Curso de Fonoaudiologia da Unoesc Joaçaba realiza a 2ª Cerimônia do Jaleco |
Prof. Me. Ciro José Toaldo
Como diz o velho ditado: “O Brasil não é para amadores!” A eleição deste domingo, 4 de outubro, trouxe um resultado, ao menos aquele que deixaram aparecer, demonstrando uma população cheia e certo enojada com a famigerada esquerda e políticos que já se superaram.
Por exemplo, no novo Senado Federal de 2027, das 81 cadeiras, 49 delas (60,5%) serão ocupadas pela direita. Lembro: o Senado no sistema republicano, é o órgão máximo. Portanto, haverá mudanças nesse novo cenário.
A Câmara dos Deputados, em 2027, entre as 513 cadeiras, terá 283 (55,2%) ocupadas por membros da direita. Dessa forma, o novo Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados) terá a tarefa dada pela população: conter os avanços do retrocesso estabelecido pela esquerda e buscar rever todas as anuências deste atual desgoverno.
Também lembro que a direita já tem 20 governadores eleitos, fora aqueles que ainda estão no segundo turno. Em São Paulo, maior colégio eleitoral brasileiro, o atual governador, Tarcísio (Republicanos), de direita, foi eleito em primeiro turno com 62%, contra 36% de Haddad, da esquerda.
Mas o fato de saber que figuras como Haddad, João Campos, Marina Silva, Randolfe Rodrigues, Simone Tebet, Gleisi Hoffmann, Soraya Thronicke, Manuela D’Ávila, Paulo Pimenta, Benedita da Silva, Érika Kokay, Tiririca, Jean Wyllys, Otoni de Paula e José Dirceu não foram eleitos nesta eleição, torna-se um alívio, onde o povo percebeu que tais criaturas usavam o poder em benefício próprio e para barganha de seu grupo.
Nesse propósito popular a nação galga um caminho com nova crença na forma de fazer justiça neste país, não com narrativas mentirosas e insanas, como foi a produzida pelo 8 de janeiro, para citar uma delas.
Entretanto, ainda temos a desfaçatez de um sistema perverso e manipulado. Isso foi notório em 2022 e, com os mesmos procedimentos, foi aplicado em 2026. Ou seja, em dado momento, todo o sistema de apuração em tempo real do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fica travado por uma hora. Até então, o candidato de oposição tinha 49,58% dos votos, contra 42% dos votos do candidato da situação. Do mesmo jeitinho que foi em 2022, quando volta a apuração, o quadro havia mudado: o candidato de oposição começa a cair, e o da situação sobe. Não há nenhuma explicação para essa parada, apenas silêncio, inclusive da própria imprensa. O duvidoso é a interrupção, pois, se isso acontecesse em um país sério, com certeza haveria auditoria nas urnas.
Penso que deveríamos ter uma explicação técnica e precisa desse acontecimento, pois a eleição se ganha na urna e com os votos conscientes dos eleitores, mas se confia na transparência do processo de apuração, que, infelizmente, neste domingo, ficou parada por quase uma hora. Por quê?
Como entender essa forma de apuração, se a direita tem uma onda gigantesca, elegendo o maior número de membros que irão compor o Congresso Nacional, com votações expressivas e históricas, como em São Paulo, onde o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) tornou-se o candidato a senador mais votado da história do Brasil, com mais de treze milhões de votos? E o mesmo acontece em Minas Gerais, onde o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornou-se o candidato a deputado federal mais votado do país, com mais de três milhões de votos.
E fica a indagação: como todos esses votos não aparecem para o candidato ao cargo de presidente da República da direita? Será que a imbecilidade do eleitor é votar em candidatos para os cenários legislativos da direita e votar, para o cargo do Executivo Federal, na esquerda? Isto é ridículo e foge dos princípios da racionalidade.
E como você, caro leitor/eleitor, entende e se posiciona diante dessa parafernália? Será que, no dia 25 de outubro, no segundo turno, novamente o cenário de 2022 irá se repetir?
Seja lá como for, o contexto que a população expressou nas urnas do Brasil, neste dia 4 de outubro, demonstra que o cenário, a partir de 2027, será totalmente diferente daquele que se viu até aqui.
Pense nisso. E até o próximo!
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