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Mãe cientista: Professora e pesquisadora da UniSul conta como é conciliar carreira e filhos

Aos 48 anos, Anelise Cubas coordena pesquisa na área de Engenharia Ambiental, é doutora em Química conta como equilibra carreira, atividades de casa e os cuidados com os três filhos

 Mãe cientista: Professora e pesquisadora da UniSul conta como é conciliar carreira e filhos
Foto: Emilly Moreira | Sheila Oliveira
Legenda: Professora Anelise Cubas e filhos / Fonte: Anelise Cubas

Ter filhos, cria-los e exercer o papel de cientista não parece fácil, mas nenhuma missão é impossível para mães que lutam diariamente para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e ao mesmo tempo proporcionar uma vida digna a seus filhos. Esse é o caso da professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais Anelise Cubas, da UniSul. Formada em Engenharia Química, mestre em Engenharia Ambiental e doutora em Química, Anelise relata os desafios de ser mãe na ciência e como concilia seu trabalho com os afazeres de casa e cuidados com os filhos.
Desde criança Anelise foi orientada pela mãe, que era dona de uma escola primária, de que existia um leque de profissões e possibilidades. "Esse olhar mais aberto e livre da minha mãe me proporcionou muitas oportunidades e escolhas como a de ser cientista e poder exercer uma profissão tão importante para a sociedade", explica.
Estudos e maternidade, a dupla jornada de uma mãe estudante
Anelise adequou a vida materna com a de estudante enquanto cursava o doutorado em Química. "Não foi um momento fácil, a carreira de formação cientifica é longa e precisa de muita dedicação que não fica apenas no ambiente de trabalho. Exige muita leitura e produção intelectual em casa. Na época que tive meu primeiro filho era doutoranda e ainda não existia licença maternidade para bolsista, tive muita sorte de ter orientadores compreensivos que me deixaram finalizar minha tese em casa", conta a pesquisadora.
Apesar das dificuldades enfrentadas durante o doutorado, Anelise explica que deixar de estudar nunca foi uma opção e que contou com o apoio de família, amigos e colegas de trabalho para conciliar a tripla jornada entre trabalho, estudos e maternidade. "O coração ficava dividido entre a família e os alunos porque a profissão de professora/cientista é muito intensa, precisamos nos entregar de corpo e alma para realmente fazer uma pesquisa de impacto para a sociedade e formar estudantes com ética e competência. Ao mesmo tempo filhos também são intensos; criar, educar e participar envolve muita dedicação, é preciso ter equilíbrio e apoio familiar para conseguir gerir tudo de forma que agrade aos dois lados e o mais importante manter saúde física e mental, temos que estar bem para que todos estejam bem", revela.
Pandemia e o choque de mundos
Com a chegada da pandemia, as realidades entre lar e trabalho se chocaram e muitas pessoas viram suas rotinas virarem de ponta cabeça, para a professora não poderia ter sido diferente. "A pandemia foi um desafio para todas as mães do planeta, principalmente para quem tem filhos em idade escolar, pois a escola tem a função não somente de ensinar, mas o propósito social de cuidar das crianças enquanto as mães trabalham", destaca. Segundo Anelise, o trabalho acadêmico, realizado em casa, ainda teve o agravante da concentração e silêncio, fundamentais para a produção científica.
Hoje, Felipe, com 18 anos, que já cursa Engenharia Sanitária e Ambiental, e as gêmeas Anna e Lara, com 12 anos, já conseguem entender que durante 8 horas por dia a mãe pode estar em casa, mas não a disposição. Diante de tantos obstáculos enfrentados, a cientista explica que o amor pela profissão e família foram motivadores imprescindíveis. "Lembro-me de estar apresentando a minha tese de doutorado e olhar para plateia e ver minha mãe segurando meu filho que aguardava para mamar. No meu caso o apoio familiar, e colegas de trabalho, parceiros e estudantes dedicados são o que me motiva a acordar todos os dias e seguir nessa profissão que amo", diz a professora.
Os profissionais da próxima geração
Em casa, a professora conta que em conversas e brincadeiras com os filhos a carreira de cientista pode se tornar um legado na família, mas que assim como sua mãe, quer ensinar aos filhos que eles têm um leque de opções e um mundo de possibilidades. "Tento não os influenciar quanto a profissão, mas meu filho quer seguir meus passos, no início foi um choque pois sei como a área de cientista é difícil, mas fico feliz em ser um modelo e exemplo de profissional para ele. As meninas estão jovens e tem muito a aprender ainda, mas estarei aqui para apoiá-las no que escolherem."
Sobre a UniSul
Com 57 anos de história, a UniSul, integrante do Ecossistema Ânima Educação desde 2021, conta com campi localizados em: Araranguá, Balneário Camboriú, Braço do Norte, Criciúma, Florianópolis-Centro, Florianópolis -- Continente, Florianópolis --Ilha, Içara, Itajaí, Pedra Branca e Tubarão. A instituição tem seus cursos consagrados entre os melhores do Sul do Brasil, e também uma das marcas empresariais mais lembradas da região, obteve conceito máximo (5) na avaliação do Ministério da Educação (MEC). A universidade é a mais premiada pela ADVB catarinense -- Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Tem em seu portfólio 70 cursos de graduação, 60 de nível especialização, além de cinco cursos de Mestrado, nas seguintes áreas: Administração, Educação, Ciências Ambientais, Ciências da Saúde e Ciências da Linguagem, e quatro programas de Doutorado organizados pelas áreas de Administração, Educação, Ciências da Saúde e Ciências da Linguagem. A instituição possui a tradição de universidade empreendedora e participativa no próprio desenvolvimento de Santa Catarina -- foi a primeira universidade de ensino superior a participar do planejamento pioneiro do estado em 1973.
 

Emilly Moreira | Sheila Oliveira



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