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ABRINDO O LIVRO: 'TEXTOS: Luzes Entrelaçadas Entre Coração e Razão'

ABRINDO O LIVRO:  ?TEXTOS: Luzes Entrelaçadas Entre Coração e Razão?
Foto: E, mais nos dita Paulo Freire quando cita:
?Ter VEZ e VOZ? é praticar o exercício da cidadania plena.


      Caros leitores, caras leitoras, é com muito prazer e motivação que pretendemos aqui "abrir" algumas páginas do livro: "TEXTOS: Luzes Entrelaçadas Entre Coração e Razão," das autoras Ana Schirley Favero e Evani Marichen Cordeiro Riffel, compartilhando alguns textos.

 "Ter VEZ e VOZ" é praticar o exercício da cidadania plena.

      E, mais nos dita Paulo Freire quando cita:

[...] meu papel no mundo não é só de quem constata o que ocorre mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências [...]. (FREIRE, Pedagogia da Autonomia- fragmento da p.77)

     Destarte, intenção a intenção de elencar nesta edição, entre os muitos gêneros textuais, a CARTA ABERTA. Vistas à sua função social interativa, em função daquilo que desejamos comunicar:


E, mais nos dita Paulo Freire quando cita:/ "Ter VEZ e VOZ" é praticar o exercício da cidadania plena.



CARTA ABERTA.

Gênero textual utilizado para discutir assuntos de interesse público. É texto argumentativo com o objetivo de transmitir informações de interesse coletivo. A forma como ela é escrita, expressa uma noção de protesto em relação a algum problema social. Servir para alertar e conscientizar. Sua linguagem possui um estilo persuasivo, com a intenção de convencer o leitor das suas ideias. É também usada para instruir, informar, reivindicar ou entreter. Os interlocutores são seres coletivos como: comunidades, governos, sindicatos, grêmio estudantil, representações etc. Propõe uma sugestão para o problema discutido. Envolve remetentes e diversos interlocutores, já que é pública.

      Eis uma introdução e um EXEMPLO fantasioso de CARTA ABERTA ... Todavia o teor é real, retrata as queimadas na Amazônia em 2020, quem pede socorro é a fauna e a flora ... E quem é o culpado, quem é o responsável ?! ...

Aconteceu que ...

      Certa vez a Onça-pintada convocou uma bicharada: a Arara-canindé, brasileira bela, verde e amarela, o Lobo-guará, o Mico-Leão-Dourado, o Gavião Real, a Sucuri, o Tatu, a Paca, o Jacaré, a Tartaruga, o Pardal, uma infinidade de aves e animais de pele e pelo para uma reunião.

      O sol brilhava de mansinho, iluminava com brechas douradas, a floresta que brincava de embalar como árvores com o ventar harmonioso.

     Chegou o grande dia e foi chegando, aos poucos, a bicharada, cujo som emitiu não era nada melodioso, reunindo pois, uma imensa diversidade de rugidos, pios, piados, urros, esturros, ronronar, latidos e miados: auuuuuuuuuuuuuuu, miauuuuuu, grrrrrrrrr , piu-piuuuuuuu, pi-piiiiii, fiu-fiuuuuuuuuuuuu, ti-viiiiiiiiiiii, cruuuu-cruuuuuuu, croac-croacccc ...

   Uiiiiii, uiiiiiii, nossa !!! Chegou a Anaconda verde ... Longeeeeeee que te quero, enorrrrrrrrrrrrrrrme e temida, exclamou um grunhido oculto entre o arvoredo!

      Vestido em solene e sublime colorido natural, o tucano do alto do galho de uma esguia Tatajuba espia uma bacia amazônica na vitória-régia, que esconde a lenda da indiazinha que ia mirar Jaci, a lua, por quem se apaixonara. [...]

      No palanque provisório [...] o texto inicial da fala da onça pintada, que reunira a bicharada da floresta, fora elaborado pela mestra coruja, ela que, via na noite o que todos ali viam à luz do dia.

E ... inicia um discurso carta ...


E, mais nos dita Paulo Freire quando cita:/ "Ter VEZ e VOZ" é praticar o exercício da cidadania plena.



Teus rastros, deixados aqui na floresta, nossa casa comum, são pegadas de desmate, queimadas, fumaça densa e negra que nos afugenta, causa morte e despejo de nosso habitat natural.

      Outro dia, dona Arara-canindé saiu em revoada uma procura de alimento para os filhotes e quando retornou, cadê? Cadê o oco da palmeira, sua casa, cadê seus filhotes, cadê a palmeira ??? ...

Ali jaz a palmeira tombada ao chão e em chamas. Dona Arara-canindé parte ... E muito distante da floresta pousa esgueirando - se no umbral de uma velha casa, faminta e cansada.

      Bicho Homem ...

      Enquanto mestra da floresta, olho grande e estalado de noite e de dia, quando a fumaça das queimadas, no rastro do desmatamento escurece a luz do sol aquecedor e do luar companheiro, deparo com a bicharada de pelo, de penas, escamas, couro enrijecido ou outro invólucro qualquer ... Mortos, famintos ou desprotegidos! Expulsos de seu habitat natural, da vida, da floresta ... [...]

Os aplausos para uma mestra Coruja incorporam em forma de filhos em diversidade ...

... Independente de miado, piado, rugido, urro, melodia, língua, discurso, nacionalidade, ideologia, partido, governo ... SOS à vida na Amazônia, no Planeta Terra, chão de todos!

Uma bicharada


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