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O TEMPO jornal de fato

APRENDIZAGEM GERACIONAL

Prof. Evandro Ricardo Guindani Universidade Federal do Pampa - Unipampa

“Meus avós tinham razão, pena que eu não ouvi os conselhos”; “aprendi com meu filho a utilizar a tecnologia”. Estas são frases, muitas vezes ditas por jovens e adultos.

Principalmente no início da juventude, muitas decisões são tomadas no calor das emoções. Quantos casos de casamento e gravidez precoce se dão de forma inesperada por todos os familiares? Eu sempre digo aos meus alunos que algo importante para se tomar uma decisão é exercitar a habilidade da escuta. Ouça aqueles que já estiveram no seu lugar. Ouça para entender como as emoções podem te levar a agir pelo impulso e comprometer boa parte da sua vida. Decisões mal tomadas podem prejudicar seus planos profissionais por exemplo. Nestes mais de 27 anos de professor, ouvi inúmeros casos de pessoas que tiveram que abandonar os estudos por conta de decisões mal tomadas no campo afetivo e emocional. No momento da paixão por exemplo, não conseguimos ouvir. A escuta é algo mais do campo racional, pois quando estamos tomados pela emoção, somente seguimos nosso impulso.

Você que tem 12 a 17 anos, procure conversar com pessoas de 30 a 50 anos e pergunte sobre as decisões tomadas na adolescencia, juventude e o que fariam diferente. Tente sair do seu celular e ouvir os adultos ao seu lado. E você adulto, que as vezes é muito seguro e teimoso nos seus posicionamentos, ouça e observe as crianças, adolescentes e jovens ao seu redor, eles te ensinam muito.

Aprendizagem geracional é isso, uma geração aprender e ouvir a outra geração. É muito comum que jovens, entre 18 a 30 anos critiquem e julguem seus pais, sendo que depois acabam repetindo os mesmos erros ou até fazendo pior. Por isso, você que é jovem e está no início da vida adulta, ou também você que tem mais de 40, 50 anos, observe algo muito importante: os padrões familiares. Observe seus avós, tio avós, pais e tios, você poderá repetir muitas decisões e comportamentos que você sempre criticou neles. Isso também é aprendizagem geracional, observar os padrões familiares, compreender sua lógica de funcionamento e se possíve buscar ajuda terapeutica com um psicólogo para não repeti-los.

Em síntese, ouça, observe mais, tente não agir pelo impulso emocional, equilibre razão e emoção e tente ser feliz. A felicidade depende de escolhas bem feitas!


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