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BASE HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO I V

Jor. Adelcio Machado dos Santos

BASE HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO I V
Jor. Adelcio Machado dos Santos

       As figuras mais representativas desse período foram Abelardo e Santo Tomás de Aquino.
       Este, na Summa theologica, sistematizou toda a doutrina da igreja. O interesse humano voltou-se, sobretudo, para os problemas espirituais, e a autoridade eclesiástica em matéria de crença tornou-se inquestionável.
      O conteúdo da educação escolástica esteve em harmonia com os interesses intelectuais da época.
      Sua maior contribuição foi promover a fundação de universidades na Europa. A introdução de estudos derivados do grego propiciou uma crescente liberdade de ensino.
      O esquema de instrução era estruturado de modo que os estudos especiais baseavam-se em ampla cultura geral.
      Das quatro faculdades que compunham a universidade, a de artes funcionava como preliminar às de teologia, direito e medicina.
     Os métodos de instrução fundamentavam-se na leitura ou comentário de textos e na emulação, pela qual os estudantes se adestravam no uso dos conhecimentos absorvidos.
     Essa evolução da educação superior foi acompanhada pelo aumento do número de escolas elementares.
     Ademais do ensino espiritual, o sistema social de época mantinha um tipo de educação própria da classe feudal, que consistia na preparação de pajens e senhores na arte da cavalaria.
     Tal educação não se opunha à religião, pois a cavalaria era santificada pelos clérigos. Seu objetivo era tornar os jovens da classe nobre dignos da admiração dos servos, justos, sábios e prudentes no trato das coisas do estado.
     Desde o século XI as cidades do norte da Itália apresentavam maior progresso material e cultural que o resto da Europa. O espírito clássico, na verdade, nunca morrera.
    A Divina Comédia, de Dante, demonstrou que o poeta escolástico era também um estudioso dos clássicos latinos. O grande impulso para o retorno aos clássicos foi dado por Petrarca e Boccaccio.
   O movimento, iniciado na Universidade de Florença, logo se espalhou a outros países; mas as ricas comunas italianas permaneceram como centros de irradiação da cultura.
   O serviço mais valioso prestado pelos humanistas peninsulares foi abrir caminho para a instauração de uma atmosfera intelectual mais livre.
   Todavia, o espírito do movimento reside na oposição à autoridade e na afirmação da liberdade individual, que se manifestou de várias formas.
   Na Itália, refletiu-se nas artes e na literatura, em que o paganismo substituiu o cunho moral e religioso.
   Na Alemanha, surgiu em forma de reação contra o sistema doutrinário da igreja, e único meio de abolir os abusos eclesiásticos. Nesse sentido, a Reforma protestante de Lutero foi a manifestação do movimento renascentista alemão.


Jor. Adelcio Machado dos Santos
 (MT/SC nº 4155 - JP)



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