 milhões de migrantes internacionais, segundo dados da Organização Internacional para Migrações (OIM). Por trás deste número, há pessoas que tiveram que abandonar o seu lugar de origem pelos mais diversos motivos, sendo pobreza e violência alguns dos principais. Em muitos casos, famílias inteiras são separadas, aumentando ainda mais o drama de um quadro extremo.
A Aldeias Infantis SOS Brasil atua no acolhimento e assistência de refugiados desde 2018. Em conjunto com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a instituição integra o programa Brasil Sem Fronteiras, com foco nas famílias venezuelanas que migraram para o nosso país. "Ao todo, já foram mais de 450 famílias atendidas e encaminhadas para todas as regiões, onde elas são recebidas nos programas da organização e contam com o nosso apoio até alcançarem sua independência", diz Sergio Marques, Sub Gestor Nacional das Aldeias Infantis SOS Brasil e Líder Nacional da Estratégia de Advocacy.
No fim de 2019, a Aldeias Infantis também firmou uma parceria com o UNICEF para a criação dos centros Súper Panas, nos estados do Pará e Amazonas. O programa, que em espanhol quer dizer "super amigos", é voltado à educação, proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes. A ação atua também na prevenção de violências, abuso e exploração dos mais vulneráveis.
Na última semana, 158 venezuelanos da etnia Warao foram realocados, pela Prefeitura de Manaus, de abrigos provisórios para um espaço mais amplo. As famílias continuarão recebendo o apoio da Organização, que neste contexto extremo de transformações sociais, vem trabalhando no sentido de assegurar que a população migrante e refugiada, em especial crianças e adolescentes, tenham acesso a espaços de recreação, lazer, diversão e aprendizado com segurança e proteção social. Para isso, contam com uma equipe altamente capacitada para atender suas necessidades educativas e para identificar situações de violação de direitos.
O Súper Panas também se tornou um ponto de intercâmbio cultural e de conhecimento. À medida que as crianças e adolescentes aprendem um pouco mais sobre a cultura, costumes, valores e normas do Brasil, aprende-se com eles um saber não quantificável: suas histórias, suas descobertas, suas vivências e seus sonhos. O que demonstra que, apesar das mudanças impostas pelo contexto da pandemia, o projeto tem alcançado o objetivo de transformar vidas, assegurando dignidade, respeito e humanidade para aqueles sofreram ao ter que deixar seu país, seus entes queridos e suas histórias para poder sobreviver.
Em pouco mais de seis meses, já foram atendidos 11.893 crianças e adolescentes nos 9 espaços abertos em Belém e Manaus. Além disso, mais de 1.600 adultos já recebem apoio da equipe de proteção para orientações e encaminhamentos.
"Este Projeto é muito importante para as crianças e adolescentes venezuelanos. Elas têm a oportunidade de acesso à educação não formal nestes locais. Para além disto, temos ainda dois outros focos de atuação: um para a juventude e outro voltado à proteção das crianças e adolescentes e seus familiares, no que diz respeito a violação de direitos e encaminhamentos às políticas públicas existentes", afirma Edson Cabral - Coordenador Geral do Projeto.
A pandemia da Covid-19 mudou drasticamente a forma com que o Súper Panas é realizado, e agravou ainda mais a situação de crianças e adolescentes que já era de extrema vulnerabilidade. Para evitar a aglomeração de pessoas, as turmas são atendidas em horários alternados, sendo cada uma com um número reduzido de participantes. Apesar dessas dificuldades, o programa tem sido realizado para continuar assegurando um local seguro e capacitado para que elas se desenvolvam.
"O contexto do COVID-19 nos levou a uma ação mais intensiva para garantir a segurança e mitigar violações de direito ao público atendido. A Aldeias Infantis elaborou um protocolo para atuação das equipes e o atendimento dos nossos beneficiários, visando não oferecer perigo de contaminação diante deste contexto. Os desafios são muitos, mas estamos buscando criar um entorno seguro e protetor para darmos continuidade as nossas atividades, respeitando todas a orientações oficiais e com o apoio de vários parceiros", completa Sérgio.
Sobre a Aldeias Infantis SOS Brasil
Como organização humanitária global, líder em cuidado infantil direto, a Aldeias Infantis SOS Brasil (SOS Children's Villages International) atua no país há 53 anos, onde cuida de crianças, fortalece famílias, dá resposta a situações de emergência e advoga pelo direito de viver em família e comunidade. Presente em 31 localidades de Norte ao Sul do país, a Organização oferece atividades diárias que geram impactos positivos para mais de 11 mil pessoas, por meio de projetos de educação, esporte, lazer, geração de renda e empregabilidade, com foco na quebra dos ciclos de pobreza, violência e exclusão.
Tide Social - Assessoria de Imprensa da Aldeias Infantis SOS Brasil
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